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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Onde está teu irmão?


Cidade do Vaticano (RV) - "Onde está o teu irmão?, perguntou o Senhor a Caim". A frase do Livro do Gênesis pronunciada pelo Papa Francisco em Lampedusa em julho de 2013, na sua primeira viagem em território italiano, revelou aquilo que já se desenhava em seu pontificado, iniciado poucos meses antes: a preocupação com os pobres e um chamado à solidariedade diante do individualismo crescente e das estruturas injustas.
Quem acompanha o pontificado do Papa Bergoglio, acaba se familiarizando com certas expressões - algumas cunhadas por ele próprio, como "globalização da indiferença", "periferias existenciais" - e também com algumas passagens bíblicas que marcam e inspiram seus pronunciamentos. Destas, poderíamos destacar três: a citada no início do texto, do diálogo do Senhor com Caim, o Bom Samaritano e o "protocolo com o qual seremos julgados", ou seja, Mateus 25, 34-40. Estas três passagens aparecem indistintamente quer nas homilias da Casa Santa Marta, ou na Basílica Vaticana, quer nos pronunciamentos à autoridades, encontros com religiosos e com a sociedade civil. Em comum elas apresentam, por um lado, situações de abandono, de desamparo, de marginalização, de pobreza e, por outro, a solidariedade - ou a falta dela - para com as vítimas destas situações.
"Pobres tereis sempre convosco", disse Jesus, o que pressupõe que todas estas situações não representam algo novo, talvez o sejam na forma e contexto, mas possuem a data da idade do homem sobre a terra - ao menos após a queda pelo pecado original. Tampouco Francisco foi o primeiro a falar sobre os pobres, nem na Igreja, nem fora dela. Pobres, pobreza, solidariedade, isto tudo está nos Evangelhos desde o início do cristianismo. O nome escolhido por Bergoglio, não esqueçamos no entanto, está ligado ao Pobre de Assis. E o que Francisco faz em seu pontificado, nada mais é do que salientar a questão da pobreza e das injustiças, clamando por uma mudança individual, nas estruturas e nas situações de injustiça, que levam a vida a se tornar "insuportável para muitos", como afirmou no discurso aos Movimentos Populares em Santa Cruz de la Sierra: "Queremos uma mudança nas nossas vidas, nos nossos bairros, no vilarejo, na nossa realidade mais próxima; mas uma mudança que toque também o mundo inteiro, porque hoje a interdependência global requer respostas globais para os problemas locais. A globalização da esperança, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir esta globalização da exclusão e da indiferença".
A justa distribuição dos frutos da terra e do trabalho humano não é mera filantropia, afirmou o Papa na mesma ocasião, é um dever moral. E para os cristãos, alertou, o encargo é ainda mais forte: é um mandamento. Trata-se de devolver aos pobres e às pessoas o que lhes pertence. O destino universal dos bens não é um adorno retórico da doutrina social da Igreja.
Um aspecto fundamental na promoção dos pobres - afirmou Francisco por sua vez, num dos seus mais contundentes discursos pronunciados no Paraguai - é o modo como nós os vemos. "Não serve uma visão ideológica, que acaba por usar os pobres a serviço de outros interesses políticos ou pessoais. As ideologias terminam mal, não servem. As ideologias tem uma relação ou incompleta ou doente ou ruim com o povo. As ideologias não assumem o povo. Por isto, olhem para o século passado. Em que terminaram as ideologias? Em ditaduras, sempre, sempre. Pensam pelo povo, não deixam o povo pensar". Longe das ideologias, Francisco exorta a se colocar a economia a serviço do homem, a uma valorização da pessoa na sua própria bondade, a uma preocupação genuína por ela. Algo que pressupõe também uma disposição em aprender dos pobres, aprender deles. "Os pobres - disse o Papa - têm muito para nos ensinar em humanidade, bondade, sacrifício, em solidariedade. Nós, cristãos, além do mais, temos outro motivo, e maior, para amar e servir os pobres, pois neles, temos o rosto, vemos o rosto e carne de Cristo, que Se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza, os pobres são a carne de Cristo".
"O pobre - recorda-nos o Santo Padre - é alguém como eu e, se está passando por um momento ruim, por milhares de motivos – econômicos, políticos sociais ou pessoais – eu poderia estar naquele lugar e poderia estar desejando que alguém me ajudasse. E além de desejar que alguém me ajudasse, se estou naquele lugar, tenho o direito de ser respeitado. Respeitar o pobre". E este colocar-se no lugar do outro, leva ao entendimento da situação vivida por ele. Também neste sentido, o apelo à nossa ação dentro do "protocolo pelo qual seremos julgados": "Tive fome, e me deste de comer, tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber, era peregrino e me acolheste, nu e me vestiste, enfermo e me visitaste, estava na prisão e vieste a mim".
O que Francisco pede, é uma paz inquieta, uma fé revolucionária capaz de mudar as mentalidades, e por consequência, mudar as estruturas injustas. Para contrastar a "globalização da indiferença", Francisco quer despertar o mundo para a mesma solidariedade que teve o Bom Samaritano ao se deter no meio do caminho para auxiliar a pessoa jogada na beira da estrada. Francisco chama a atenção para uma mudança de atitude, de um individualismo cego para uma cultura que "tenha a percepção da existência do outro", este "perceber que existe alguém à beira do caminho, perceber que tem alguém ao meu lado", e que talvez tenha necessidade de um olhar, de um sorriso, de uma mão estendida, de um pedaço de pão, de um mínimo de incentivo para ser elevado a uma dignidade perdida ou talvez nunca existida.
Diante da complexidade e dimensão dos problemas, somos tomados por uma sensação de impotência, "mas lamentar-se, não resolve nada", disse Francisco no Angelus do último domingo. "O que podemos, "é oferecer aquele pouco que temos" e “certamente temos algumas horas de tempo, algum talento, alguma competência... Quem de nós não tem os seus “cinco pães e dois peixes”? Se estamos dispostos a colocá-los nas mãos do Senhor, serão suficientes para que no mundo haja um pouco mais de amor, de paz, de justiça e, sobretudo, de alegria. Deus é capaz de multiplicar os nossos pequenos gestos de solidariedade e tornar-nos partícipes do seu dom”. “Caim, onde está o teu irmão?” (Jackson Erpen)
Fotos: g1.globo.com

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O cientista não tem como excluir a Deus


O Dr. Francis Sellers Collins nasceu em Staunton, estado de Virginia, EUA, em 14 de abril de 1950, e se tornou um dos cientistas mais respeitados do século.
Numa entrevista à CNN que ficou para a história, ele descreveu como abandonou o ateísmo e passou a acreditar em Deus.
Collins doutorou-se em Química e Física na prestigiosa Universidade de Yale, e em Medicina na Universidade de Carolina do Norte. 
Foi diretor do Projeto Genoma Humano de 1993 até 2008, substituindo o Prêmio Nobel James D. Watson como diretor do National Center for Human Genome Research dos EUA. Ele é um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001, o código da vida. 
Ele é tido como o cientista que mais rastreou genes com a finalidade de encontrar tratamento para diversas doenças. 
Collins ficou conhecido porque passou a defender, como é razoável, que a investigação do mundo natural não impede a profissão da fé religiosa. 

Criticado por colegas que na sua maioria negam a existência de Deus, Collins lançou em 2006 o livro The Language of God: A Scientist Presents Evidence for Belief (A linguagem de Deus: um cientista apresenta provas para crer). 

Nas quase 300 páginas da obra, o biólogo conta como deixou de ser ateu para se tornar cristão e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé.


Porém, ele ficava preso nas atividades materiais e achava que o ateísmo era a posição “mais correta”. 
Ele também estudou mecânica quântica e queria acreditar que o universo se explica com equações. 

Collins virou um ponto de referência nas discussões existenciais e relativistas dos círculos intelectuais americanos dos anos 70.

Quando tinha 27 anos, praticando a medicina testemunhou a dor e a esperança de pacientes que lhe faziam pensar nessa Pessoa na qual ele se recusava acreditar.
Após meses de luta interior, num dia de outono, caminhando por um bosque do noroeste dos EUA, “com meu intelecto um pouco mais claro que de costume, eu percebi que não podia seguir me resistindo e passei a crer”, contou. 
Collins não ficou católico, mas protestante, porém a descrição de seu itinerário espiritual é da alma que procura sincera e gradualmente a verdade. 

Muito diversa atitude dos que denigram aqueles que aderiram sem reservas Àquele que é “o Caminho, a Verdade e a Vida” na Igreja Católica.

Em seu livro A linguagem de Deus ele explica que “uma das grandes tragédias do nosso tempo é a impressão criada de que a ciência e a religião têm que estar em guerra uma com a outra”.
Pelo contrário, segundo ele, investigando a “majestosa e impressionante obra de Deus, a ciência pode servir realmente de meio para glorificá-lO”.

Francis Collins ganhou numerosos prêmios e honras, incluindo a eleição para o Instituto de Medicina (Institute of Medicine) e a Academia de Ciências Norte-Americana (National Academy of Sciences).
Também foi galardoado com o Prêmio espanholPríncipe de Astúrias de investigação científica e técnica em 2001. 

Em 2009 foi feito membro da Academia Pontifícia das Ciências pelo Papa Bento XVI, e recebeu a Encomenda Presidencial da Liberdade das mãos do presidente dos EUA. 


“Como cientista que tem fé, eu descubro na exploração da natureza uma via para compreender melhor a Deus. Pode-se encontrar a Deus no laboratório, além de numa catedral”.

Fonte: http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Um olhar para os refugiados


ISTAMBUL, 01 Dez. 14 / 10:17 am (ACI/EWTN Noticias).- A visita do Papa Francisco à Turquia também vai dirigir o olhar do mundo para a situação dramática dos refugiados que fugiram a este país como resultado da guerra civil na Síria e outros conflitos na região, afirmou ao Grupo ACI, Rinaldo Marmara, presidente da Cáritas Turquia.

“Há um milhão e setecentos mil refugiados sírios na Turquia, só em Istambul há 700 mil. Caminhando pelos arredores de Istambul, se vê muitas crianças pobres pedindo esmola”, assinalou na sexta-feira passada, 28 de novembro.
Marmara espera que a visita do Papa, que terminou neste domingo, “traga o olhar do mundo para a situação que está sendo vivida. Esperamos que o mundo nos dê uma mão para ajudar estes refugiados”.

“Nosso sonho é tornar possível que os refugiados vivam aqui e ao mesmo tempo trabalhem para que possam retornar logo para os seus países de origem”, acrescentou Marmara.
Explicou que Cáritas Turquia tem vários campos de refugiados, mas “os refugiados querem ir-se às grandes cidades, como Istambul, onde eles acham que há mais oportunidades”.
Marmara se reuniu com o Papa Francisco por ocasião da Missa na Catedral do Santo Espírito e lhe deu de presente um livro que escreveu sobre os primeiros jesuítas que foram evangelizar a Turquia.

“A história dos jesuítas está intimamente unida à história da Igreja na Turquia. Os jesuítas foram os primeiros a chegar a esta terra do Oriente. Esta é uma longa história, uma belíssima história que tentei mostrar”, assinalou Marmara.
 

sábado, 30 de agosto de 2014

Papa recebeu padre Jorge Hernandez, pároco de Gaza

Já colocamos aqui o trabalho do Padre argentino Jorge Hernandez, em Gaza. Na última sexta esteve no Vaticano com o Santo Padre, acompanhemos:

Nesta sexta-feira, o Papa Francisco recebeu, na Casa de Santa Marta, do Vaticano, o padre Jorge Hernández, pároco católico em Gaza. Interpelado por Alessandro Gisotti, padre Hernandez mostrou-se impressionado pela "força" e "coragem" transmitidas pelo Papa, assim como pela preocupação com que acompanha a conjuntura em que se encontra a minoria cristã em Gaza, e o seu "empenho" pela paz na Terra Santa.
 
- Alguma palavra do Papa Francisco o tocou em particular neste encontro? 
Justamente sobre o testemunho cristão. Ele disse: ‘o Evangelho exige sacrifícios que Jesus Cristo pede a cada um de nós, em diversos locais. A vocês é testemunhar Jesus Cristo ali, na terra que o viu sofrer, que o viu morrer e que também o viu ressuscitar. Portanto, força, coragem, em frente!’ - foram estas as palavras do Papa Francisco que nos tocaram profundamente.
- Portanto, sobretudo uma palavra de encorajamento a manter este testemunho forte nesta terra assim martirizada pelo sofrimento…. 
Sim, sobretudo na vida vivida no sofrimento. O Papa Francisco tem consciência de que nós somos minoria: falamos de 1.300 cristãos entre dois milhões de habitantes, dos quais apenas 136 são católicos. Assim, a nossa paróquia compreende 136 fiéis. Evidentemente, as nossas relações com os ortodoxos são absolutamente boas: nós não fazemos diferença, mas isto já é sabido. E seguimos em frente assim.
- Claramente, o Papa Francisco deu tudo de si pela paz na Terra Santa, com a sua viagem, e também a imagem muito forte no Muro de Belém e após o encontro de paz aqui, a poucos metros, nos Jardins do Vaticano. Como é percebido, também pelos não-cristãos, este esforço de Francisco? 
É um compromisso de vida, um compromisso existencial e concreto, de dizer que a paz é possível, que todos os dois povos podem viver em paz, testemunhando sobretudo o Príncipe da Paz, que é Jesus Cristo. Os frutos da peregrinação do Papa nós vemos já agora e os veremos mais adiante: o facto de ter conquistado os corações das pessoas, de ter deixado uma palavra boa para todos, os dois Estados, foi para todos nós uma graça imensa. 
- Agora há uma trégua, após tantos mortos, após tanta violência. Qual a esperança em relação a esta trégua? O que a população, os fiéis da paróquia, esperam dela? 
Esperamos que seja duradoura, longa, que seja para sempre. Basta ver o sofrimento dos dois povos.... e é necessário entender uma coisa, que absolutamente é necessário entender: numa guerra, ninguém vence. Ninguém. Cada uma das duas partes deverá pagar as consequências, de um modo ou de outro... Porém, fundamentalmente, com a guerra ninguém ganha: todos a perdemos. Esperemos que Deus nos abençoe com a força necessária para recomeçar de zero. 
- Que apelo quer fazer aos ouvintes da Rádio Vaticano, a favor da sua população, da sua terra? 
Sobretudo, procurar construir a paz na justiça. A paz é possível, a paz requer sacrifícios, requer o testemunho de um e de outro e o reconhecimento do próximo. Mas é possível. Sobretudo para os cristãos, não é verdade? Nós somos cristãos, somos seguidores do Príncipe da paz, na terra de Jesus Cristo: pensemos em Israel, pensemos na Palestina... Portanto, sermos fortes e firmes no testemunho que Jesus nos pede, que quer que o demos ali: quer em Israel quer na Palestina.
Gostaria de acrescentar uma palavra de agradecimento: não sei como agradecer a tantas pessoas da Itália, de todo o mundo, que estiveram próximas de nós. Sobretudo os doentes, que ofereceram os seus sofrimentos, rezando e suplicando por esta paz. Nós, todos os cristãos das paróquias de Gaza, também rezamos pelas pessoas que rezam por nós, quer na Missa, que com o terço, quer na Adoração Eucarística... Queria aproveitar para dizer obrigado. E que Deus os abençoe.  
O padre Jorge Hernández - que tal como o Papa tem nacionalidade argentina - está ligado ao Instituto do Verbo Incarnado e tem acompanhado diariamente o drama a que estão sujeitas as comunidades católicas da Paróquia da Sagrada Família, no bairro de Al-Zeitun, na cidade de Gaza.
Recorde-se que já em julho, o Papa Francisco escrevera ao padre Jorge Hernández, transmitindo o seu “encorajamento” e assegurando a sua oração por todos os elementos da comunidade cristã de Gaza.
Fonte: Rádio Vaticana
 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

"Agressor Injusto"

VATICANO, 18 Ago. 14 / 04:10 pm (ACI/EWTN Noticias).- No voo de regresso a Roma, o Papa Francisco se pronunciou sobre as ações militares no Iraque para impedir o genocídio das minorias por parte dos extremistas do Estado Islâmico e assegurou que “é lícito parar o agressor injusto”.
Do avião papal, durante a roda de imprensa que concedeu às dezenas de jornalistas que o acompanharam na viagem, Alan Holdren, do Grupo ACI, formulou a pergunta sobre este tema em nome dos jornalistas de fala inglesa.
“Santo Padre, meu nome é Alan Holdren, trabalho para o Catholic News Agency, Grupo ACI e EWTN. Como sabe, não faz muito o exército dos Estados Unidos começou a bombardear os terroristas no Iraque para prevenir um genocídio, para proteger o futuro das minorias, inclusive o dos católicos que estão sob o seu cuidado. Aprova os bombardeios norte-americanos?”, perguntou Holdren.

“Quando há uma agressão injusta, posso apenas dizer que é lícito parar o agressor injusto. Ressalto o verbo parar, não digo bombardear, fazer a guerra, mas pará-la. Os meios com os quais pode ser parada deveriam ser avaliados. Parar o agressor injusto é lícito", respondeu o Papa.
Entretanto, esclareceu que “apenas uma nação não pode julgar como se para isso. Como se para um agressor injusto. Depois da Segunda Guerra Mundial, apareceu a ideia das Nações Unidas. Lá é onde se deve discutir e dizer: ‘Há um agressor injusto?’. ‘Parece que sim’. ‘Como o paramos?’”
O Papa recordou que junto aos cristãos, “e aos mártires -sim, há muitos mártires-”, também estão sofrendo muitos homens e mulheres de outras minorias religiosas “nem todos são cristãos, ,mas todos são iguais perante Deus né? Parar o agressor injusto é um direito que a humanidade tem, mas também é um direito que o agressor tem de ser parado, para que não faça o mal”.

Logo, um jornalista da agência AFP insistiu em questioná-lo sobre “se estaria disposto a apoiar uma intervenção militar contra os jihadistas em território iraquiano” e lhe perguntou se “pensava em ir ao Iraque algum dia, talvez ao Curdistão para apoiar os cristãos refugiados e rezar com eles na terra onde viveram por dois mil anos”.
Francisco recordou que faz dois meses se reuniu com o governador do Curdistão no Vaticano. “Ele tinha uma ideia muito clara da situação e a forma de encontrar uma solução, mas foi antes destas últimas agressões”, indicou.
Insistiu em que “estou apenas de acordo no fato de que quando há um agressor injusto, deve ser parado” e adicionou que “sim, estou disposto” a visitar o Iraque.
O Papa disse conhecer a situação das “minorias religiosas” e como neste momento o Curdistão não pode “receber a tanta gente”.
O Papa Francisco recordou o comunicado que o porta-voz vaticano, Pe. Federico Lombardi, escreveu em seu nome e que foi enviado a todas as nunciaturas para que seja conhecido pelos governos.
Além disso, “enviamos uma carta ao secretário geral das Nações Unidas (Ban Ki-moon)”. “Tantas coisas, e ao final, dissemos, enviamos uma pessoa especial (que é) o Cardeal Filoni”.
“Ao final pensamos que se fosse necessário, quando retornássemos da Coréia poderíamos ir lá. Era uma das possibilidades”. Esta foi a resposta. “Neste momento, estou preparado e agora mesmo não é o máximo, o melhor que se pode fazer, mas estou disposto a isso”.

 ROMA, 19 Ago. 14 / 09:57 am (ACI/EWTN Noticias).- Cento e cinquenta famílias cristãs se encontram sitiadas em suas casas em Qaraqosh (Iraque), pelos jihadistas do Estado Islâmico, que as deixarão morrer de fome e sede ou as executarão se não renunciarem a sua fé e se converterem ao Islã, denunciou o sacerdote Luis Montes, do Instituto do Verbo Encarnado desde Bagdá, pedindo ao mundo que reaja “e termine com esta barbárie”.

Em um artigo publicado no site Amigos do Iraque, o sacerdote alertou neste sábado que duas mulheres, que foram pedir-lhe o certificado de batismo para que consigam emigrar, relataram como seus familiares conseguiram escapar dos jihadistas, enquanto outros ficaram praticamente como prisioneiros.
“Prevenidos que a cidade ia ser tomada, quase todos os seus parentes (das duas mulheres) abandonaram Qaraqosh com a roupa que tinham no corpo, não puderam levar mais nada. Mas três deles não puderam: a mãe de uma delas é idosa e está doente, assim não pôde fugir, e o irmão da senhora que me contou o fato e a sua esposa ficaram com ela”.
“Os terroristas, relataram, os visitam diariamente para pressioná-los a que se convertam ao Islã. Falam com o irmão desta senhora e vendo que todas as vezes se nega, disseram que lhes dão uns dias, mas que se não o fizerem, vão levar a sua mulher para dá-la a um dos combatentes e matarão a ele e a sua mãe”.
“Não deixam ir embora os cristãos que não conseguiram fugir antes de sua chegada”.
As mulheres contaram que seus familiares quase não têm alimentos e não podem sair para comprar. Inclusive seus vizinhos, que antes eram seus amigos, agora “se transformaram em inimigos. Quando os veem no pátio, exigem que se convertam e os maltratam”.
“Os terroristas tiraram as cruzes das Igrejas que foram desacralizadas sendo usadas para outros fins, entram nas casas dos cristãos que fugiram e levam todos os objetos de valor, e destroem seus negócios. Vão às casas dos cristãos que ficaram para levar-se às mulheres”, denunciaram.

São 150 famílias que “estão sozinhas sem ninguém que as ajude. Todas elas condenadas a morrer lentamente ou esperando que entrem para matá-las. O senhor que ficou lá com a sua mãe e esposa confessou que preferia que entrem o quanto antes e os matem, pois assim tudo isso termina”.
O Pe. Montes assinalou que esta é só uma história real das milhares que se vivem no Iraque nestes momentos” e pediu leva-la em consideração “quando escutarmos os números anunciados. Porque assim, é a única forma como as estatísticas podem deixar de ser apenas números e cheguem aos profundo de nosso coração”.
“Pedimos-lhes orações por estas famílias cercadas e aterrorizadas nos seus lares. Que Deus lhes dê a Sua fortaleza. Rezemos para que o mundo reaja e termine esta barbárie”, termina o sacerdote.

Para ajudar os cristãos iraquianos ingresse em: https://www.kofc.org/irak

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Iraquianos estão sofrendo um êxodo, uma Via-Sacra

ROMA, 08 Ago. 14 / 11:12 am (ACI/EWTN Noticias).- O Patriarca católico caldeu, Dom Louis Rafael Sako, exortou a comunidade internacional a tomar consciência do êxodo, da via sacra que milhares de cristãos iraquianos estão sofrendo para escapar da violência dos extremistas muçulmanos do Estado Islâmico (ISIS), que nesta quinta-feira tomaram Qaraqosh, a maior cidade cristã do Iraque.
“Apelamos com tristeza e dor à consciência de Igreja odos, de todas as pessoas de boa vontade, às Nações Unidas e à União Europeia para que salvem estas pessoas inocentes da morte. Esperamos que não seja muito tarde!”, expressou o Prelado em uma carta aberta, difundida neste 7 de agosto pela Ajuda à  que Sofre (AIS).

No texto, Dom Sako descreveu a catástrofe humanitária desencadeada depois da ocupação de Qaraqosh, onde também estavam refugiados os cristãos e membros de outras minorias que em meados de julho fugiram de Mosul, tomada em junho pelos jihadistas.
“Cerca de 100 mil cristãos, horrorizados e em pânico, fugiram das suas aldeias e casas sem nada mais do que a roupa que tinham vestida”, expressou. O que se vive é “um êxodo, uma verdadeira Via Sacra, cristãos, incluindo doentes, idosos, crianças e grávidas, estão a caminhar a pé no calor ardente do verão iraquiano para se refugiarem nas cidades curdas de Erbil, Duhok e Soulaymiyia”.
“Estão enfrentando uma catástrofe humanitária e o risco de um verdadeiro genocídio. Eles necessitam água, comida, refúgio…”, acrescentou.
Dom Sako disse que o governo iraquiano é incapaz de impor a lei e a ordem nesta parte do país. Indicou que a região do Curdistão tampouco pode defender-se sozinha do feroz avanço dos jihadistas. O Prelado assinalou que há uma falta de cooperação entre o governo central e as autoridades curdas.

VATICANO, 08 Ago. 14 / 04:08 pm (ACI/EWTN Noticias).- À luz dos graves acontecimentos no Iraque, onde os extremistas muçulmanos chegaram a decapitar cristãos, estuprar e escravizar as mulheres, o Papa Francisco renovou o seu pedido de oração por estes fiéis e nomeou como seu enviado especial para expressar a sua proximidade e solidariedade com os cristãos no Iraque o Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos.

Durante o dia de hoje, o Papa Francisco enviou três tweets fazendo referência à situação do Iraque através de sua conta @Pontifex_pt: “Peço a todos os homens de boa vontade que se unam às minhas orações pelos cristãos do Iraque e por todas as comunidades perseguidas”.

“Peço-vos que dediqueis hoje um momento à oração por todos aqueles que são obrigados a deixar a sua casa no Iraque”.

“Senhor, pedimos-Vos que deis forças àquelas pessoas que se encontram privadas de tudo no Iraque. #prayforpeace”


Sobre sua nomeação, o Cardeal Filoni disse que “certamente é um gesto de confiança do Papa em relação a mim, mas diria que, sobretudo, é um gesto que manifesta a solicitude do Papa para com a situação destes cristãos, que sofrem neste momento: o sofrimento por terem deixado a própria casa e por verem suas raízes ceifadas, por terem sido humilhados, deixando suas casas assim como estavam e buscando refúgio em outro lugar”.
“Portanto, essa solicitude do Papa parece-me ser a coisa mais importante e, desse ponto de vista, espero poder ir ao encontro da exigência de tantas pessoas e não somente manifestando este aspecto próprio da solicitude do Papa, mas também buscando ver junto com o Patriarcado o que podemos fazer como  Igreja universal”.
Depois de comentar que, certamente, será uma viagem complicada, o Cardeal Filoni comentou que não é a primeira vez que os cristãos sofrem perseguição e que esta se repetiu nos últimos 90 anos da vida do país, por isso “é uma população que ainda carrega sofrimentos dentro de si”.
“Em primeiro lugar, buscarei levar a solidariedade e a proximidade na oração, inclusive concretamente. Estou certo de que também depois o Santo Padre me dirá aquilo que ele deseja apresentar a esta população, que é querida para o Papa, bem como para a Igreja no mundo inteiro”, concluiu.
 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Míssil atinge a única paróquia católica na Faixa de Gaza

Após colocarmos no post deste blog (datado do dia 18/07/14), um artigo do Padre Jorge Hernández, pároco da Paróquia Sagrada Família em Gaza, onde testemunha como com amor e fé se mantém com os fiéis de sua paróquia e os refugidos que nela se encontram, em meio ao conflito entre o Hamas e os Israelenses, em meio ao bombardeios. Recebemos hoje a notícia pelo canal de notícias ACI digital que parte de sua paróquia foi bombardeada e destruída, confira a reportagem:
 ROMA, 30 Jul. 14 / 02:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- A paróquia da Sagrada Família, a única presença católica na Faixa de Gaza e que é dirigida pelo sacerdote argentino Jorge Hernández, foi destruída parcialmente por um míssil durante um bombardeio israelense na segunda-feira passada.
Conforme se informou, além do Pe. Hernández, na paróquia há três religiosas das Irmãs da Madre Teresa que atendem 29 crianças deficientes e nove idosas.

Na terça-feira, em declarações à agência Fides, o sacerdote indicou que o alvo do bombardeio era uma casa a poucos metros da paróquia e que foi completamente destruída. Entretanto, o ataque israelense também destruiu parcialmente a escola paroquial adjacente ao templo, a casa do pároco e alguns locais utilizados pela pequena comunidade.
“Tivemos uma noite difícil, mas estamos aqui. Esta guerra é absurda”, disse o Pe. Hernández. “Depois de destruir o bairro Shujayeh, o ataque israelense agora se dirige ao bairro de Zeitun. Tudo acontece ao nosso redor. Os milicianos do Hamas continuam disparando mísseis e logo se escondem nos becos. E não podemos fazer absolutamente nada. Não podemos evacuar, porque com as crianças é impossível. Suas famílias vivem por aqui. E pode ser mais perigoso sair que ficar aqui. Tentamos permanecer nos lugares mais seguros, sempre na parte baixa”, relatou.

Na segunda-feira, 28, o exército israelense enviou mensagens de texto aos moradores do conglomerado al-Zeitun, onde se encontra a paróquia católica e a paróquia ortodoxa, para que abandonem as casas antes do bombardeio. Muitos vizinhos fugiram, mas esse não foi o destino dos refugiados que há dias permanecem no edifício paroquial.

Continuemos a Orar sem cessar, por nossos irmãos, missionários em terras de conflito, que os Santos Anjos os guardem e os preservem de todo o mal, para que possam cumprir na caridade , o cuidado com os refugiados, crianças e idosos a quem eles assistem com tanto amor. Assim seja.

Segue outra reportagem (do dia 17/07/14) do Padre Hernández, para entender melhor sua Missão em Gaza:
"Gaza é pequena. Tudo está perto. Não há um lugar seguro, neutro, que possa nos acolher. Para onde vamos?”. Em relação ao clima, padre Jorge escreve que esta guerra não era imprevisível. “Nós também recebemos o convite, estendido aos moradores das áreas de Beit Hanoun e de Beit Lahia, para abandonar imediatamente as casas. E, como todos, perguntamo-nos: “Para onde ir?”. Gaza é pequena. Tudo está perto. Não há um lugar seguro, neutro, que possa nos acolher. Para onde vamos?”.

Por Giorfio Bernardelli| 17.07.14| O padre Jorge Hernández, religioso do Verbo Encarnado, descreve a partir da Paróquia latina da Sagrada Família, em Gaza, como sua comunidade vive nestes dias. Ele também vive sob as bombas que chovem do céu, e não é a primeira vez para este sacerdote argentino que, há alguns anos, conduz a pequena comunidade católica que vive na Faixa de Gaza. São uns 200 fiéis em um território no qual os cristãos somam menos de 2000 no total. Há anos, compartilham todos os sofrimentos da população civil, isolada hermeticamente em um território de apenas 360 quilômetros quadrados, no qual vivem quase 1,8 milhão de pessoas.
Padre Jorge Hernández, missionário do Verbo Encarnado, em GazaNa quarta-feira passada, justamente quando quatro crianças morreram após o impacto de um míssil israelense, enquanto brincavam, também na Igreja da Sagrada Família foram vividos momentos de pavor: três mísseis caíram muito próximo dos edifícios da paróquia. Por este motivo, decidiu-se, ontem, que as três freiras que colaboram com o padre Jorge (e que pertencem à mesma congregação) saíssem de Belém.
Como são estrangeiras, só puderam sair da Faixa de Gaza durante o breve cessar-fogo humanitário obtido pela ONU. No entanto, o pároco permanece, mas não está sozinho, porque agora o acompanham as freiras de Madre Teresa, que se mudaram ali com as crianças deficientes que acompanham em Gaza. Também o seu instituto está em uma área na qual caíram mísseis, razão pela qual pensaram que a Igreja da Sagrada Família era um lugar mais seguro.
Nestes dias tão delicados, o padre Jorge tem mantido seus contatos com o exterior por meio de algumas cartas que publica na página de Facebook do Instituto do Verbo Encarnado. Destes textos, surge a descrição da vida cotidiana em uma paróquia sob as bombas. “Nestes dias, preparava a pregação do domingo, e pensava: o que se prega para essa gente? Como confortá-los? Que difícil! E, além disso, virá alguém?... Hoje, domingo, pudemos celebrar a Santa Missa, graças a Deus, com a presença, além das sete religiosas, de cinco valorosos homens. Muito edificante, dado as circunstâncias”.
“Uma família cristã – aponta em outra carta – se viu atingida quando a casa contígua à sua foi bombardeada. Janelas estilhaçadas, fumaça, grito, confusão. Esse foi o trágico cenário da noite de ontem para esta família. Também é preciso levar em conta as crianças que começam a ficar doentes pelo medo, o estresse, a repercussão das ondas de choque, o ruído contínuo”.
Em relação ao clima geral que se vive em Gaza, o padre Jorge escreve que esta guerra não era imprevisível: “Esperávamos há tempo uma intensificação militar – explica -, e que poderia durar muito tempo. A única coisa que surpreendeu foi que se registrou uma resistência em maior escala e uma melhor preparação por parte das autoridades locais em relação às guerras anteriores. Que o Hamas tenha golpeado Telavive e Jerusalém não é pouca coisa”. Acrescenta que teme que com a guerra se crie uma reação islamista na Faixa de Gaza contra os cristãos: “Vendo o que acontece em outras partes, não seria surpresa”, comenta. E por este motivo, acrescenta, é admirável a força dos cristãos de Gaza, que sabem muito bem que estão apenas nas mãos de Deus.
Ainda em 2009, o Superior Provincial dos padres do Verbo Encarnado para o Oriente Médio, Padre Gabriel Romanelli,ve, já relatava sobre  a situação da Família Religiosa do Verbo Encarnado e dos desafios que enfrentam os religiosos e religiosas em Gaza. "Sempre renovo ao Senhor a oferta do meu sacerdócio, sabendo que a minha presença já é um sinal de esperança", disse

sábado, 26 de julho de 2014

O que está acontecendo?

ROMA, 22 Jul. 14 / 02:36 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Patriarca Emérito de Jerusalém dos Latinos, Sua Beatitude Michel Sabbah, denunciou que o que está acontecendo na Faixa de Gaza não é uma guerra, é um massacre que só está gerando mais ódio entre israelenses e palestinos, pois já provocou mais de 1000 mortos, além da destruição de moradias, mesquitas e inclusive centros de saúde.
“O que está acontecendo em Gaza não é uma guerra, é um massacre. Um massacre inútil, que não fará com que Israel avance nenhum passo em direção à paz e à segurança. Pelo contrário, com todos estes sacrifícios humanos, os corações dos israelenses e dos palestinos se enchem de ódio”, declarou o Patriarca à agência Fides.
“Os meios para alcançar a paz só podem ser meios pacíficos. Há sessenta anos, estamos vendo que as guerras, as armas, os massacres são incapazes de conseguir qualquer tipo de paz”, acrescentou.

O Patriarca afirmou que “a única maneira de sair da espiral da violência e da destruição é abordar a questão de fundo, que é a ocupação israelense dos territórios palestinos. Haverá paz e segurança só quando Israel reconhecer a liberdade e a soberania do Estado palestino”.
“Mas talvez seja por isso que temos que esperar uma nova geração de líderes israelenses. Os líderes atuais acreditam somente na força militar. Têm armas sofisticadas para matar, mas não têm a força para fazer a paz”, assinalou.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Oremos sem cessar!

BUENOS AIRES, 17 Jul. 14 / 04:57 pm (ACI).- “Os crimes estão aumentando. As crianças pequenas começam a adoecer pelo medo, o estresse, as ondas de choque, o barulho contínuo. Os pais fazem todo o possível para distrai-los para que esta violência não os aflija”, relata o sacerdote argentino Pe. Jorge Hernández, pároco da Sagrada Família, na Faixa de Gaza, que assinalou que permanecerá junto com os seus fiéis apesar de três mísseis terem caído ontem perto de sua paróquia.
Faz uns dias, as Irmãs da Madre Teresa com 28 crianças deficientes e nove idosas sob seu cuidado se refugiaram na paróquia porque a consideravam um lugar mais seguro. Todas elas permanecerão em Gaza, junto com o padre Hernández.
A trégua de cinco horas, proclamada para permitir a entrada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza deveria permitir a evacuação da zona de umas poucas centenas de pessoas.
As que receberam a indicação de deixar suas casas na Faixa de Gaza são as três argentinas, religiosas do Instituto do Verbo Encarnado que também trabalhavam na paróquia católica.
O Patriarcado Latino de Jerusalém iniciou na paróquia uma adoração eucarística permanente e hoje será celebrada uma Missa “para implorar o perdão, a justiça e a paz para todos”.
O sacerdote argentino, pertencente ao Instituto do Verbo Encarnado (IVE) enviou seu testemunho que foi publicado pelo site do IVE sobre estes dramáticos dias em Gaza:
“Hoje, domingo, pudemos celebrar a Santa Missa, graças a Deus, com a presença, além de sete religiosas, de cinco homens corajosos. Foi algo muito edificante devido às circunstâncias.
Acho que ontem foi, até agora, o pior dia desta guerra. Os foguetes não param de sair daqui. Já são várias as cidades afetadas perto de Tel Aviv e Jerusalém.
E, é claro, a resposta não se faz esperar. A continuidade e intensidade dos bombardeios aéreos, terrestres e marítimos é algo difícil de acreditar.
Israel já disparou contra mais de 1300 alvos no território palestino. O número de mortos incluindo mulheres e crianças já passa de 150 e estima-se que 1000 pessoas entre civis e militares estão entre os feridos”.
  Uma menina palestina, de apenas quatro anos, se recupera no hospital após ser ferida em um ataque israelense que matou a sua mãe e outras duas pessoas da família. 
 Em Ashkelon, Israel, mãe e filha se chocam ao ver um local que tinha sido atingido por um foguete do Hamas. 
 Uma mulher palestina teve de deixar sua casa em Gaza e se refugiar junto com sua filha em uma escola providenciada pela ONU para proteger as famílias. Foguetes israelenses tinham matado 18 pessoas no dia 12.
 
Do G1, em São Paulo:
A escalada de violência que começou em junho deste ano entre Israel e palestinos é o terceiro conflito do tipo desde a tomada da Faixa de Gaza pelo grupo islâmico Hamas, em 2007.
As raízes do confronto são antigas e, ao longo dos anos, ambos os lados foram ampliando as demandas para uma paz definitiva. Entenda as exigências históricas e os argumentos de cada lado do confronto:
"MOTIVOS DE ISRAEL"
- O país afirma categoricamente que o Hamas é o responsável pelo sequestro e assassinato dos três adolescentes israelenses em 12 de junho.
- O Hamas não só atira foguetes de Gaza para o lado israelense, como também aumentou seu arsenal, que agora pode atingir o centro de Israel como nunca antes. Israel considera que não pode ficar parado em relação à situação.
- Israel alega que o Hamas esconde militantes e armas em locais residenciais em Gaza, por isso é necessário atacá-los, mesmo que isso signifique que civis estejam entre as vítimas.
- Para Israel, o Hamas é um grupo terrorista que não reconhece a existência do Estado de Israel e não aceita se desarmar.
"MOTIVOS DOS PALESTINOS"
- Um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém. A autópsia indicou que ele foi queimado vivo. Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime.
- A maioria dos palestinos considera o controle israelense sobre a Faixa de Gaza abusivo e a situação humanitária insustentável. Os moradores dependem de Israel para ter eletricidade, água, meios de comunicação e até moeda.
- Nos confrontos entre Israel e o Hamas, a força de ação do exército israelense é desproporcionalmente maior. Em todos os confrontos até agora, o número de mortes do lado palestino foi muito maior.
- Israel deteve centenas de militantes do Hamas em sua grande busca na Cisjordânia pelos três israelenses sumidos no mês passado.

 Três meninos palestinos choram ao saber que um membro da família morreu em um ataque aéreo em Gaza.

 Um menino palestino dorme no chão de uma escola em Beit Lahiya, após ter de sair de sua casa, onde havia ameaça de bombardeios israelenses.


                             Soldados israelenses dormem durante pausa na Faixa de Gaza. 
                            Israelenses se protegem, preocupados com foguetes, em Sderot. 
  
                                                  "A Oração pode tudo" Papa Francisco.
Rezemos pela Paz no Oriente Médio, pelas almas das vítimas fatais, pelos lares destruídos, pelas crianças que sofrem e padecem com o medo e terror. Não sejamos indiferentes a tamanho sofrimento de nosso irmãos, façamos jejum, ofereçamos sacrifícios e orações para eles. Que a paz volte a essas Terras e as pessoas possam viver dignamente como filhos de Deus.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Aparecida e Fátima – Centenários de Bênçãos

Santuário de Fátima oferece imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Santuário de Aparecida



Bispo de Leiria-Fátima e Reitor do Santuário de Fátima levam a Imagem para o Brasil
“A expetativa para a chegada da Imagem de Nossa Senhora de Fátima a Aparecida é grande. Santuário, Arquidiocese de Aparecida e moradores do município mobilizam-se para que o momento seja de profunda espiritualidade a todos aqueles que acompanharem este momento histórico”, é desta forma que, através da assessoria de comunicação, o Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Aparecida descreve como está a ser aguardada a Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que será oferecida pelo Santuário de Fátima àquele Santuário do Brasil no próximo sábado.
A imagem, do tipo da Imagem venerada na Capelinha das Aparições em Portugal, será levada pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, e pelo reitor do Santuário de Fátima, amanhã, 16 de maio, para ser entregue ao Santuário de Aparecida, na pessoa de D. Raymundo Damasceno, cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no dia 17 de maio.
"(A 17 de maio) A Imagem será o centro de um cortejo em carro do Corpo de Bombeiros, iniciando-se às 17:00, junto à Igreja de São Benedito e subindo, na contramão, a Rua Monte Carmelo até a Praça Nossa Senhora Aparecida. Ali, às 17:30, haverá a receção oficial da Imagem, por D. Raymundo Damasceno", informa o Santuário de Aparecida.
Recorde-se que esta será a primeira iniciativa conjunta entre os dois santuários marianos que celebram jubileus em 2017; Fátima celebrará o centenário das aparições de Nossa Senhora e Aparecida o tricentenário do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição, no Rio Paraíba.
"D. António Marto e o Cardeal D. Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, concordaram em assumir algumas ações conjuntas, que assinalem e exprimam a ligação dos dois santuários nesta importante ocasião”, explica o reitor do Santuário de Fátima, recordando ainda que “tratando-se de dois dos mais importantes santuários marianos do mundo e de dois povos irmãos, unidos pela história e pela língua, como também pela mesma fé e pela grande devoção a Nossa Senhora” foi sentido "o dever celebrar também conjuntamente tão significativos jubileus”.
O programação divulgada pelo Santuário de Nossa da Conceição de Aparecida para esta primeira celebração jubilar é a seguinte:
17 DE MAIO
17:30 - Receção da Imagem em frente da Matriz Basílica
18:00 – Recitação do Terço
19:00 - Procissão luminosa pela Passarela da Fé trazendo a Imagem até o Santuário
20:00 - Eucaristia: Acolhimento da Imagem de Nossa Senhora de Fátima. Presidência de D. Raymundo Damasceno Assis e presença de D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima e de outros concelebrantes (Transmissão pela TV Aparecida)
22:00 – Recitação do Terço, acolhendo a Imagem de Nossa Senhora de Fátima (Transmissão pela TV Aparecida)
18 DE MAIO
7:30 - Eucaristia: Entronização da Imagem de Nossa Senhora de Fátima. Presidência de D. António Marto e presença de D. Raymundo Damasceno e de outros concelebrantes.
8:30 - Trasladação da Imagem de Nossa Senhora de Fátima para o monumento a Ela dedicado. (Transmissão pelas TV Aparecida, TV Canção Nova - também para Portugal-, e TV Cultura de São Paulo)
LeopolDina Simões, Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima
Flávia Reis Gabriela, Comunicação Institucional do Santuário de Aparecida
 
Aparecida e Fátima, centenários de bençãos 
 
Em 2017, os Santuário marianos de Fátima (Portugal) e Aparecida (Brasil) estão em festa, celebrando o centenário das aparições de Nossa Senhora, no primeiro caso, e o tricentenário da descoberta da imagem de Nossa Senhora da Conceição, no rio Paraíba, no segundo. 
 
Tratando-se de dois dos mais importantes santuários marianos do mundo e de dois povos irmãos, unidos pela história e pela língua, mas também pela mesma fé e pela grande devoção a Nossa Senhora, sentimos dever celebrar também conjuntamente tão significativos jubileus. 
 
D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e o Cardeal D. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, concordaram em assumir algumas ações conjuntas, que assinalem e exprimam a ligação dos dois santuários nesta importante ocasião. Entre essas ações encontra-se a oferta da imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Santuário de Aparecida, neste mês de maio. 
 
A imagem será acompanhada por D. António Marto e uma delegação do Santuário de Fátima e será solenemente entronizada num espaço preparado para o efeito, onde ficará para a veneração dos fiéis. Mais tarde, em data que se anunciará, será a imagem de Nossa Senhora da Conceição de Aparecida que será entronizada no Santuário de Fátima e que virá acompanhada pelo Cardeal D. Raymundo Damasceno. 
 
As datas da celebração litúrgica de ambos os Santuários são também significativas: o dia 13 de maio é dia festivo para os muitos devotos de Nossa Senhora de Fátima por todo o Brasil; e o dia 12 de outubro, celebração festiva de Nossa Senhora de Aparecida, é dia de grande peregrinação em Fátima. Assim, no ano jubilar de 2017, D. Raymundo Damasceno virá presidir a uma grande celebração, em Fátima, e D. António Marto irá, em outubro, presidir a uma grande celebração em Aparecida.
 
São pequenos gestos, mas de grande significado. Desta forma, ficam assinalados ambos os jubileus e exprime-se de forma visível a profunda união destes dois santuários na celebração do centenário e tricentanário.
 
Que Nossa Senhora, de Fátima e Aparecida, acompanhe com a sua proteção materna os peregrinos e devotos de ambos os Santuários!
 
P. Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima

Fonte: http://www.santuario-fatima.pt

sexta-feira, 14 de março de 2014

Fomos criados para ser livres

Ou fomos contaminados pela indiferença??

O tráfico humano é fruto da cultura em que vivemos - a cultura do bem-estar que nos fecha em nossos próprios mundos, tornando-nos insensíveis aos gritos silenciosos dos que vivem oprimidos. Há, em nossos dias, um novo tipo de globalização: a da indiferença. Como nos lembrou o Papa Francisco: "Habituamo-nos ao sofrimento do outro; não nos diz respeito, não nos interessa, não é responsabilidade nossa". Como discípulos de Cristo, não podemos ficar indiferentes diante da imagem de Deus que é pisada e ferida por causa da maneira como muitos de nossos irmão e irmãs são tratados. Se, por acaso, pensarmos que esse problema não existe ou que está muito distante de nós e, portanto, não é um problema nosso, será sinal de que vivemos numa bolha de sabão - ou seja, somos um dos muitos que foram contaminados pela globalização da indiferença; somos do grupo que perdeu a capacidade de chorar, de indignar-se e de reagir diante do mal. Vivemos, então, para quê?????
Fonte: Revista Brasil Cristão - Ano 17 - N°199 - Fevereiro 2014  

#TRAFICO DE #PESSOAS #ASSINE #PARTCIPE

O Tráfico de Seres Humanos é o último abismo do crime organizado. Os números apontam para 27 milhões de vítimas no mundo. O comércio de pessoas rende cerca de 23 mil milhões de euros - a seguir às drogas e às armas, é o maior negócio ilícito.

ASSINE PROJETO DE LEI PELA PESSOA DESAPARECIDA
►http://www.abaixoassinadobrasil.com.br/site/assine

Sandra Moreno - Autora do projeto de Lei
►https://www.facebook.com/sandra.moreno.90038

domingo, 25 de agosto de 2013

O drama da Igreja do Egito

Pior que o drama dos cristãos no Egito é a indiferença da mídia ocidental, que vergonhosamente silencia a perseguição que acontece no país
No Egito, o sangue dos massacres e as cinzas dos incêndios de templos cristãos clamam por justiça. Foram inúmeras as comunidades cristãs alvo dos recentes protestos políticos ligados à Irmandade Muçulmana – um grupo extremista ligado a Mohamed Morsi, presidente deposto no começo de julho.
A Igreja Ortodoxa Copta não era a única perseguida no país. Também a Igreja Católica, bem como várias comunidades protestantes, sofreram na mão de muçulmanos radicais.
O testemunho de alguns prelados católicos impressiona pela coragem e retrata o terror dos acontecimentos. Sua Beatitude, o Patriarca Isaac Sidrak denunciou, no último dia 19, os atos de "terrorismo" praticados contra dezenas de igrejas, acampamentos e casas de cristãos. Ele expressou "apoio firme, lúcido e livre a todas as instituições do país, particularmente, à polícia egípcia e às forças armadas que dispendem todos seus esforços para proteger a pátria".
O purpurado elogiou "o comportamento dos países que se esforçam lealmente para compreender o caráter específico dos eventos em curso", mas condenou "qualquer intento de intervenção nos assuntos internos do Egito ou de influência em suas decisões soberanas".Sua Beatitude expressou o reconhecimento àqueles "nobres cidadãos muçulmanos que permaneceram ao nosso lado, fazendo todo o possível para defender nossas Igrejas e nossas instituições".
Quem também denunciou a violência sofrida pelos cristãos foi o bispo católico de Luxor, o monsenhor Youhannes Zakaria. Em entrevista concedida à Rádio Vaticana, ele contou como uma interferência policial evitou um massacre. "Os manifestantes pró-Morsi, expulsos do centro da cidade, chegaram ao arcebispado gritando: 'Morte aos cristãos!', mas, felizmente, a polícia chegou a tempo de salvar-nos e agora o exército rodeia o edifício com dois veículos blindados."
Hoje, monsenhor Zakaria está preso em sua residência. "As forças de segurança me aconselharam que não saísse do arcebispado", conta. "A Irmandade Muçulmana pensa que os cristãos foram a causa da queda de Morsi e agora, atacando aos cristãos, pretendem lançar todo o país no caos: foram queimadas mais de 80 igrejas e muitas escolas cristãs". "Faço meu o chamado do Papa Francisco para que reze pela paz no Egito", foi o apelo de um bispo que sofre com a situação lamentável em que se encontra seu país.
Mais lamentável que o drama dos cristãos no Egito, porém, é a indiferença e o silêncio da mídia ocidental diante dos verdadeiros crimes perpetrados contra a dignidade da vida humana, a liberdade religiosa e o próprio patrimônio religioso e cultural do Oriente. Não se vê nenhum veículo de comunicação noticiar o incêndio de templos e a perseguição aos cristãos no Egito. É a omissão da cumplicidade: se, por um lado, parece estar generalizado um sentimento de repúdio a qualquer tipo de perseguição religiosa – o que é justo, posto que, como disse o Papa Francisco, "fé e violência são incompatíveis", quando o alvo é o Cristianismo, paira no ar certa covardia. Caricaturar Maomé é intolerável; zombar de Cristo, porém, seria até aceitável.
"Mas ninguém está perseguindo Jesus Cristo", alguém poderia objetar. É o grande engano dos que não creem na Igreja: separar Cristo dos cristãos. Quando São Paulo "caiu por terra" em um lugar não muito distante do Egito – Damasco fica no atual território da Síria – e ouviu uma voz que dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 22, 7), não imaginava que, perseguindo àqueles simples homens da religião cristã, estaria perseguindo ao próprio Senhor. "Eu sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues" (At 22, 8). Nos cristãos que sofrem no Egito, bem como nos discípulos dos primeiros séculos, sofre o próprio Cristo.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere | Informações: Vatican Insider
CAIRO, 23 Ago. 13 / 12:43 pm (ACI).- Pela primeira vez em 1600 anos se tomou a decisão de suspender as Missas dominicais frente ao aumento de ataques contra os cristãos em mais de 60 lugares do Egito entre Igrejas, conventos, escolas e instituições, cometidos pela autodenominada "Irmandade Muçulmana".
"Não vamos no mosteiro no domingo para rezar pela primeira vez em 1 600 anos", assinalaram ao jornal al-Masry al-Youm os sacerdotes Selwanes Lotfy do Mosteiro da Virgem Maria e Ibram Monastery em Degla, no sul de Minya.
O Padre Lotfy disse que os muçulmanos destruíram o lugar onde está o mosteiro e que, além do mosteiro, tem três Igrejas, uma das quais é patrimônio arqueológico. "Um dos extremistas escreveu na parede do mosteiro: ‘doem isto aos mártires da mesquita’", indicou.
Os cristãos coptos são aproximadamente 10 por cento da população total do Egito que chega a mais de 80 milhões de habitantes. Esta comunidade sempre sofreu a perseguição por parte dos extremistas muçulmanos. Nestes dias a violência se intensificou, como resultado da violência entre os bandos que apoiam e os que estão contra do deposto presidente Mohamed Morsi.
Os enfrentamentos destes dias já cobraram a vida de pelo menos mil pessoas, muitos cristãos entre eles, vítimas dos ataques aos lugares de culto e de propriedade da minoria cristã.

Por: acidigital.com

Inspiração para a matéria: www.santoanjosdaguarda.blogspot.com

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Dia Mundial da Ajuda Humanitária

19 de agosto foi designado Dia Mundial Humanitário para homenagear todos os trabalhadores humanitários e funcionários que perderam suas vidas no cumprimento de suas missões e trabalhando na promoção da causa humanitária, apoiando as vítimas de conflitos armados. Na mesma ocasião foi aprovada a proposta da Suécia sobre "Fortalecimento da Coordenação da Assistência Humanitária de Emergência das Nações Unidas".
Para citar um dos grandes exemplos de ajuda humanitária que podemos encontrar por todo o mundo, O Médicos sem Fronteiras:
Médicos Sem Fronteiras é uma organização humanitária internacional independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas. 

A organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60 em Biafra, na Nigéria. Enquanto a equipe médica socorria vítimas em uma brutal guerra civil, o grupo percebeu as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos faziam com que muitos se calassem frente aos fatos observados. MSF surge, então, como uma organização humanitária que associa ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, trazendo à luz realidades que não podem permanecer negligenciadas. Em 1999, MSF recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Hoje, mais de 34 mil profissionais, de diferentes áreas e nacionalidades, compõem a organização. Espalhados por mais de 70 países, eles atuam em contextos que envolvem desastres naturais e humanos, conflitos, epidemias, desnutrição e exclusão do acesso à saúde. 

Atualmente, Médicos Sem Fronteiras é a maior organização médico-humanitária não governamental do mundo. Sua atuação é fundamentada nos princípios de independência, imparcialidade e neutralidade. 


 A organização tem o compromisso de levar cuidados médicos de qualidade a quem necessita, sem distinção de raça, religião ou convicção política.
MSF é uma iniciativa independente de governos. E, antes de iniciar uma missão, cada equipe realiza uma avaliação no campo para verificar as reais necessidades das populações locais. A chave para que MSF atue com independência é sua origem financeira: 90% dos fundos da organização são provenientes de contribuições privadas.
MSF é neutra. A organização não toma partido em conflitos armados, fornece cuidados de acordo com as necessidades básicas de cada população e luta pelo crescimento do acesso a vítimas de conflitos conforme regem as leis humanitárias internacionais.



"...Outro caso que não esquecerei tão cedo foi de uma paciente de 21 anos, que chegou no PS numa sexta-feira à tarde, com dois gêmeos de um ano e meio e sem ninguém para ajudá-la. Ela andou por dias com as crianças e mal se aguentava em pé. Pela história e seu quadro clínico, a principal suspeita era tuberculose. Como ela estava muito mal, tentamos colher o máximo possível de informações para localizar sua família, mas tivemos de esperar até segunda-feira de manhã para enviar o carro com promotores de saúde. Ela morreu na madrugada da segunda-feira e os gêmeos ficaram sozinhos, sentadinhos no chão, olhando para o corpo da mãe sem entender o que estava acontecendo, sem sequer chorar. Era de cortar o coração. Eu estava decidida a tentar adotá-los, caso não encontrássemos a família. Felizmente, no fim da tarde, nosso carro voltou com o pai dos gêmeos.

Um fato interessante é que, ao contrário do Níger, eu não lembro o nome da maioria dos pacientes que atendi. Acho que foi uma forma que meu subconsciente encontrou para eu não sofrer tanto com as perdas, senão não seria capaz de continuar a trabalhar com MSF, porque, afinal de contas, diante de todas as dificuldades que enfrentamos, não é para sofrer com as perdas, mas, sim, festejar todos os pacientes que pudemos ajudar de alguma forma. E são esses pacientes e colegas de trabalho, como os que eu tive em Gogrial, que tornam a vida menos difícil longe da família e dos amigos..." Rachel Esteves - Médica do MSF.

Fé, Esperança e CARIDADE.

Há muitos que trabalham na ajuda humanitária, que colocam suas vidas em risco para beneficiar o próximo, sem professar nenhuma fé. Porém possuem o que faltam a muitos, a mais sublime das virtudes: A Caridade.
Senhor, dai-nos a capacidade, a generosidade de amar, de doar, de ajudar por amor a Ti Senhor e aos nossos irmãos que Tu nos confiastes para cuidar. Amém.

Para saber mais: www.msf.org.br