quinta-feira, 17 de abril de 2014

"Santos Óleos"

A Missa da unidade ou dos “Santos Óleos” acontece na Quinta-feira Santa, mas por motivos pastorais, esta celebração poderá ser antecipada. A Missa da Unidade reúne em torno do Bispo o clero da diocese (padres e diáconos) e todo o povo de Deus, ou ao menos uma boa representação das comunidades paroquiais que formam a diocese. Uma vez que esta missa caracteriza-se como uma grande ação de graças a Deus pela instituição do ministério sacerdotal na Igreja, nela, os padres presentes renovam as promessas sacerdotais.

Qual o significado do óleo?

A palavra “Óleo” é de origem latina, “oleum”, derivada do grego “élaion”, que faz referência ao óleo extraído dos olivais (élaia).
Este tem a finalidade de fazer brilhar o rosto (Sl 103,15) e é símbolo da alegria (Sl 44,8). Ser ungido pelo óleo significa a consagração de um ser a Deus, em vista da realeza, do sacerdócio ou de uma missão profética (Ex 29,7). Mesmo edifícios e objetos podem ser consagrados com a unção do óleo (Gn 28,18). O ungido por excelência é o Messias, o Cristo, que é o Rei, o Sumo Sacerdote e o Profeta. Símbolo da alegria e da beleza, sinal de consagração, o óleo também alivia as dores e fortalece os cristãos, tornando-os mais ágeis e menos vulneráveis.

Quais são os óleos usados na Liturgia?

Na Liturgia da Igreja evidencia-se três óleos: Óleo dos ENFERMOS, Óleo dos CATECÚMENOS e Óleo do Santo CRISMA. Os dois primeiros Santos Óleos são abençoados, e o terceiro é consagrado pelo Bispo celebra com todo o seu presbitério na Quinta-feira Santa pela manhã (ou outro dia pastoralmente propício).
O Óleo dos Catecúmenos concede a força do Espírito Santo àqueles que serão batizados, para que possam como Cristo, serem fortalecidos contra mal. Na falta deste óleo, outro poderá ser abençoado pelo padre antes de ser usado. O batizando é ungido com o óleo dos catecúmenos, no peito.
O Óleo dos Enfermos, que em caso de necessidade poderá ser abençoado pelo padre antes da unção do enfermo, é um sinal sensível utilizado na Unção dos Enfermos, que traz o conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos.
O Santo Crisma é um óleo perfumado, utilizado nas unções consecratórias dos seguintes sacramentos:
· depois da imersão nas águas do batismo, o batizado é ungido na fronte;
· na Confirmação é o símbolo principal da consagração, também na fronte;
· depois da Ordenação Episcopal, sobre a cabeça do novo bispo;
· depois da ordenação sacerdotal, na palma das mãos do néo-sacerdote.

Também é usado em outros ritos consecratórios, como na dedicação de uma Igreja, na consagração de um altar, quando o Santo Crisma é espalhado sobre o altar e sobre as cruzes de consagração que são colocadas nas paredes laterais das igrejas dedicadas (consagradas). Os Santos Óleos, de modo particular o Santo Crisma, têm caráter sacramental. Antigamente, os Óleos eram guardados dentro de um pequeno sacrário, costume este que está voltando em muitas comunidades, como sinal de respeito.

Fonte: Pe.Crimário Verdan

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Não temais

 Muitas vezes nos aparecem, na Escritura, as palavras "não temais". Foi assim a Zacarias, quando lhe apareceu o Anjo, foi assim à Virgem Maria, quando lhe apareceu o Arcanjo Gabriel na cena da Anunciação. Foi assim, mais tarde, quando Jesus apareceu aos discípulos. O Céu quer sempre dar paz e tranquilidade, não vem nunca nos meter medo, pavor, para nos perturbar. 
Aos Pastorinhos de Fátima o Anjo começa por dizer: "não temais". O Anjo vem do Céu, de junto de Deus para dar o que lá se vive: amor, comunhão, paz, tranquilidade. "Não temais", apesar de nunca terdes visto um Anjo. "Não temais", porque vos venho dar a esperança e a paz de Deus que me enviou. "Não temais", pois Deus vos ama e está sempre do vosso lado. "Não temais", pois Jesus Cristo prometeu estar sempre convosco. "Não temais", pois Jesus soube vencer o demônio, a morte, Ele é o Rei e Senhor da vida, do amor. "Não temais", pois do Céu só podem vir palavras e atitudes de amor, de doação amorosa, de convite à confiança. "Não temais", mesmo quando caís no pecado, pois se tiverdes arrependimento, a misericórdia é sempre mais abundante que o pecado e o mal. "Não temais", pois Deus não é vingativo, justiceiro, carrasco. "Não temais", pois Deus, com seu amor de Pai, só quer o vosso bem, a vossa salvação, a vossa paz, a vossa felicidade.
A alma do mundo está doente, o coração do mundo está doente. Precisamos de escutar mais vezes as palavras do Anjo: "Não temais", nem perante o mal, o demônio, a violência.... Deus está  convosco, Deus está em vós, Deus é a vossa força. O Salmo nos diz que o Senhor é sempre o nosso refúgio, o nosso rochedo, a nossa força e proteção. Confiar n`Ele entregar-nos a Ele, viver a certeza do seu amor é fonte de tranquilidade, de mansidão, de serenidade interior e exterior.

Fonte: Orai! Orai muito! - Orações e Ensinamentos do Anjo (Fátima -1916) . Dário Pedroso, S.J.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Milagre Eucarístico de Bruges

Os mais antigos documentos respeitantes ao Santo Sangue de Bruges, Bélgica, remontam a 1256. O Santo Sangue, provavelmente fazia parte de um grupo de Relíquias sobre a Paixão de Cristo que se conservavam no Museu Imperial de Bucoleon, em Constantinopla. Em 1203, Constantinopla foi sitiada e conquistada pelos croatas. Balduíno IX, Conde da Flandres, depois de ter sido coroado o novo imperador, envia a Relíquia do Preciosíssimo Sangue para a sua pátria em Bruges.
  Recentemente foram realizadas análises na garrafa de cristal de rocha, contendo o Santo Sangue. A datação da garrafa remonta ao XI século. É também certo que a garrafa foi executada numa área próxima de Constantinopla. Mesmo que na Bíblia nunca tenha sido mencionado explicitamente que o Sangue de Cristo tenha sido guardado, num dos Evangelhos Apócrifos, diz-se que José de Arimatea conservou algumas gotas de Sangue de Jesus. Segundo uma antiga tradição, o Conde Diederik van den Elzas levou a garrafa contendo o Sangue de Cristo, de Jerusalém para Bruges na segunda cruzada. Recentes investigações, porém, puseram em evidência o facto de que a Relíquia ter chegado a Bruges mais tarde, possivelmente por volta de 1250, e que provinha de Constantinopla.


 A adoração da Relíquia é a origem da famosa procissão internacional que se faz todos os anos, através das ruas da cidade, no dia da festa da Ascensão. Os cidadãos de Bruges vestem-se com fatos históricos e reproduzem cenas bíblicas e a chegada do Conde da Flandres que transporta a Santa Relíquia.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Irmãs da Santa Cruz

A Comunidade das Irmãs da Santa Cruz surgiu do movimento espiritual da Obra dos Santos Anjos que nasceu em Innsbruck no ano de 1949.
Em diferentes países formaram-se pequenas Comunidades de Irmãs para levar uma vida ligada por votos no espírito desta Obra. A sua regra foi escrita por Gabriele Bitterlich (conhecida por Mãe Gabriele) e aprovada no ano de 1967 pelo arcebispo de Salzburgo para sua diocese, e no ano de 1970 pelo bispo de Friburgo para toda a Comunidade das Irmãs.
No dia 9 de Novembro de 2002 a Comunidade das Irmãs da Santa Cruz foi erigida canonicamente pelo Arcebispo Dr. Alois Kothgasser como Instituto de Vida Consagrada na diocese de Innsbruck. Estamos agregadas à Ordem dos Cônegos Regrantes da Santa Cruz e formam uma só família religiosa da mesma espiritualidade.
  "A Comunidade está fundada para a adoração a DEUS e em auxílio aos sacerdotes, especialmente para os da nossa família religiosa. Procuramos realizar isto vivendo no espírito da espiritualidade da Obra dos Santos Anjos de acordo com as quatro Direções Fundamentais: segundo a Direção Fundamental da Adoração, da Contemplação e da realização da Palavra de DEUS posta em prática, do seguimento da Cruz no espírito da expiação e da missão para servir."

MARIA é o modelo para cada Irmã - como esposa e serva do Senhor, assim como companheira de seu Filho ao pé da Cruz, na Igreja e no mundo; para nós o modelo e companheiro no caminho são também o nosso Anjo da Guarda e todos os Anjos aos quais nos unimos mediante a Consagração.
Nosso empenho especial na oração e no sacrifício é dedicado ao Santo Padre e aos bispos - especialmente ao bispo da própria diocese, a suas intenções e seus sacerdotes. Nosso auxílio para os sacerdotes consiste principalmente no apoio espiritual através da oração, do sacrifcio e de nossa união viva a DEUS; mas ele é também auxílio ativo no âmbito doméstico e administra- tivo, no Secretariado e na administração, no trabalho do retiro, na pastoral de família, de crianças e juventude. Apresentamos as múltiplas intenções e necessidades dos homens e de nosso tempo a DEUS em intercessão e pedimos por eles a proteção e a ajuda dos Santos Anjos.

Fonte:  http://www.opusangelorum.org/sisters/portugese/Irm%C3%A3s_da_Santa_Cruz_inicio.html
Fotos: Irmãs da Santa Cruz - Casa Mãe Gabriele.Fátima-Portugal.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Oferecendo nossos passos


Como conta o Pe. Afonso Rodrigues, no seu livro "Exercícios de Perfeição", de um eremita que tinha a sua cela muito longe da fonte e que por isso tinha a de fazer, todos os dias, uma grande caminhada para ir busca água. Indo um dia com o seu cântaro ao ombro, a fazer cálculos a ver para onde mudar a sua cela, para ficar mais perto e não ter que andar tanto, todos os dias, ouviu, atrás de si, alguém que contava: 1,2,3,4,5... e por aí além. Parou, olhou para trás e não viu ninguém. Pôs-se de novo a caminho, e a mesma voz  continuou a contar; olhou de novo para trás e não viu ninguém; e assim pela terceira vez. Então o monge parou e perguntou: 
- Quem é que vem aí atrás de mim a contar?
E essa voz respondeu:
- Sou o teu Anjo da Guarda, que vou a contar os teus passos para oferecê-los a Deus.
Então o monge respondeu:
- Pois se assim é, em vez de mudar a minha cela para mais perto, vou mudá-la para mais longe, para tu teres mais que oferecer a Deus por mim.

Fonte: Memórias da Irmã Lúcia II
Foto: São Miguel Arcanjo, Capela do Mosteiro da Santa Cruz, Fátima.

domingo, 30 de março de 2014

O sonho de João XXIII, o Papa bom

João XXIII pedia pelo surgimento de homens sábios, que fossem capazes de iluminar com a luz de Cristo as descobertas do mundo moderno

 Depois da morte do Pastor Angelicus, a graça divina reservaria à Santa Igreja a eleição de um Papa bom. Simples, humano, intenso. Angelo Roncalli foi eleito 261º sucessor de São Pedro a 28 de outubro de 1958, assumindo o nome de João XXIII.
O pontificado de Roncalli chegou à Igreja como um improviso da história. Contam as testemunhas da época que seria apenas um Papa de transição. Não foi. Decidido a "contemplar o passado, para ir recolher, por assim dizer, as vozes, cujo eco animador queremos tornar a ouvir na recordação e nos méritos", convocou o Concílio Vaticano II, a fim de guardar e ensinar "de forma mais eficaz" o depósito sagrado da doutrina cristã.
E assim, em 11 de outubro de 1962, tinha início o 21º Concílio Ecumênico da história da Igreja. A cena era imprevisível. Chegavam à Roma bispos do mundo todo - como nunca antes acontecera -, trazendo no bojo de suas preocupações a vontade de servir com mais prontidão à causa de Cristo e de sua Noiva. Da Cátedra de Pedro, sob a sombra do imenso baldaquino de Bernini, o Sumo Pontífice dava o tom daquele encontro inaudito: "O XXI Concílio Ecumênico (...) quer transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgios, que por vinte séculos, apesar das dificuldades e das oposições, se tornou patrimônio comum dos homens."
João XXIII desejava "pôr em contacto com as energias vivificadoras e perenes do evangelho o mundo moderno". O Santo Padre havia observado, desde os tempos de nunciatura apostólica em Paris, o avanço agressivo do tecnicismo, que trazia ao homem a falsa sensação de autossuficiência, "e mais ainda - um fato inteiramente novo e desconcertante - a existência do ateísmo militante, operando em plano mundial." A Igreja precisava agir.
De fato, o perigo que o progresso técnico trazia consigo era iminente. Sem menosprezar os seus grandes benefícios, Pio XII já havia alertado em uma de suas famosas radiomensagens de natal quanto ao caráter alienante da técnica, pondo "o homem em condição desfavorável para procurar, ver e aceitar as verdades e os bens sobrenaturais". "A mente, que se deixa seduzir pela concepção da vida ditada pelo "espírito técnico", fica insensível, desinteressada e, portanto, cega diante das obras de Deus". Em termos semelhantes se expressaria, anos mais tarde, o Papa Paulo VI na Populorum Progressio. Montini diria que "se a procura do desenvolvimento pede um número cada vez maior de técnicos, exige cada vez mais sábios, capazes de reflexão profunda, em busca de humanismo novo, que permita ao homem moderno o encontro de si mesmo, assumindo os valores superiores do amor, da amizade, da oração e da contemplação."
Com efeito, o Concílio não tinha tanto a missão de discutir a Igreja. Era um Concílio para discutir os problemas do mundo e, através da "luz dos povos" que é Cristo, iluminar "todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura". João XXIII pedia pelo surgimento de sábios, que fossem audaciosos e fortes o bastante para que se humanizassem "as novas descobertas dos homens". Por isso, na formação teológica dos sacerdotes, os padres conciliares deram a Santo Tomás de Aquino a primazia dos estudos. Uma posição nunca antes dada ao Doutor Angelicus, nem mesmo no Concílio de Trento.
Esse desejo de João XXIII, que se fez presente no Concílio Vaticano II, vinha de sua visão sobrenatural. Ele estava convencido da necessidade de recristianizar o mundo, dando a todos os corações a Palavra de Deus. Católico, Roncalli dedicava a oração de seu rosário a qualquer um, cristão ou não cristão, e em especial, às crianças. Mariano, entregou aos pés da Virgem de Loreto os trabalhos do Concílio, suplicando à Mãe de Deus as graças necessárias para "entrar na sala conciliar da Basílica de São Pedro como entraram no Cenáculo os Apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus: um só coração, uma pulsação única de amor a Cristo e pelas almas, um propósito único de viver e de nos imolarmos pela salvação de cada pessoa e dos povos."
Fatalmente, na tarde de 3 de junho de 1963 falecia il Papa buono, deixando a Paulo VI a responsabilidade de encerrar o grande Concílio. No jubileu do ano 2000, ao lado de Pio IX, João XXIII foi beatificado pelo Papa João Paulo II. E agora, em 2014, será o Santo Padre Francisco a canonizá-lo, dessa vez, junto do Papa polaco.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Missão Maria Rosa Mística

Aconteceu no último sábado (dia 22 de março) em Bom Jesus do Itabapoana, o primeiro encontro daqueles que são devotos e que propagam a devoção a Nossa Senhora da Rosa Mística. Ladainhas, oração do Terço das Lágrimas de Sangue e a presença da Comunidade Mariana Aliança Eterna que explicou a origem da devoção e um pouco das aparições e menssagens de Maria Rosa Mística.
Esse encontro tem a intenção de se realizar uma vez por mês, em um sábado e faz parte da Missão da Rosa Mística em Bom Jesus que peregrina toda semana nas residências, ao encontro daqueles que necessitam.
Se você é de Bom Jesus e região, deseja saber mais sobre essa missão, pode entrar em contato: (22) 38312289.
Segue algumas fotos:




                                              Maria Rosa Mística , Rogai por nós!!!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Rolando Rivi, da morte pela batina à glória dos altares

"Estou estudando para ser padre e a batina é o sinal que eu sou de Jesus", dizia o jovem em resposta àqueles que lhe recomendavam o abandono da veste talar.


A Igreja concedeu ao seminarista Rolando Rivi - morto aos 14 anos pelos partiggiani, grupo comunista italiano - a glória dos altares. A cerimônia de beatificação, celebrada no último dia 05 de outubro, na cidade de Modena, Itália, foi presidida pelo Cardeal Angelo Amato, atual prefeito da Congregação para causa dos santos.
Rolando Rivi teve de enfrentar o ódio da ideologia marxista logo após o término da II Guerra Mundial. Devido à ocupação alemã do seminário em que estudava, em 1944, na Diocese de Reggio Emilia, Rivi e os demais seminaristas foram obrigados a abandoná-lo. Em casa, não só deu continuidade aos estudos, como também ao uso da batina, mesmo sendo recomendado pelos pais a não usá-la, por causa da hostilidade à religião que pairava naquela época. "Estou estudando para ser padre e a batina é o sinal que eu sou de Jesus", dizia o jovem.
A Itália enfrentava uma forte onda de terrorismo. O governo fascista amedrontava o país ao mesmo tempo em que brigadas vermelhas tinham a intenção de substituir o autoritarismo de Mussolini pelo totalitarismo de Stalin. No fogo cruzado, várias vidas foram ceifadas, dentre elas a de Rolando Rivi e mais 130 padres e seminaristas.
O martírio do rapaz deu-se a 10 de abril de 1945. Trajando a veste talar, Rolando foi alvo fácil da facção partiggiani. Acabou sequestrado assim que saiu da igreja, onde acabara de assistir à Santa Missa. Permanecendo três dias sob o domínio dos torturadores, de cujas mãos recebeu maus-tratos físicos e morais, Revi alcançou a coroa do martírio, de joelhos, com dois tiros à queima roupa.
A propósito da beatificação, o bispo de San Marino e presidente da Comissão de Rolando Rivi, órgão responsável pelos cuidados da canonização do seminarista, declarou que "nesta causa está em jogo não só o reconhecimento da santidade de vida e do martírio de Rolando, mas muito do destino da Igreja, não só na Itália". Para Dom Luigi Negri, o testemunho do mártir beato dá à Igreja "novo sangue". "Se no corpo da Igreja circular também o sangue de Rolando Rivi, mártir simples e puríssimo assassinado por ódio à Fé com apenas 14 anos pela violência da ideologia marxista, se circular o sangue do seu testemunho de vida e do seu amor total a Jesus, nós daremos à Igreja nova energia para voltar a ser uma Igreja fiel a Cristo e apaixonada pelo homem".
A Santa Sé incluiu o Beato Rolando Rivi no Calendário Litúrgico Italiano no dia 29 de maio. A partir de agora, o jovem beato pode ser venerado publicamente em toda a Itália, especialmente na Arquidiocese de Modena, onde foi assassinado, e na Diocese de Reggio Emilia, na qual estudou o seminário. Nos demais países, a não ser que haja autorização de Roma, os fiéis podem venerá-lo somente em culto privado, enquanto ele não for declarado santo.
Nestes tempos de laicização do clero, em que tanto se prega a desobediência e a intolerância às coisas santas, o martírio de Rolando Rivi lembra as belíssimas palavras de Dom Francisco de Aquino Correa (Arcebispo de Cuiabá entre os anos de 1922 e 1956): "Oh! Como o bravo envolto na bandeira, contigo hei de morrer, minha batina! Ó minha heróica e santa companheira."

Por Equipe Christo Nihil Praeponere / Informações: Direto da Sacristia e Fratres in unum

sexta-feira, 14 de março de 2014

Fomos criados para ser livres

Ou fomos contaminados pela indiferença??

O tráfico humano é fruto da cultura em que vivemos - a cultura do bem-estar que nos fecha em nossos próprios mundos, tornando-nos insensíveis aos gritos silenciosos dos que vivem oprimidos. Há, em nossos dias, um novo tipo de globalização: a da indiferença. Como nos lembrou o Papa Francisco: "Habituamo-nos ao sofrimento do outro; não nos diz respeito, não nos interessa, não é responsabilidade nossa". Como discípulos de Cristo, não podemos ficar indiferentes diante da imagem de Deus que é pisada e ferida por causa da maneira como muitos de nossos irmão e irmãs são tratados. Se, por acaso, pensarmos que esse problema não existe ou que está muito distante de nós e, portanto, não é um problema nosso, será sinal de que vivemos numa bolha de sabão - ou seja, somos um dos muitos que foram contaminados pela globalização da indiferença; somos do grupo que perdeu a capacidade de chorar, de indignar-se e de reagir diante do mal. Vivemos, então, para quê?????
Fonte: Revista Brasil Cristão - Ano 17 - N°199 - Fevereiro 2014  

#TRAFICO DE #PESSOAS #ASSINE #PARTCIPE

O Tráfico de Seres Humanos é o último abismo do crime organizado. Os números apontam para 27 milhões de vítimas no mundo. O comércio de pessoas rende cerca de 23 mil milhões de euros - a seguir às drogas e às armas, é o maior negócio ilícito.

ASSINE PROJETO DE LEI PELA PESSOA DESAPARECIDA
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Sandra Moreno - Autora do projeto de Lei
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