quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Preparai o Caminho


Ela muito amou.

" Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente". 
Santo Agostinho


            Hoje se celebra a Apresentação de Nossa Senhora no templo

A memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado proto-evangelho de Tiago, livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém.

Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela muito bem soube isto fazer com a vida

Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O novo livro do Papa


Braga, Portugal, 19 nov (SIR/Ecclesia) – O livro final da trilogia de Bento XVI sobre “Jesus de Nazaré” vai ajudar a “repensar o mistério do Natal”, disse hoje em Braga o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé).

“Este livro terá um relevo particular para os crentes, por causa do tema da encarnação, sobretudo nas proximidades do Natal, mas também tem um valor para todos, porque aborda o tema das crianças, da maternidade, da paternidade, do massacre dos inocentes, da fuga do Egito”, disse à agência ECCLESIA. Segundo o cardeal, os episódios abordados pelo Papa enfrentam “temas dramáticos”, que não interessam “apenas aos crentes”. O cardeal Ravasi e a teóloga brasileira María Clara Bingemer vão apresentar na terça-feira o novo livro de Bento XVI, que aborda a infância de Jesus, editado pelo Vaticano e a Rizzoli, com edição portuguesa a cargo da Principia, chegando às livrarias na quarta-feira.
Na publicação, o Papa defende que a figura de Cristo se distingue das personagens da mitologia e apela à “seriedade” da pesquisa histórica. “Jesus não nasceu nem apareceu publicamente no vago ‘outrora’ do mito. Ele pertence a um tempo datável exatamente e a um ambiente geográfico indicado com clareza”, escreve Bento XVI. O livro vai abordar os chamados “evangelhos de infância”, sobre os primeiros anos de vida de Cristo, e é apresentado pelo próprio Papa como uma introdução aos dois livros precedentes sobre a figura e a mensagem de Cristo.

O cardeal Ravasi, um especialista no estudo da Bíblia, destaca que os evangelhos têm de ser lidos a partir da história e da literatura, mas também com um “olhar teológico” que remete para a “dimensão transcendente”. O primeiro volume de ‘Jesus de Nazaré’ tinha sido publicado em 2007 e era dedicado ao começo da vida pública de Cristo (desde o batismo à transfiguração). A segunda parte da obra foi apresentada em março de 2011, passando em revista os momentos que precederam a morte de Jesus e a sua ressurreição. Toda a obra começou a ser escrita no verão de 2003, antes da eleição de Joseph Ratzinger como Papa.
“Espero que o pequeno livro, não obstante os seus limites, possa ajudar muitas pessoas no seu caminho rumo a e com Jesus”, sublinha agora Bento XVI. A Principia Editora, como já tinha acontecido por ocasião do segundo volume, foi selecionada no âmbito de uma consulta internacional lançada pela editorial italiana Rizzoli, detentora dos direitos mundiais da obra e responsável pelas negociações para ceder os direitos de publicação para cada idioma. A divulgação e a apresentação da obra em Portugal têm o apoio da Agência ECCLESIA.

sábado, 17 de novembro de 2012

O resgate e a proteção do Sagrado nos templos católicos


No dia 09 de novembro celebramos a festa da Dedicação da Basílica de Latrão, que é a Igreja do Papa e a Catedral das Catedrais, a Igreja Mãe de todas as Igrejas. Esta solenidade oportuniza um tema e assunto que precisa de uma retomada de consciência e atitude. As Igrejas para nós católicos são lugares sagrados, por serem dedicados a Deus e guardarem o Santíssimo Sacramento, acolhendo também a comunhão dos santos que para São Paulo era a família dos filhos de Deus ou seja todos nós. No entanto, de todos os templos religiosos, parece que por rotina ou costume impensada, se entra nas Igrejas Católicas como se fosse qualquer lugar, e ainda dentro delas, se conversa, se fuma ou até se conserva o chapéu na cabeça. É lamentável que esqueçamos que todo templo equivale a uma nova criação, que transparece o sinal da Jerusalém Celeste, e que em cada centímetro do seu espaço se respira a presença do Senhor. Deveríamos retomar a tradição respeitosa e devota de persignarmos e ajoelharmos ao entrar no recinto do templo fazendo com reverência e fé a genuflexão devida a presença do Santíssimo, e o mesmo ao sair depois certamente de agradecer com santo temor o encontro com a graça e a salvação divinas. As coisas santas são para os santos, neste ano da fé urge também uma catequese do sagrado, uma proteção, defesa e mistagogia que esclareça e explique cada símbolo e sinal da arquitetura, e espaço sacros. A liturgia bem celebrada e vivenciada começa com a percepção de termos entrado no umbral do divino, de estarmos como Moisés diante da sarça ardente, e por isso mesmo devemos tirar as sandálias do profano e do mundano. Nesse mesmo sentido se entende que não podemos trajar ou vestir de qualquer maneira no templo, e que o despudor ou a falta de recato sejam não só deselegantes mas pecados que ofendem o próprio Deus. O grande pensador católico Blondel se converteu diante do clima religioso e misterioso de Notre Dame em Paris. Quando guardamos a santidade dos templos e exercemos nesses recintos sagrados a música e a liturgia condizentes a majestade e soberania de Deus, estamos oferecendo a cada pessoa a experiência fascinante e tremenda do Deus vivo na sua Casa. Que nunca permitamos a profanação e a vulgaridade nos nossos templos, que sempre nos alegremos com a gloria divina que deve brilhar e preencher estes lugares, junto ao santo silêncio, que nos eleva e faz mergulhar em Deus. Que cada um de nós ajude a sustentar e manter a beleza, sacralidade e veneração dos nossos templos.
Deus seja louvado!
+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo Diocesano de Campos
Campos dos Goytacazes, 11 de Novembro de 2012.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

150 anos da Paróquia Senhor Bom Jesus

Este mês a Paróquia do Senhor Bom Jesus, de Bom Jesus do Itabapoana completa 150 anos!!! E essa grande festa será marcada por grandes celebrações. 



Confira a programação!!


Dia 15 - quinta-feira - Igreja Matriz Senhor Bom Jesus.
19h - Santa Missa: Presidida pelo Exm.º Revm.º Sr. Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo de Campos
20h - Inauguração da placa alusiva ao sesquicentenário pelo Exm.º Revm.º Sr. Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo de Campos
Dia 16 - sexta-feira - Igreja Matriz Senhor Bom Jesus.
19h - Santa Missa: Presidida pelo Exm.º Revm.º Sr. Dom Fernando Arêas Rifan - Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Dia 17 - sábado - Igreja Matriz Senhor Bom Jesus.
19h - Santa Missa: Presidida pelo Pe. Heitor Carlos Santos Utrini - Vigário da Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Campos dos Goytacazes
21h - Show na Praça Gov. Portela - presença dos "Cantores de Deus"
Dia 18 - domingo
18h - Grandiosa Procissão: saindo da Matriz São José - Bairro Lia Marcia em direção a Pça. Gov. Portela com andores de todos os Padroeiros da Paróquia Senhor Bom Jesus, Paróquia São José e Quase-Paróquia Santo Antonio - Carabuçu e suas Capelas. Convidadas: Paróquia Senhor BomJesus Crucificado e Imaculado Coração de Maria e Paróquia São Geraldo Magela - Bom Jesus do Norte.
19h - Santa Missa Campal: Presidida pelo Revm.º Sr. Mons. Paulo Pedro Seródio Garcia - Pároco da Catedral Basílica Menor do Santíssimo Salvador - Campos dos Goytacazes.
Após Missa Show na Pça. Gov. Portela encerrando os festejos com uma grandiosa queima de fogos.




Deve-se ressaltar que Raul Travassos remodelou a antiga imagem do Sagrado Coração de Jesus, concluiu o ostensório que guarda o Santíssimo Sacramento na Capela e refez a histórica imagem de Nossa Senhora das Dores destruída por cupins. Além disso, está atualmente na conclusão da imagem também histórica de São José.
 Essas últimas foram esculpidas pelos espanhóis que aqui residiram nas décadas de 20 e 30, patrocinadas pelos libaneses e sempre estiveram em destaque no interior da Matriz.
                                                    Novo Sacrário

Ó Bom Jesus que morrestes na cruz, tende piedade de todos nós que precisamos da vossa misericórdia, perdoe nossos pecados. Não queremos mais pecar.

domingo, 11 de novembro de 2012

9 perguntas sobre o Ano da Fé

No dia 11 de outubro começou o Ano da Fé, convocado por Bento XVI.  Mas de que se trata? O que deseja o Santo Padre? O que se pode fazer?

1. O que é o Ano da Fé?
O Ano da Fé "é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo".
2. Quando se inicia e quando termina?
Inicia-se a 11 de outubro de 2012 e terminará a 24 de novembro de 2013.
3. Porquê nessas datas?
Em 11 de outubro coincidem dois aniversários: o 50° aniversário de abertura do Concílio Vaticano II e o 20° aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de novembro, será a solenidade de Cristo Rei.
4. Porque é que o Papa convocou este ano?
Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdo da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas".Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo".  O objetivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo."
5. Que meios assinalou o Santo Padre?
Como expos no Motu Proprio "Porta Fidei": Intesificar a celebração da fé na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da própria fé; e redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo.
6. Onde terá lugar?

Como disse Bento XVI, o alcance será universal. "Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressucitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas  e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquias e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo".

7. Onde encotrar indicações mais precisas?
Numa nota publicada pela Congregação para a doutrina da fé. Nela se propões, por exemplo:
- Encorajar as peregrinações dos fiéis à Sede de Pedro;
- Organizar peregrinações, celebrações e reuniões nos principais Santuários;
- Realizar simpósios, congressos e reuniões que favoreçam o conhecimento dos conteúdos da doutrina da Igreja Católica e mantenham aberto o diálogo entre fé e razão;
- Ler e reler os principais  documentos do Concílio Vaticano II;
- Acolher com maior atenção as homilias , catequeses, discursos e outras intervenções do Santo Padre;
- Promover transmissões televisivas ou radiofônicas, filmes e publicações, inclusive a nível popular, acessível a um público amplo, sobre o tema da fé;
- Dar a conhecer os santos de cada território, autênticos testemunhos de fé;
- Fomentar o apreço pelo patrimônio artístico religioso;
- Preparar e divulgar material de caráter apologético para ajudar os fiéis a resolver as suas dúvidas;
- Eventos catequéticos para jovens que transmitam a beleza da fé;
- Aproximar-se com maior fé e frequência do Sacramento da Penitência;
- Usar nas escolas ou colégios o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica;
- Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difusão e venda.
8. Que documentos posso ler por agora?
- O motu proprio de Bento XVI "Porta Fidei"
- A nota com indicações pastorais para o Ano da Fé (no site: www.vatican.va)
- O Catecismo da Igreja Católica
- 40 resumos sobre a fé cristã ( no site: www.opusdei.pt/ssec.php?a=4479)
9. Onde posso obter mais informação?
Visite os sites:
www.annusfidei.va (site oficial)
www.anodafe.wordpress.com ( do Instituto Teológico de Santa Catarina)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Faça sua inscrição para JMJ 2013

Veja o vídeo do passo a passo de como fazer sua inscrição e do seu grupo para a JMJ!!! Faça logo a sua inscrição!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Beleza da Liturgia

Aproveitando os últimos posts sobre Liturgia, vamos para mais um que se completam perfeitamente:
diz Adélia Prado

Ao defender o
 esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».

«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.

Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.

Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse:

«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»

Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».

«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.

Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».

Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».

«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.

«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.

De acordo com a escritora mineira (natural de Divinópolis), «muitos procedimentos nossos são uma tentativa de domesticar aquilo que é inefável, que não pode ser domesticado, que é o absolutamente outro».

«Porque a coisa é tão indizível, a magnitude é tal, que eu não tenho palavras. E não ter palavras significa o quê? Que existe algo inefável e que eu devo tratar com toda reverência.»

Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.

«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»

«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»

Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.

«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».

«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.

«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»

Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».

«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»

«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.

Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».

Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».

Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.

«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»

«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.

E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:
Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,
o sangue sobre as toalhas,
seu lancinante grito,
ninguém”
.

domingo, 4 de novembro de 2012

Grupo de Oração Pe.Pio

Acontece toda segunda-feira, na sede da Comunidade o Grupo de Oração Pe.Pio, às 19h. E você é nosso convidado. Nessa segunda próxima haverá Santa Missa. Não deixe de participar!!!