Mostrando postagens com marcador Sobre a Igreja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sobre a Igreja. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Estamos felizes!!!

Em comemoração da Canonização de João XXIII e João Paulo II, nosso Blog estará disponibilizando uma série de reportagens e artigos sobre esses dois grandes Papas da nossa Igreja, nesse dias que precedem a Canonização. Uma forma de estarmos mais envolvidos nesse especial momento da História de nossa Igreja.
Lembre-se a Canonização se dará no dia 27 de abril, domingo próximo, as 5h ( horário de Brasília). 
Vale a pena acordar mais cedo esse dia, você não vai querer perder esse momento histórico, vai?

 Freiras, sacerdotes, anciãos e crianças dançando ... todos estão "felizes" para a próxima canonização de João XXIII e João Paulo II. Povoando a web, criado e produzido pelo grupo de jovens que estão dizendo na mídia social como a cidade de Roma se prepara para a canonização. O vídeo foi dirigido por Maila Paone; edição é Raffaele Pannozzo; a idéia de Chiara Novel, Albert Arcuri, Francesa Vertisano, Giorgia Giacomini.

Fonte: http://2papisanti.org

domingo, 29 de dezembro de 2013

O Santuário do Santíssimo Milagre



Igreja de Santo Estevão ou do “Milagre”
Igreja Paroquial, dedicada ao mártir Santo Estêvão e localizada no sítio mais alto de Santarém, ficava dentro dos muros que cercavam a vila, num dos locais mais antigos do burgo. Já existia no século XIII, tendo sido sagrada em 1241, a 16 de Fevereiro, e passou a ser conhecida pela Igreja do Milagre, porque nela guarda a Partícula Consagrada.
Foi restaurada e transformada – reconstruída, em boa verdade – no sec.XVI, com acentos renascentistas, tendo perdido os traços de antiguidade e garantindo-lhe uma nova expressão. A Igreja voltou a sofrer uma intervenção, ao que parece por volta da primeira metade do século XVIII, que lhe conferiu características barrocas.

A circunstância da ocorrência do SS. Milagre, conferiu à Igreja de Santo Estêvão uma notoriedade e importância ímpar. Passou a ser local de peregrinação “obrigatória” de reis e notáveis, que se deslocassem a Santarém, e testemunha da prática de um culto intenso e profundo à Sagrada Partícula, por parte das gentes do povo, que, na sua fé simples, lhe alteraram o nome para Igreja do Milagre.
A vila e o seus arredores eram enobrecidos  com muitos Conventos, de diferentes Ordens Religiosas: o dos Padres Eremitas de Sto.Agostinho – Convento da Graça; o de Nossa Senhora de Jesus, dos Religiosos Terceiros; o de Santa Clara; o Convento das “Donas”, Religiosas Dominicanas; Convento dos Religiosos da Santíssima Trindade; o de S.Francisco; o dos Frades Arrábicos; o de S.Bento e o de S.Domingos.



Eram viveiros de espiritualidade, promotores da expansão do Evangelho. Mas a esta Igreja, em todos os tempos, no fervor religioso se acolheram corpos esfarrapados, corações famintos, feridas incuráveis – na procura de pão, paz, compreensão e amor.
“...Inflamou-se tanto nos corações dos moradores desta Vila a devoção do Santíssimo Milagre, vendo acontecer tão repetidos prodígios que de outras freguesias vinham fazer habitação à de S.Estêvão...”

Está bem viva hoje a devoção dos fiéis cristãos ao SS.Milagre. São muitos os milhares que, todos os anos, se deslocam em peregrinação ao Santuário, numa manifestação de fé e respeito  pelo Milagre Eucarístico.
De acordo com os registros existentes, entre 1983 e 2007, o Santuário do SS.Milagre foi visitado pro 270.853 peregrinos, na sua maioria estrangeiros, oriundos de todo o mundo cristão.

Oração ao Santíssimo Milagre

Senhor nosso Deus e nosso Pai,
de muitos e variados modos
nos fazeis conhecer os mistérios da Vossa vontade.
Na plenitude dos tempos
Enviaste O Vosso Filho Jesus Cristo,
Sacramento de Salvação para toda a humanidade.
Pelo dom do Espírito Santo
continuais a obra do Vosso amor,
em lugares onde nós Vos podemos encontrar,
como um amigo se encontra com outro amigo.
Por isso, Vos pedimos
que no meio das dificuldades da nossa vida,
guiados pela Vossa Palavra,
fortalecidos com o alimento
do SS.Milagre da Eucaristia,
saibamos discernir os sinais da Vossa Bondade,
para sermos sempre testemunhas da Vossa Caridade,
amando-nos uns aos outros
como Vós nos mandais por Vosso Filho,
e participemos com maior solicitude
no mistério da Vossa vida,
na fidelidade à vocação a que nos chamais.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Fonte: O “Santíssimo Milagre” DE Santarém, Martinho Vicente Rodrigues. Santuário – Santarém 2008.
           

domingo, 25 de agosto de 2013

O drama da Igreja do Egito

Pior que o drama dos cristãos no Egito é a indiferença da mídia ocidental, que vergonhosamente silencia a perseguição que acontece no país
No Egito, o sangue dos massacres e as cinzas dos incêndios de templos cristãos clamam por justiça. Foram inúmeras as comunidades cristãs alvo dos recentes protestos políticos ligados à Irmandade Muçulmana – um grupo extremista ligado a Mohamed Morsi, presidente deposto no começo de julho.
A Igreja Ortodoxa Copta não era a única perseguida no país. Também a Igreja Católica, bem como várias comunidades protestantes, sofreram na mão de muçulmanos radicais.
O testemunho de alguns prelados católicos impressiona pela coragem e retrata o terror dos acontecimentos. Sua Beatitude, o Patriarca Isaac Sidrak denunciou, no último dia 19, os atos de "terrorismo" praticados contra dezenas de igrejas, acampamentos e casas de cristãos. Ele expressou "apoio firme, lúcido e livre a todas as instituições do país, particularmente, à polícia egípcia e às forças armadas que dispendem todos seus esforços para proteger a pátria".
O purpurado elogiou "o comportamento dos países que se esforçam lealmente para compreender o caráter específico dos eventos em curso", mas condenou "qualquer intento de intervenção nos assuntos internos do Egito ou de influência em suas decisões soberanas".Sua Beatitude expressou o reconhecimento àqueles "nobres cidadãos muçulmanos que permaneceram ao nosso lado, fazendo todo o possível para defender nossas Igrejas e nossas instituições".
Quem também denunciou a violência sofrida pelos cristãos foi o bispo católico de Luxor, o monsenhor Youhannes Zakaria. Em entrevista concedida à Rádio Vaticana, ele contou como uma interferência policial evitou um massacre. "Os manifestantes pró-Morsi, expulsos do centro da cidade, chegaram ao arcebispado gritando: 'Morte aos cristãos!', mas, felizmente, a polícia chegou a tempo de salvar-nos e agora o exército rodeia o edifício com dois veículos blindados."
Hoje, monsenhor Zakaria está preso em sua residência. "As forças de segurança me aconselharam que não saísse do arcebispado", conta. "A Irmandade Muçulmana pensa que os cristãos foram a causa da queda de Morsi e agora, atacando aos cristãos, pretendem lançar todo o país no caos: foram queimadas mais de 80 igrejas e muitas escolas cristãs". "Faço meu o chamado do Papa Francisco para que reze pela paz no Egito", foi o apelo de um bispo que sofre com a situação lamentável em que se encontra seu país.
Mais lamentável que o drama dos cristãos no Egito, porém, é a indiferença e o silêncio da mídia ocidental diante dos verdadeiros crimes perpetrados contra a dignidade da vida humana, a liberdade religiosa e o próprio patrimônio religioso e cultural do Oriente. Não se vê nenhum veículo de comunicação noticiar o incêndio de templos e a perseguição aos cristãos no Egito. É a omissão da cumplicidade: se, por um lado, parece estar generalizado um sentimento de repúdio a qualquer tipo de perseguição religiosa – o que é justo, posto que, como disse o Papa Francisco, "fé e violência são incompatíveis", quando o alvo é o Cristianismo, paira no ar certa covardia. Caricaturar Maomé é intolerável; zombar de Cristo, porém, seria até aceitável.
"Mas ninguém está perseguindo Jesus Cristo", alguém poderia objetar. É o grande engano dos que não creem na Igreja: separar Cristo dos cristãos. Quando São Paulo "caiu por terra" em um lugar não muito distante do Egito – Damasco fica no atual território da Síria – e ouviu uma voz que dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 22, 7), não imaginava que, perseguindo àqueles simples homens da religião cristã, estaria perseguindo ao próprio Senhor. "Eu sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues" (At 22, 8). Nos cristãos que sofrem no Egito, bem como nos discípulos dos primeiros séculos, sofre o próprio Cristo.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Vatican Insider
CAIRO, 23 Ago. 13 / 12:43 pm (ACI).- Pela primeira vez em 1600 anos se tomou a decisão de suspender as Missas dominicais frente ao aumento de ataques contra os cristãos em mais de 60 lugares do Egito entre Igrejas, conventos, escolas e instituições, cometidos pela autodenominada "Irmandade Muçulmana".
"Não vamos no mosteiro no domingo para rezar pela primeira vez em 1 600 anos", assinalaram ao jornal al-Masry al-Youm os sacerdotes Selwanes Lotfy do Mosteiro da Virgem Maria e Ibram Monastery em Degla, no sul de Minya.
O Padre Lotfy disse que os muçulmanos destruíram o lugar onde está o mosteiro e que, além do mosteiro, tem três Igrejas, uma das quais é patrimônio arqueológico. "Um dos extremistas escreveu na parede do mosteiro: ‘doem isto aos mártires da mesquita’", indicou.
Os cristãos coptos são aproximadamente 10 por cento da população total do Egito que chega a mais de 80 milhões de habitantes. Esta comunidade sempre sofreu a perseguição por parte dos extremistas muçulmanos. Nestes dias a violência se intensificou, como resultado da violência entre os bandos que apoiam e os que estão contra do deposto presidente Mohamed Morsi.
Os enfrentamentos destes dias já cobraram a vida de pelo menos mil pessoas, muitos cristãos entre eles, vítimas dos ataques aos lugares de culto e de propriedade da minoria cristã.

Por: acidigital.com

Inspiração para a matéria: www.santoanjosdaguarda.blogspot.com

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Papa Francisco aprova a canonização de João Paulo II e João XXIII

Vaticano, 05 Jul. 13 / 11:18 am .- O Papa Francisco aprovou o decreto de canonização do Beato João Paulo II e João XXIII, conforme explicou o porta-voz do Escritório de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi. Os cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos aprovaram nesta terça-feira o segundo milagre atribuído ao Beato João Paulo II e que abre as portas para sua canonização, como relatado por fontes do Vaticano.
Embora não tenha havido confirmação oficial, as mesmas fontes disseram como possíveis datas para a canonização de João Paulo II o dia 24 de novembro, no fim da celebração do Ano da Fé, ou dia 08 de dezembro.
Além disso, a imprensa italiana já indicava nesta terça-feira que a cerimônia de canonização de João Paulo II poderia ser feita junto com a de João XXIII, conhecido como o "Papa Bom".
Assim, o jornal italiano "La Stampa", observou nesta terça-feira que "Inesperadamente, os cardeais e bispos também terão que discutir outro caso, o da canonização de João XXIII", o Pontífice que convocou o Concílio Vaticano II, falecido há 50 anos e cuja beatificação ocorreu em 2000.
Nessa linha, afirmava que essa mudança "não prevista" demonstra "a vontade de celebrar juntas" as duas cerimônias de canonização e assinala que Roncalli e Wojtyla "poderiam ser canonizados em dezembro de 2013, imediatamente após o final do Ano da Fé, visto que a hipótese inicial de outubro parece cada vez menos plausível pela falta de tempo e problemas organizacionais".
Karol Wojtyla foi beatificado no dia 1 º de maio de 2011, depois da aprovação do seu primeiro milagre com a assinatura do agora Bispo Emérito de RomaBento XVI. Naquela ocasião, se tratou de uma cura, dois meses após sua morte, da religiosa francesa Marie Simon Pierre, que sofria da doença de Parkinson desde 2001, a mesma que João Paulo II sofreu em seus últimos anos.
Por sua parte, João XXIII foi beatificado por João Paulo II em setembro de 2000, durante o Jubileu, na mesma celebração da beatificação de Pio IX. Na ocasião, o milagre aprovado para a sua beatificação foi a cura da Irmã Caterina Capitani em 1966.
O Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II, e morreu, enquanto o Concílio estava em andamento, muitos bispos propuseram proclamar o "Papa Bom" como santo por aclamação, mas seu sucessor, Paulo VI, optou por seguir as vias canônicas, por isso começou o processo canônico, em seguida, foi beatificado pelo seu antecessor Pio XII.

 Fonte: acidigital.com

sexta-feira, 15 de março de 2013

Conclave, uma lição para o mundo

Nos seus dois mil anos, a Igreja soube aperfeiçoar o modo de escolher o Papa, considerando a ação da natureza e da graça de Deus nessa hora. Como disse Santo Agostinho: “A graça não age sem a natureza humana; não a anula e nem a dispensa, mas a pressupõe e a enriquece”.
Na eleição do Papa a Igreja aprendeu muito; no início, o povo e o clero de Roma elegiam os Papas nos primeiros séculos; ainda assim houveram problemas, já no ano 217 houve um primeiro antipapa, papa não legítimo, que depois acabou morrendo mártir junto com o Papa Ponciano, na Sicília. Ambos foram canonizados. A Igreja teve cerca de 37 antipapas.
Com o crescimento da Igreja, e a cristianização do Império Romano, a importância do Papa no mundo antigo cresceu; então, todos queriam fazer os papas: as famílias nobres italianas (Médicis, Colonnas, Túsculus, Crescêncios, Spoletos, Segnis, Borgheses, etc), e também os imperadores francos e germânicos. Por isso, os Conclaves que começaram a acontecer a partir do século XII eram muito tumultuados. A disputa era enorme, as crises eram imensas e houve até assassinatos e muitos antipapas.
Mas, a Igreja superou todas essas crises e aprendeu a escolher bem o Papa. Hoje, o Conclave é uma bela lição de como se escolhe bem um governante da Igreja. Que bom seria se nossos governantes políticos fossem escolhidos, não do mesmo modo, mas com a mesma seriedade, lisura, honestidade e simplicidade.
Os eleitores e candidatos básicos do Papa são os cardeais, “Príncipes” da Igreja, homens dotados de grande saber, doutos e preparados. Os cabelos brancos revelam a sua experiência. Foram escolhidos pelos dois últimos papas entre cerca de quatro mil bispos. Isso já garante uma boa escolha qualquer que seja o eleito. Que bom se nossos governantes laicos fossem escolhidos entre pessoas de tão grande gabarito; não haveria tantos desastres eleitorais e governamentais!
Os cardeais se conhecem, se encontram nos Consistórios com o Papa, conhecem os problemas principais da Igreja; e, antes do Conclave analisam com profundidade as dificuldades internas e externas da Igreja para deixar que o Espírito Santo lhes mostre o nome adequado para próximo Papa.
No Conclave prioriza-se a meditação, o retiro, a oração e a invocação persistente do Espírito Santo para que a inteligência dos cardeais seja iluminada com a luz do alto. E o povo católico de todo o mundo se põe de joelhos na mesma intercessão. Que bom se no mundo da politica houvesse isso! Que bom se Deus tivesse a chance de inspirar os candidatos, os eleitores e os eleitos!
Parece que há dois Conclaves simultâneos, um dos cardeais na Capela Sistina, outro, bem diferente e deformado, na mídia. O primeiro é seríssimo. Um cardeal que fizer campanha para outro ser eleito, ou que fizer conchavo para eleger alguém, ou que aceitar receber pedidos de fora, é excomungado da Igreja. Que seriedade! Durante este tempo, o Conclave fica isolado do mundo para não ser influenciado, mas apenas pelos demais cardeais na análise dos problemas atuais da Igreja. Que bom se na política houvesse essa seriedade!
De maneira simples e rápida – normalmente hoje o Conclave não passa de cinco dias – o Papa é eleito; o custo é baixo, o voto é secreto e a votação é simples e segura. Uma lição de simplicidade.
Antes das eleições os cardeais se reúnem para que todos possam falar, expor suas preocupações atuais, etc. Nas reuniões que precederam o atual Conclave, 168 cardeais se inscreveram para falar; o que mostra que os problemas da Igreja foram bem abordados, analisados e pesados. A partir daí cada cardeal, pode então escolher aquele que diante de Deus, pensa ser o mais preparado para ser o Vigário de Cristo na Terra; o “doce Cristo na Terra” (Santa Catarina de Sena). Que bom se no mundo da política fosse assim. Na amizade e na oração, sem deixar de cada um ter o seu papel próprio, o Papa é eleito.
Prof. Felipe Aquino

Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.
Papa Francisco

domingo, 10 de março de 2013

Por mais que o mundo inteiro fale, novo Papa não mudará a doutrina da Igreja


ROMA, 08 Mar. 13 / 12:40 pm (ACI).- Antes da decisão do Colégio Cardinalício de que os cardeais já não falariam com a imprensa o Arcebispo emérito de Salvador (Bahia), afirmou ao Vatican Insider, uma seção do jornal italiano La Stampa, que que  um novo Papa não mudará os pontos essenciais da doutrina da Igreja com tal de “modernizá-la”, como reclamam certos meios de comunicação e críticos da Igreja Católica.

Ante uma certa expectativa dos meios de que um novo papa “modernizaria” a Igreja modificando alguns dos seus ensinamentos em relação à sexualidade, defesa e da vida e moral, entre outros, o purpurado brasileiro defende que “o Papa deve ser fiel ao Evangelho. Ele não pode dizer: de agora em diante mudamos o que está no evangelho de Jesus Cristo. Por exemplo em matéria de aborto, as coisas não mudarão. Por mais que o mundo inteiro fale, não ocorrerá”.  “Não serão permitidas novas uniões sacramentais depois do divórcio. Não se trata de conservadorismo. Nossa posição são os mandamentos da lei de Deus, com eles damos uma resposta ao mundo de hoje. É importante que o Papa se faça presente para chamar a atenção, seja da Igreja ou entre os homens de boa vontade, para oferecer uma reflexão sobre diversos assuntos. Deve ser um pontífice que esteja atento, para suscitar um debate na própria humanidade”, destacou.


O Cardeal assinalou também que “Bento XVI não foi um “Papa de transição”. 

“Em sua eleição havia, entre todos os cardeais, uma pessoa com um maior tempo de exercício em uma das congregações mais importantes do Vaticano como a Doutrina da Fé. Isso fez que ele conhecesse bem a Igreja, sua vida, suas dificuldades e também as alegrias. Isso instintivamente perceberam os cardeais eleitores e portanto a eleição caiu sobre ele. Para mim, agora não temos algum que sobressaia. Existem personagens de vários segmentos da Igreja no mundo e que têm características que chamam a atenção. Estão todos mais ou menos nivelados”, afirmou o Cardeal Majella. 
Falando sobre o perfil do novo Papa o cardeal brasileiro afirmou que “é importante que ele seja um grande pastor para todos e também para falar com os homens de boa vontade”.

Segundo Dom Geraldo, a procedência geográfica pesará minimamente na eleição do Pontífice. 

“Não se diz: agora precisamos um Papa que venha da África ou da Ásia ou de outra parte do mundo. Isso não ocorrerá. Tampouco se formarão blocos de cardeais por país que votarão por alguém em específico.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Cada cardeal é filho de uma história pessoal

De onde eles vêm?
Esta pergunta, além do aspecto geográfico, que também detalharemos, tem outras duas perspectivas: quem os nomeou e qual é o seu tipo de presbiterado (ou seja, se eles são diocesanos ou religiosos).
Os cardeais criados pelo beato João Paulo II são 49; os que receberam o título das mãos do papa emérito Bento XVI são 67.
Qual é a influência desta casuística na tendência ao voto? Pode haver algum tipo de influxo relacionado com a antiguidade no colégio cardinalício, que torna alguns cardeais mais conhecidos do que outros; é natural que dos cardeais mais recentes se saiba menos, com destaque para algum fato ou posição na cúria que lhes tenha dado mais exposição pública.
Não é casual, portanto, o que o cardeal arcebispo de Nova Iorque, Timothy Dolan, tenha declarado a um jornal italiano que aproveitará os dias de conversas em Roma para conhecer melhor os seus irmãos, “alguns dos quais só conheço pelos livros que escreveram”.
Cada cardeal é filho de uma história pessoal, marcada principalmente pelo tipo de vida que abraçou desde jovem. Dito em outras palavras, alguns têm origem no clero secular, ou seja, são diocesanos, enquanto outros se formaram sob a tutela de uma família religiosa que deixou neles traços característicos.
Um religioso recebe a formação própria do carisma da sua ordem ou congregação, com uma visão universal. Pode ser que ele tenha sentido um chamado particular a um estilo de vida mais focado na docência, como educador; pode ser, ainda, que o seu impulso vocacional tenha se voltado às missões ou à juventude, e até mesmo ao maior crescimento intelectual, para mencionar apenas alguns exemplos.
No caso dos diocesanos, eles em geral desenvolveram sua formação e posterior ministério na vida paroquial, impregnados de uma espiritualidade diocesana e em estreita colaboração com seus bispos. Salvo experiências pontuais de missão ou de estudos, eles não costumam ser enviados para fora da sua diocese e menos ainda do seu país.
As estatísticas do próximo conclave, neste aspecto, nos apresentam 97 cardeais cuja origem é o clero diocesano, enquanto 18 provêm da vida religiosa.
Sobre estes, um é jesuíta, três são franciscanos menores e um é franciscano capuchinho. Participam também quatro salesianos, dois dominicanos, um redentorista, um lazariano e um sulpiciano. Há também um cardeal de cada uma das seguintes famílias religiosas: Schoenstatt, escalabrinianos, Oblatos de Maria Imaculada e Ordem Maronita da Santíssima Virgem Maria.
Também é cardeal eleitor um membro da prelatura pessoal do Opus Dei, que parece ter sido incluído nas estatísticas oficiais como parte dos provenientes do clero secular.


vimos que o papa emérito Bento XVI criou 90 cardeais em cinco consistórios, dos quais 84 ainda vivem. Dentre estes, 67 purpurados têm direito ao voto.
O beato João Paulo II tinha convocado nove consistórios entre os anos de 1983 e 2003, para conceder a dignidade cardinalícia a 231 prelados, entre eles um não-bispo, o presbítero e teólogo suíço Hans Urs von Balthasar, que, porém, não pôde receber a nomeação porque faleceu dois dias antes do consistório. Do grupo do papa Wojtyla, ainda vivem 123 cardeais, mas só 48 poderão votar.
Dos criados pelo papa Paulo VI, dois ainda vivem, mas não são eleitores. Trata-se do brasileiro dom Paulo Evaristo Arns, OFM, e do norte-americano dom William W. Baum.
In pectore
O papa polonês também criou quatro cardeais in pectore, ou seja, “em segredo”. Um deles foi o cardeal chinês Ignatius Gong Pin-mei, bispo de Xangai, falecido em março de 2000. Sua dignidade foi conhecida apenas no consistório de 1991, apesar de ter sido criado cardeal em 1979.
O papa Wojtyla também criou como cardeal in pectore o arcebispo polonês nacionalizado ucraniano dom Marian Jaworski, bispo emérito de Leópolis da Ucrânia. O prelado teve um braço amputado por uma bomba detonada perto de seu carro nos anos sessenta, durante o regime soviético. Nomeado cardeal em 1998, só foi revelado como tal no consistório de 2001, com o título presbiteral de São Sisto.
De igual modo, foi mantida in pectore a criação do cardeal Janis Pujats, arcebispo emérito de Riga, na Letônia, e ex-presidente da conferência episcopal do país. Por ser uma vítima sobrevivente do regime soviético, na época em que o país ainda fazia parte da URSS, sua nomeação não foi divulgada até o consistório de 2001.
Durante o último consistório de 2003, João Paulo II criou mais um cardeal in pectore, cujo nome ele não quis publicar antes de morrer. Existe, assim, um cardeal que ainda não pode ser oficializado, cujo nome, em todo o seu pontificado, Bento XVI tampouco revelou.
Os octogenários
Os cardeais que já têm oitenta anos completos não podem participar do conclave como eleitores. Entretanto, com o direito que cabe a todo batizado homem, qualquer um deles poderia ser eleito como o sucessor de Pedro, razão pela qual todos devem acompanhar o evento com atenção…
Os cardeais maiores de oitenta anos que se sentirem aptos podem responder ao pedido da constituição apostólica Universi Dominici Grecis, sobre a sé vacante, que lhes recomenda, em seu número 85, unir-se aos fiéis em oração, seja nas basílicas patriarcais de Roma, seja em cada Igreja particular.
Nesta panorâmica, uma vez terminadas as congregações gerais que estão acontecendo nestes dias e nas quais alguns octogenários estão participando com ideias e reflexões, boa parte deles poderá ficar na Urbe para rezar e esperar o anúncio do novo papa.
Os cardeais da Ásia, da África e da Oceania
Depois de encerradas as congregações preparatórias, que, entre outras tarefas, elegem os cardeais que desempenharão funções específicas durante o conclave, além de estabelecer a sua data de início, o número de cardeais habilitados para votar se prepara para a “clausura”, tanto na Casa Santa Marta, onde eles ficam hospedados dentro dos muros vaticanos, quanto na Capela Sistina, onde terão que se reunir até ser eleito o novo papa.
Os eleitores da Ásia são dez, sendo a metade da Índia. Os outros cinco são um de cada país seguinte: Filipinas, China, Líbano, Vietnã e Sri Lanka.
Da África, participarão 11, sendo 2 da Nigéria e 1 de cada país seguinte: Gana, Tanzânia, África do Sul, Sudão, Senegal, Quênia, Egito, Guiné e República Democrática do Congo.
Da Oceania participa um único cardeal, vindo da Austrália.
Os cardeais da Europa e da América
95 cardeais se distribuem entre a Europa (60), a América do Norte excetuado o México (14) e a América Latina (19).
No grupo europeu, a maior quantidade é de italianos: 28. A seguir, vêm os 6 alemães, os 5 espanhóis, os 4 franceses, os 4 poloneses e os 2 portugueses. Finalmente, 1 por cada país seguinte: Irlanda, Hungria, Suíça, República Tcheca, Bélgica, Países Baixos, Áustria, Bósnia-Herzegovina, Lituânia, Croácia e Eslovênia.
Da América do Norte, vêm 11 dos Estados Unidos e 3 do Canadá.
Tomarão assento na Capela Sistina também os 5 cardeais eleitores do Brasil, os 3 do México e os 2 da Argentina. Colômbia, Chile, Peru, Venezuela, Honduras, República Dominicana, Cuba, Bolívia e Equador têm 1 cardeal cada.
No próximo e último artigo desta série, explicaremos a composição do conclave de acordo com o lugar onde os cardeais desenvolvem o seu ministério pastoral. Faremos ainda uma rápida análise dos grupos etários, para comparar as possibilidades que alguns deles têm de comandar durante um longo período a barca de Pedro.
Ficamos, por agora, com a frase publicada pelo jornal italiano Avvenire, citando o prefeito emérito da Sagrada Congregação para as Causas dos Santos, o cardeal português José Saraiva Martins: “A Igreja não tem cores, não é branca, nem negra, nem amarela. Nem africana, nem europeia, nem asiática. O papa pode ser de qualquer cor”.

Fonte: Zenit.com