sábado, 26 de julho de 2014

A destruição arquitetada por um anjo

Em uma das muitas alocuções que proferiu, o Papa Pio XII indicou o caminho que o demônio pavimentou, ao longo da história, para destruir o homem, criado à “imagem e semelhança” de Deus [1]:
“Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um ‘inimigo’ que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como as principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus. O ‘inimigo’ tem trabalhado e trabalha para que Cristo seja um estranho na universidade, na escola, na família, na administração da justiça, na atividade legislativa, na assembleia das nações, lá onde se determina a paz ou a guerra.” [2]
A primeira coisa que Pio XII faz é colocar as pessoas diante do “nemico”. O Papa quer convencer os homens de que a obra de destruição que se apresenta aos seus olhos não é fruto do acaso ou, como pregam os progressistas, do zeitgeist – o “espírito dos tempos”. Trata-se, de verdade, de um empreendimento demoníaco. Há, por trás de toda a confusão e barbárie deste e de outros séculos, uma inteligência angélica, que, desde que caiu, trabalha incessantemente para perverter a obra da Criação e fazer perder as almas que Cristo conquistou com o Seu sangue, na Redenção.
Como explicar que o projeto de um anjo se torne tão concreto e visível no decorrer da história, só é possível a partir dos agentes humanos que, juntamente com o demônio, bradaram “non serviam”, a fim de servirem ao mal. Embora seus destinos eternos estejam nas mãos de Deus – e só Ele possa dizer se o “oitavo sacramento”, a ignorância invencível, os salvou –, suas obras humanas denunciaram clamorosamente sua identidade. Do Imperador Nero, no século I, passando pelos iluministas anticristãos, até Karl Marx e seus seguidores, muitos foram os homens que aderiram abertamente ao projeto do mal e muitos foram os passos dados rumo ao “amor de si até ao desprezo de Deus” [3].
É verdade que, hoje, tantas coisas más e perversas que os homens cometem ganham gentilmente outros nomes. Hoje sequer se ouvem mais as palavras “pecado” ou “erro”. Todas as ações humanas transitam entre o “conveniente” e o “socialmente inapropriado”, entre o “agradável” e o “politicamente correto”. Só que nem mil jogos de palavras podem mudar ou desfazer a realidade das coisas. Conscientemente ou não, quem quer que trabalhe para implantar no mundo um “sistema de pecado” – como é o caso de organizações que financiam o aborto, de grupos que querem a destruição da família e de religiosos que pedem a implantação de uma religião única e mundial, sem Cristo e sem a Igreja – está trabalhando para Satanás.
As palavras não são exageradas. O próprio Jesus não poupou palavras para denominar os mentirosos: “Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai”. Semelhantes palavras podem ser dirigidas a quem, obstinado no mal, opera incansavelmente para defender a morte e a mentira, obras daquele “era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade” [4].
É verdadeiramente monstruosa a construção – ou a destruição – que os filhos das trevas fazem no mundo. No entanto, não é sadio que os cristãos se detenham diante dessa imensa Babel, nem que cruzem os braços, inertes. Afinal, “todas as coisas” – inclusive a ação dos anjos decaídos – “concorrem para o bem dos que amam a Deus” [5]. Os filhos de Deus não devem temer: nas batalhas desta vida, são guiados e amparados por “aquela misteriosa presença de Deus na história, que é a Providência” [6]. https://padrepauloricardo.org/blog
Referência: 1.Gn 1, 26; 2.Pio XII, Discorso agli uomini di Azione Cattolica, 12 ottobre 1952; 3.Santo Agostinho, De Civitate Dei, 14, 28; 4.Jo 8, 44 ; 5.Rm 8, 28; 6.Centesimus Annus, 59

O que está acontecendo?

ROMA, 22 Jul. 14 / 02:36 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Patriarca Emérito de Jerusalém dos Latinos, Sua Beatitude Michel Sabbah, denunciou que o que está acontecendo na Faixa de Gaza não é uma guerra, é um massacre que só está gerando mais ódio entre israelenses e palestinos, pois já provocou mais de 1000 mortos, além da destruição de moradias, mesquitas e inclusive centros de saúde.
“O que está acontecendo em Gaza não é uma guerra, é um massacre. Um massacre inútil, que não fará com que Israel avance nenhum passo em direção à paz e à segurança. Pelo contrário, com todos estes sacrifícios humanos, os corações dos israelenses e dos palestinos se enchem de ódio”, declarou o Patriarca à agência Fides.
“Os meios para alcançar a paz só podem ser meios pacíficos. Há sessenta anos, estamos vendo que as guerras, as armas, os massacres são incapazes de conseguir qualquer tipo de paz”, acrescentou.

O Patriarca afirmou que “a única maneira de sair da espiral da violência e da destruição é abordar a questão de fundo, que é a ocupação israelense dos territórios palestinos. Haverá paz e segurança só quando Israel reconhecer a liberdade e a soberania do Estado palestino”.
“Mas talvez seja por isso que temos que esperar uma nova geração de líderes israelenses. Os líderes atuais acreditam somente na força militar. Têm armas sofisticadas para matar, mas não têm a força para fazer a paz”, assinalou.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Oremos sem cessar!

BUENOS AIRES, 17 Jul. 14 / 04:57 pm (ACI).- “Os crimes estão aumentando. As crianças pequenas começam a adoecer pelo medo, o estresse, as ondas de choque, o barulho contínuo. Os pais fazem todo o possível para distrai-los para que esta violência não os aflija”, relata o sacerdote argentino Pe. Jorge Hernández, pároco da Sagrada Família, na Faixa de Gaza, que assinalou que permanecerá junto com os seus fiéis apesar de três mísseis terem caído ontem perto de sua paróquia.
Faz uns dias, as Irmãs da Madre Teresa com 28 crianças deficientes e nove idosas sob seu cuidado se refugiaram na paróquia porque a consideravam um lugar mais seguro. Todas elas permanecerão em Gaza, junto com o padre Hernández.
A trégua de cinco horas, proclamada para permitir a entrada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza deveria permitir a evacuação da zona de umas poucas centenas de pessoas.
As que receberam a indicação de deixar suas casas na Faixa de Gaza são as três argentinas, religiosas do Instituto do Verbo Encarnado que também trabalhavam na paróquia católica.
O Patriarcado Latino de Jerusalém iniciou na paróquia uma adoração eucarística permanente e hoje será celebrada uma Missa “para implorar o perdão, a justiça e a paz para todos”.
O sacerdote argentino, pertencente ao Instituto do Verbo Encarnado (IVE) enviou seu testemunho que foi publicado pelo site do IVE sobre estes dramáticos dias em Gaza:
“Hoje, domingo, pudemos celebrar a Santa Missa, graças a Deus, com a presença, além de sete religiosas, de cinco homens corajosos. Foi algo muito edificante devido às circunstâncias.
Acho que ontem foi, até agora, o pior dia desta guerra. Os foguetes não param de sair daqui. Já são várias as cidades afetadas perto de Tel Aviv e Jerusalém.
E, é claro, a resposta não se faz esperar. A continuidade e intensidade dos bombardeios aéreos, terrestres e marítimos é algo difícil de acreditar.
Israel já disparou contra mais de 1300 alvos no território palestino. O número de mortos incluindo mulheres e crianças já passa de 150 e estima-se que 1000 pessoas entre civis e militares estão entre os feridos”.
  Uma menina palestina, de apenas quatro anos, se recupera no hospital após ser ferida em um ataque israelense que matou a sua mãe e outras duas pessoas da família. 
 Em Ashkelon, Israel, mãe e filha se chocam ao ver um local que tinha sido atingido por um foguete do Hamas. 
 Uma mulher palestina teve de deixar sua casa em Gaza e se refugiar junto com sua filha em uma escola providenciada pela ONU para proteger as famílias. Foguetes israelenses tinham matado 18 pessoas no dia 12.
 
Do G1, em São Paulo:
A escalada de violência que começou em junho deste ano entre Israel e palestinos é o terceiro conflito do tipo desde a tomada da Faixa de Gaza pelo grupo islâmico Hamas, em 2007.
As raízes do confronto são antigas e, ao longo dos anos, ambos os lados foram ampliando as demandas para uma paz definitiva. Entenda as exigências históricas e os argumentos de cada lado do confronto:
"MOTIVOS DE ISRAEL"
- O país afirma categoricamente que o Hamas é o responsável pelo sequestro e assassinato dos três adolescentes israelenses em 12 de junho.
- O Hamas não só atira foguetes de Gaza para o lado israelense, como também aumentou seu arsenal, que agora pode atingir o centro de Israel como nunca antes. Israel considera que não pode ficar parado em relação à situação.
- Israel alega que o Hamas esconde militantes e armas em locais residenciais em Gaza, por isso é necessário atacá-los, mesmo que isso signifique que civis estejam entre as vítimas.
- Para Israel, o Hamas é um grupo terrorista que não reconhece a existência do Estado de Israel e não aceita se desarmar.
"MOTIVOS DOS PALESTINOS"
- Um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém. A autópsia indicou que ele foi queimado vivo. Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime.
- A maioria dos palestinos considera o controle israelense sobre a Faixa de Gaza abusivo e a situação humanitária insustentável. Os moradores dependem de Israel para ter eletricidade, água, meios de comunicação e até moeda.
- Nos confrontos entre Israel e o Hamas, a força de ação do exército israelense é desproporcionalmente maior. Em todos os confrontos até agora, o número de mortes do lado palestino foi muito maior.
- Israel deteve centenas de militantes do Hamas em sua grande busca na Cisjordânia pelos três israelenses sumidos no mês passado.

 Três meninos palestinos choram ao saber que um membro da família morreu em um ataque aéreo em Gaza.

 Um menino palestino dorme no chão de uma escola em Beit Lahiya, após ter de sair de sua casa, onde havia ameaça de bombardeios israelenses.


                             Soldados israelenses dormem durante pausa na Faixa de Gaza. 
                            Israelenses se protegem, preocupados com foguetes, em Sderot. 
  
                                                  "A Oração pode tudo" Papa Francisco.
Rezemos pela Paz no Oriente Médio, pelas almas das vítimas fatais, pelos lares destruídos, pelas crianças que sofrem e padecem com o medo e terror. Não sejamos indiferentes a tamanho sofrimento de nosso irmãos, façamos jejum, ofereçamos sacrifícios e orações para eles. Que a paz volte a essas Terras e as pessoas possam viver dignamente como filhos de Deus.

domingo, 6 de julho de 2014

Propósito: a devoção dos 5 primeiros sábados



Na terceira aparição, em Fátima, a 13/7/1917, a SSma. Virgem anunciou que viria pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Mais tarde, a 10/12/1925, quando a Irmã Lúcia já estava na Casa das Dorotéias, em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu-lhe de novo. A Seu lado via-se o Menino Jesus, em cima de uma nuvem luminosa:
"Olha, minha filha - disse-lhe a Virgem Maria - o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos NSFATIMA_2.............jpgos momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado:
se confessarem;
* receberem a Sagrada Comunhão;
* rezarem um terço e;
* Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos vinte mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar
.
Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas."

A confissão
No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias.
"Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria."

Exceção de cumprir no primeiro domingo de cada mês
Quatro anos depois, na madrugada de 29 para 30 de maio de 1930, Nosso Senhor revelou interiormente à Irmã Lúcia outro pormenor a respeito das comunhões reparadoras dos cinco primeiros sábados:
- E quem não puder cumprir com todas as condições no sábado, não satisfará com os domingos? - Perguntou a religiosa.
- Será igualmente aceita a prática desta devoção no domingo seguinte ao primeiro sábado, quando os meus Sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas. - Respondeu Nosso Senhor.

Por que os cinco Sábados?
Esta pergunta, levantada por muitos, também a fez a Irmã Lúcia a Nosso Senhor, que assim lhe respondeu: "Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria.
1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;

2. Contra a sua virgindade;

3. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;

4. Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;

5. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens". (Cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, Porto, 1973).


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sagrado Coração, dai-nos Santos Sacerdotes!

Ó meu Jesus, Vos peço por toda a Igreja,
concedei-lhe o amor e a luz do Vosso Espírito,
dai vigor às palavras dos sacerdotes,
de tal modo que os corações endurecidos
se enterneçam e retornem a Vós, Senhor.
Ó, Senhor, dai-nos santos sacerdotes;
Vós mesmo, conservai-lhes na santidade.
Ó Divino e Sumo Sacerdote,
que a potência da vossa misericórdia
lhes acompanhe em todos os lugares
e lhes defenda das insídias e dos laços do diabo,
pois ele tenta continuamente as almas dos sacerdotes.
Ó Senhor, que a potência da Vossa misericórdia
quebre e aniquile tudo aquilo
que possa obscurecer a santidade dos sacerdotes,
porque Vós podeis todas as coisas.
Meu Jesus amantíssimo,
Vos peço pelo trinfo da Vossa Igreja,
para que abençoes o Santo Padre e todo o clero;
para obter a graça da conversão
dos pecadores obstinados no pecado;
por uma especial bênção e luz,
Vos peço, Jesus, pelos sacerdotes
com os quais me confessarei durante toda a minha vida.

(Santa Faustina Kowalska)


quinta-feira, 26 de junho de 2014

As pérolas jogadas aos porcos


Não existe nada mais terrível que ver um grande tesouro afundado em um denso lamaçal. Por isso a advertência do Evangelho: "Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas"(1) . A pérola é algo muito precioso. A simples razão ensina ao homem que aquilo que é precioso deve ser guardado, tratado com bastante zelo e cuidado. Aos porcos, lança-se lavagem, não pedras preciosas; aos porcos, lançam-se as sobras, não aquilo que se tem em alta conta.
No mundo antigo, no entanto, certas pérolas jaziam afundadas na lama e foi o Cristianismo, com a verdade de sua doutrina e o vigoroso testemunho de seus adeptos, que recuperou a razão e a justiça então obscurecidas pelos pecados dos homens. Em tempos como os nossos, em que um malfadado feminismo prega ódio e desrespeito à religião, nada melhor que lembrar o respeito e a dignidade que a religião cristã devolveu às mulheres "em sua condenação do divórcio, do incesto, da infidelidade conjugal e da poligamia" [2].
O Império Romano foi escolhido por Deus para presenciar a "plenitude dos tempos" [3]. Era o ambiente apropriado para a visita de um Senhor preocupado mais com os enfermos e pecadores que com os saudáveis e justos [4]. De fato, a situação em que aí se encontravam os homens – e principalmente as mulheres – era degradante. As leis e escritos da época pressupunham "o direito de abandonar os filhos do sexo feminino" e a "a prerrogativa [dos homens] de determinar às esposas e amantes que praticassem o aborto" [5]. Uma sociedade permissiva como a antiga – em que o divórcio era plenamente acessível e a poligamia amplamente praticada – dava à figura masculina poder de subjugar as mulheres, tornando-as mais escravas que seres humanos de verdade.
Assim se encontrava o mundo antigo – com louváveis exceções, verificadas num e noutro lugar – até a chegada de Cristo. Com Ele, que, no seio do Pai, escolheu uma mulher para ser a mais virtuosa criatura que a terra viria a conhecer; com Ele, que, ressuscitado, apareceu primeiro a mulheres [6]; com Ele, que, pela boca de São Paulo, abolia todas as distinções entre as pessoas – já não havia mais "judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher" [7], mas todos eram um só em Cristo; com Ele, restaurou-se a esperança à feminilidade então tão suja e obscurecida pelo pecado e pela vileza humana. Historicamente, é inegável: "a mulher em si mesma (...) nunca foi tão exaltada como no cristianismo" [8].
A tradição cristã impregnou na cultura ocidental a consciência de que a mulher é muito mais que seus atributos físicos e naturais; que a mulher não é um pedaço de carne a ser idolatrado, mas um todo de humanidade através do qual é possível vislumbrar a eterna beleza do Criador. Ainda hoje, mulheres que aceitaram a doutrina cristã sobre a modéstia dão testemunho da leveza, da delicadeza e da simplicidade da autêntica beleza feminina. 

"[A mulher] tem outras belezas muito mais excelentes e nobres: a beleza da sua inteligência, a beleza dos seus sentimentos e, sobretudo, a beleza da sua virtude e do seu caráter. Não se pode prescindir desta beleza espiritual, sob pena de rebaixar e degradar a mulher à condição vil dos irracionais. Seria o mesmo que entregar uma criatura humana, a pretexto de que é composta de carne e ossos, aos cuidados e ao laboratório do veterinário" [9].
Por isso, não é possível olhar para certas reivindicações de movimentos ditos "progressistas" senão com ceticismo e vergonha. Feministas que vão às ruas pelo direito de ser "vadias" ou que se proclamam "prostitutas" [10] podem estar fazendo o que for, menos defendendo a dignidade da mulher. Rebaixar-se à disposição aparentemente "livre" dos próprios corpos – como se fossem apenas matéria –, expor totalmente as próprias pernas e partes íntimas ao público – como se fossem pedaços de carne num açougue –, pedir o "direito" de matarem os próprios filhos que são concebidos em seu ventre – como se esses fossem mera "extensão" de seus membros –, não só é desconsiderar o alto valor que têm as mulheres – muito maior que o preço das pérolas e das joias mais caras! É como entregá-las "aos cuidados e ao laboratório do veterinário"; é transportá-las ao nível dos animais; é, real e lamentavelmente, lançá-las aos porcos. 

                                 Marcha das Vadias

O que querem essas senhoritas – que dizem "representar" as mulheres – é a volta à Antiguidade, no mais horrível e decadente de seus aspectos; a volta ao aborto e ao infanticídio, ao divórcio e à poligamia, à degradação sexual e à permissividade dos costumes... na ilusão de que tudo isso as liberte. Só que a história é uma grande mestra: esses instrumentos que as feministas de hoje consideram "libertadores" são, miseravelmente, as mesmas armas que as prenderam à escravidão noutros tempos. Não as tornam "mais mulheres"; au contraire, colocam-nas abaixo de sua própria natureza e vocação; lançam-nas, terrivelmente, aos cães e aos porcos.
Corruptio optimi pessima est, diz um adágio latino. A corrupção dos ótimos é péssima, a corrupção de quem deveria, por sua alta dignidade, ser melhor, é ainda pior que as outras corrupções. A corrupção da mulher, pelo feminismo, deforma-a a ponto de torná-la irreconhecível... como uma pérola escondida em um chiqueiro, como uma joia cujo brilho é ofuscado por uma porção de lama.
Ainda hoje – e especialmente hoje –, ressoam firmes as palavras de Cristo: "Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas". Que as mulheres tomem consciência do grande dom e do alto valor que possuem – e correspondam com coragem à sua dignidade.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere/ https://padrepauloricardo.org/blog/as-perolas-jogadas-aos-porcos
Referências:
  1. Mt 7, 6
  2. Rodney Stark. O crescimento do cristianismo: um sociólogo reconsidera a história. São Paulo: Paulinas, 2006. p. 119
  3. Gl 4, 4
  4. Cf. Mt 9, 12-13
  5. Rodney Stark. O crescimento do cristianismo: um sociólogo reconsidera a história. São Paulo: Paulinas, 2006. p. 137
  6. Cf. Mt 28, 9; Mc 16, 9; Jo 20, 11-18
  7. Gl 3, 28
  8. Dom Aquino Corrêa. Elevação da mulher, 9 de dezembro de 1934. In: Discursos, vol. II, tomo II. Brasília, 1985. p. 137
  9. Dom Aquino Corrêa. Concursos de beleza, 27 de dezembro de 1930. In: Discursos, vol. II, tomo II. Brasília, 1985. p. 68-69
  10. Veja-se, por exemplo, o vídeo de um grupo feminista (sic), disponível no YouTube. Avisamos que possui palavras ofensivas e de baixo calão.

sábado, 14 de junho de 2014

A copa no céu, mas o gol é na terra!

              “Não vamos conseguir mudar nada, mas ao menos eu fiz a minha parte...”
A maioria de nós já ouviu esta frase (e mais de uma vez!). Mas o fato de ela ser comum, não faz com que seja espiritualmente menos doente.
Mas me entendam bem.
É verdade que “passa a figura deste mundo” e que devemos lutar para alcançar o prêmio celeste. É também verdade que sonhar com um paraíso utópico neste mundo não faz parte da esperança cristã.
Mas Nosso Senhor nos deu esta vida para vivê-la! Por isto, a esperança da vida no céu não nos autoriza a desistir da vida na terra. Não é cristão praticar uma “eutanásia espiritual” de nossos projetos aqui neste mundo. A luta contra a maldade e a promoção do bem comum tem que obter resultados e não somente nos santificar!
Se sou cristão, eu tenho que desejar que o mundo ao meu redor vá ficando um pouco melhor. Deus me colocou neste mundo para ser um instrumento EFICIENTE em suas mãos.
Devo confessar, porém, que eu também já fui atacado por este demônio, por esta tentação do “não adianta!...”. E o que não me deixou cair?
Claro! Deus e sua graça, a Virgem Maria, os anjos, os santos, a vida espiritual e... (você vai se surpreender!)... o testemunho dos leigos.
Homens e mulheres de Deus me demonstraram, com a vida, que devo esperar contra toda esperança (cf. Rom 4, 18).
É o casal de noivos que aguarda o matrimônio na castidade mas, desde já, adota uma criança salva do aborto. O professor que, com o apoio de mulher e filhos, deixa a direção de uma escola renomada para se dedicar à defesa da vida e da família. O empresário que, enfrentando os limites da saúde física, volta a estudar para melhor servir. A especialista em bioética que enfrenta o furor das feministas. O doutor que renuncia a um brilhante carreira acadêmica para ajudar os irmãos. (“Eu era um porco gordo! Precisava dar meu toicinho aos outros”).
Até no campo da política, onde eu achava que já estava tudo perdido, Deus me fez viajar alguns milhares de quilômetros ao lado de um deputado para chegar à conclusão: a vida de um leigo pode evangelizar um padre!
Às portas do Campeonato Mundial de Futebol, o testemunho destes leigos e leigas me recordam o que eu devo fazer para receber uma copa, um troféu, quando chegar na Pátria do céu: preciso jogar no time que faz gols aqui na terra!
“Corro, mas não sem rumo certo. Dou golpes, mas não no ar” (1Cor 9, 25-27).
 
Por Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
https://padrepauloricardo.org/blog

terça-feira, 10 de junho de 2014

Recolhimento com a Obra dos Santos Anjos

Atenção para a alteração no local do Dia do Recolhimento, houve uma alteração para a sede da Comunidade Aliança Eterna, na Rua Riachuelo, 161, próximo a Rua 7 de Setembro e a Paróquia Sagrado Coração de Jesus!!

sábado, 7 de junho de 2014

Dica: Uma vida com Karol


O Papa que mudou o mundo, na lembrança emocionada de quem viveu mais próximo dele. Escrita pela Cardeal Stanislaw Dziwisz, secretário particular de João Paulo II. Uma íntima descrição de um homem global , Uma vida com Karol revela detalhes fascinantes das opiniões, das esperanças e dos medos do Papa João Paulo II.

"Eu o acompanhei durante quase quarenta anos, 12 em Cracóvia e depois 27 em Roma. Estive sempre com ele, ao seu lado. Agora, no momento de sua morte, ele foi sozinho. E agora? Do outro lado, quem o acompanha?" CARDEAL STANISLAW DZIWISZ .