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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Por que o Papa Francisco quis visitar cemitério para crianças abortadas na Coreia do Sul?

De muitos pontos de vista, a Coreia do Sul apresenta ao mundo uma grande história de sucesso. Eleições pacíficas e regulares têm se realizado desde que o país completou a sua transição para a democracia na década de 1980, em nítido contraste com o despótico e até psicótico regime do norte da península, governado pelo ditador vitalício Kim Jong-Un. Produtos da Samsung e da Hyundai saem das linhas de montagem continuamente e são vendidos para consumidores do mundo inteiro, garantindo para os sul-coreanos um dos mais altos padrões de vida do continente asiático.
E o número de cristãos continua a crescer no país. Quase um terço da população de 50 milhões de sul-coreanos, ou seja, cerca de 15 milhões de pessoas, professa hoje a fé em Jesus Cristo. Um terço dos cristãos faz parte do rebanho católico e é, portanto, o motivo principal desta visita apostólica de Francisco.
Mas este país do Extremo Oriente, com a sua história de sucesso em tantos aspectos, esconde uma vergonha secreta: a Coreia do Sul tem o maior índice de abortos do nosso planeta. Quase a metade de todas as gestações termina em aborto. A cada ano, quase tantas crianças coreanas são abortadas quantas conseguem chegar a ver a luz do dia.
O papa Francisco entende que as ações falam mais alto que as palavras. Pense, por exemplo, na participação dele na Marcha pela Vida do ano passado, em Roma. Ele sabe que a sua visita a um cemitério para crianças abortadas chama a atenção para esta tragédia que continua acontecendo de modo alarmante.
As dimensões desse holocausto sul-coreano são impressionantes. Uma fonte estima que tenham ocorrido 340 mil abortos em 2012, ano em que o país inteiro contabilizou apenas 440 mil nascidos vivos. Talvez 20 milhões de crianças tenham sido abortadas durante a última metade de século, um número imenso para um país do tamanho de Portugal; um número que é mais de seis vezes o total de vítimas civis e militares do país durante a Guerra da Coreia.
O número de abortos na Coreia do Sul, no entanto, é pouco mais do que um chute. Ninguém sabe a real quantidade com precisão, já que quase todos os abortos realizados no país são tecnicamente “ilegais”. As leis sul-coreanas permitem o aborto em casos de estupro ou de incesto, quando a saúde da mulher está em perigo ou quando a mulher grávida ou seu cônjuge tem determinadas doenças transmissíveis ou hereditárias. Mas ninguém mantém registros da prática.
As restrições estão em vigor desde 1953, mas são quase completamente ignoradas. As clínicas de aborto anunciam abertamente os seus serviços em grandes cidades como Seul e Pusan. Muitas mulheres coreanas abortaram mais de uma vez. E as autoridades, na maioria dos casos, fazem vista grossa.
Jardim (Cemitério) das Crianças abortadas na Coréia do Sul
 
O que, afinal, está acontecendo? Por que o pior holocausto do mundo de crianças ainda não nascidas está ocorrendo em um país onde a maioria dos abortos é ilegal?
Uma resposta em duas palavras: controle populacional.
No final da década de 1960, a Coreia do Sul recebeu enorme pressão dos Estados Unidos para reduzir a sua taxa de natalidade, com base na alegação de que o país era “superpovoado” (não era verdade; o país não era “superpovoado”, mas apenas pobre). O governo sul-coreano obedeceu ao Tio Sam e adotou a política do limite legal de dois filhos por casal. Na realidade, a Coreia do Sul não tinha muita escolha, já que, nos primeiros anos do pós-guerra, as forças dos Estados Unidos eram a única coisa que bloqueava o caminho entre o país e as contínuas agressões da Coreia do Norte e da China.
A propaganda contrária à natalidade foi rapidamente introduzida nas escolas. Casais com mais de dois filhos eram criticados publicamente, enquanto funcionários do governo com mais de dois filhos perdiam o emprego. As leis que restringiam o aborto, neste cenário, se tornaram mera letra morta.
O aborto virou rapidamente o principal meio de controle da natalidade para os casais que tinham que se adaptar ao novo limite de apenas dois filhos. O holocausto do aborto tinha começado.
Hoje, meio século depois, a maioria dos sul-coreanos compreende que a política dos dois filhos foi um erro trágico. Dom Peter Kang U-il, bispo de Cheju e presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Coreia, disse recentemente que a nação enfrenta “um desastre nacional” por causa de “políticas governamentais aplicadas ao longo dos anos”.
A taxa de natalidade sul-coreana, de apenas 1,25 filhos por mulher, está entre as mais baixas do mundo. A população da Coreia do Sul está envelhecendo rapidamente; a força de trabalho está diminuindo e a população já começou a declinar.
Diante de tais números desalentadores, que pressagiam uma espécie de suicídio nacional gradual, o governo inverteu a política: agora, o país não só abandonou o limite de dois filhos como oferece incentivos para que as famílias tenham mais crianças. Além disso, o governo está começando a reprimir os abortos ilegais.
Parece um caso de “muito pouco e muito tarde”, já que o aborto se tornou praticamente um modo de vida na Coreia. Os cemitérios de não-nascidos continuam ficando cada vez mais cheios. Mas…
É habitual que o papa visite os santuários dos mártires. E o cemitério de crianças abortadas é, em certo sentido, uma espécie de santuário. Afinal, as crianças a quem ele é dedicado são pequenos mártires de um programa de controle populacional descontrolado. Elas morreram porque os seus pais, instigados pelo próprio governo e pelo governo norte-americano, decidiram que aqueles filhos ainda não nascidos eram excesso de bagagem na jornada rumo à riqueza.
A visita do papa Francisco a este cemitério deverá brilhar como uma luz sobre o holocausto do aborto coreano e, assim eu oro para que seja, contribuirá para reduzir ou até encerrar em breve esse holocausto. Afinal, o tema da viagem do papa é: “Levanta-te, Coreia, e veste-te de luz; a glória do Senhor brilha sobre ti”.
Se a Coreia abraçar esta luz, não haverá mais espaço para a escuridão do aborto.
STEVEN W. MOSHER
Fonte: http://www.aleteia.org/pt/mundo/artigo/por-que-o-papa-francisco-quis-visitar-cemiterio-para-criancas-abortadas-na-coreia-do-sul-5807231731761152?page=2

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O que é a família?

Após mais um ato de abandono de uma criança recem-nascida, desta vez em Brasília, colocamos uma bela reflexão do Papa Francisco, onde exorta sobre a importância do seio familiar no I Congresso Latino-americano da Pastoral Familiar.

Por G1 - Distrito Federal:

07/08/2014 12h12
Com cordão umbilical, bebê é achada em caixa em área nobre de Brasília

Estudante de design encontrou menina quando ia para a faculdade.
Menina tem 3 quilos e apresenta bom quadro clínico, diz hospital.

 VATICANO, 06 Ago. 14 / 02:01 pm (ACI).- O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do I Congresso Latino-americano da Pastoral Familiar que se realiza nesta semana no Panamá, e no texto explicou que “na família a fé se mescla com o leite materno”.

 
Em sua mensagem divulgada hoje pela arquidiocese do Panamá, o Santo Padre faz a pergunta “O que é a família?” e responde: “para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um ‘centro de amor’, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos ‘centros de poder’ mundanos”.
“Na casa familiar, a pessoa se integra natural e harmonicamente em um grupo humano, superando a falsa oposição entre indivíduo e sociedade. No seio da família, ninguém é descartado: tanto o idoso como a criança são bem vindos. A cultura do encontro e o diálogo, a abertura à solidariedade e à transcendência têm nela o seu berço”.


“Por isso, a família constitui uma grande ‘riqueza social’. Neste sentido, gostaria de destacar duas contribuições primordiais: a estabilidade e a fecundidade”.
O Santo Padre explica logo no texto que “as relações baseadas no amor fiel, até a morte, como o matrimônio, a paternidade, a filiação ou a irmandade, aprendem-se e se vivem no núcleo familiar". "Quando estas relações formam o tecido básico de uma sociedade humana, dão-lhe coesão e consistência. Pois não é possível formar parte de um povo, sentir-se próximo, ter em conta os mais distantes e desfavorecidos, se no coração do homem estão quebradas estas relações básicas, que lhes oferecem segurança em sua abertura aos demais”. “Além disso, o amor familiar é fecundo, e não somente porque gera novas vidas, mas porque amplia o horizonte da existência, gera um mundo novo; faz-nos acreditar, contra toda desesperança e derrotismo, que uma convivência baseada no respeito e na confiança é possível. Frente a uma visão materialista do mundo, a família não reduz o homem ao estéril utilitarismo, mas dá canal aos seus desejos mais profundos”.
O Papa ressalta deste modo que “desde a experiência fundante do amor familiar, o homem cresce também em sua abertura a Deus como Pai. Por isso, o Documento de Aparecida indicou que a família não deve ser considerada só como objeto de evangelização, mas também agente evangelizador”.
“Nela se reflete a imagem de Deus que em seu mistério mais profundo é uma família e, deste modo, permite ver o amor humano como sinal e presença do amor divino. Na família, a fé se mescla com o leite materno. Por exemplo, esse sincero e espontâneo gesto de pedir a benção, que se conserva em muitos de nossos povos, reflete perfeitamente a convicção de que a benção de Deus se transmite de pais para filhos”. O Santo Padre afirmou logo que “conscientes de que o amor familiar enobrece tudo o que o homem faz, dando-lhe um valor agregado, é importante incentivar as famílias a cultivarem relações sadias entre seus membros, como dizer uns aos outros ‘perdão’, ‘obrigado’, ‘por favor’, e a se dirigir a Deus com o belo nome de Pai”.
Para concluir, o Papa Francisco fez votos para que “Nossa Senhora de Guadalupe alcance de Deus abundantes bênçãos para os lares da América e os faça sementes de vida, de concórdia e de uma fé robusta, alimentada pelo Evangelho e as boas obras. Peço-lhes o favor de rezar por mim, pois necessito”.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Núcleo de Planejamento Familiar em Campos

Neste domingo 18 de maio o Sr. Bispo Administrador Apostólico Dom Fernando Rifan criou o Núcleo de Planejamento Familiar (NUPLAFAM) da nossa Administração Apostólica, sob a proteção de Santa Gianna Beretta Molla.
A cerimônia aconteceu após a Missa das 9h na Igreja Principal, com a presença do Pe. Claudiomar Silva Souza, Assessor da Pastoral Familiar, e da Sra. Heloísa Pereira, Vice-Presidente do Centro Nacional de Planejamento Familiar (CENPLAFAM) com sede em São Paulo. Assim, nosso Núcleo está filiado oficialmente ao CENPLAFAM, que, por sua vez, é filiado à WOOMB (World Organization of Ovulation Method Billings – Organização Mundial do Método de Ovulação Billings, com sede na Austrália).
 Após a Santa Missa o Sr. Bispo fez a entrega dos Certificados e deu a Bênção de Envio aos Casais de diversas Paróquias, agora habilitados como Treinadores de Nível 1 do Método de Ovulação Billings.


 PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA (PNF) E MÉTODOS NATURAIS

O termo PNF é utilizado para descrever métodos de planejamento familiar baseados na observação de sinais e sintomas naturais da fase fecunda e infecunda do ciclo menstrual.
O PNF é uma opção de vida, é a busca por algo que transforme, vivifique e dê sentido a quem o acolhe. Parte do princípio da dignidade de toda pessoa e da busca e do direito a plena realização de sua dimensão transcendental; descobrindo assim, a valorização de uma individualidade verdadeira, de uma sexualidade plena, de um instrumento em saúde, de uma abertura ao outro e de uma participação social e comunitária; enfim, de uma abertura a geração responsável de uma nova vida que é acolhida com generosidade e alegria.
Os Métodos Naturais como técnica se constituem no componente essencial do PNF, uma vez que não utiliza de nenhum meio artificial, mecânico ou químico para postergar ou conseguir a concepção.
Os Métodos naturais foram desenvolvidos a partir da década de 30 no século passado, dentre a gama de métodos existentes a CENPLAFAM decidiu trabalhar com o Método de Ovulação Billings devido a sua eficiência e do aspecto educativo e libertador que ele tem, oferecendo ao casal a possibilidade de usá-lo em todas as fases da vida reprodutiva.

 Os Métodos Naturais de Planejamento Familiar como técnica, constituem se em componente importante do Planeja mento Natural da Família. Constituem se atualmente como métodos cientificamente bem estudados e desenvolvidos. Não se trata mais de algo empírico, e duvidoso. O desenvolvimento científico dos métodos naturais os colocou no campo da experimentação e evolução cientifica. Isto equivale a dizer que os métodos naturais hoje se equivalem, como
técnica, a todos os outros métodos existentes. Porém, Planejamento Natural da família não é só método natural.
 Planejamento Natural da Família é uma opção de vida. É a busca de algo que transforme, que vivifique, que dê sentido e razão. O método natural se plenifica no contexto de vida que o acolhe. Este contexto parte do principio da dignidade de toda pessoa e da sua busca e direito à plena realização e a sua dimensão transcendental.
Daí decorre a descoberta e valorização de uma individualidade verdadeira, de uma sexualidade plena, de um investimento em saúde, de uma abertura ao outro e à participação social e comunitária, de uma abertura à geração responsável de nova vida e sua acolhida generosa e feliz.

Este conjunto constitui uma nova e forte e encarnada espiritualidade do amor conjugal e da família. O Deus da Vida está presente e ativamente neste contexto, inspirando, alimentando com a sua graça, dando forças para que as pessoas possam cumprir com alegria a sua missão. Planejamento Natural da Família é esta nova opção de vida e de vivência do Amor em família e que, quando se trata de programar um novo filho, lança mão dos conhecimentos trazidos pelos métodos naturais.
 Benefícios do Método de Ovulação BillingsTM
O reforço da autoestima da própria mulher
  • Sabe o que acontecendo em seu corpo, sabe que pode ter relações prevendo as consequências, dignifica seu corpo. A função reprodutiva para muitas mulheres é uma espécie de buraco negro, é uma parte dela que não sabe nem como funciona, nem quando, nem o porquê se pode produzir a gravidez. Dar luz a todas estas incógnitas a faz mais dona de si mesma e permite a uma entrega maior a seu marido. Pode fazer que ele também se aproxime  a maravilhosa engrenagem do funcionamento do corpo do homem e da mulher. Conhecer o ciclo menstrual é chave para conhecer o porque a psicologia da mulher ao longo do mês também é cíclica. É positivo este conhecimento para as mulheres casadas e também para as jovens e adolescentes que tem que aceitar umas mudanças corporais e hormonais vertiginosas.
A responsabilidade compartilhada
  • Tanto o marido como a mulher responde por seus atos. Não estamos frente a um método anticonceptivo que falha ou não falha. São o marido e a mulher, no exercício de sua liberdade, quem toma uma decisão e a desejam cumprir, e entra no possível que, por determinadas circunstâncias, mude essa decisão, sendo eles os únicos responsáveis.
  • A responsabilidade é um exercício profundamente humano vinculado à liberdade, a possibilidade de decidir a cada momento o caminho a escolher.
O autocontrole é uma qualidade
  • Que permite assegurar o bem do outro, preocupar-se com que o outro necessita doar-se quando a ocasião o requer. O controle dos impulsos, em geral, e dos impulsos sexuais em particular favorece o crescimento do amor do casal.
  • “… o que parece a primeira vista mais bem mecânico (o respeito do “tempo  da mulher; que não se refere só aos períodos férteis, senão também  aos múltiplos ritmos da vida e as circunstâncias) e que exige às vezes espera e renuncia, e por tanto “trabalho e sacrifício”, é precisamente o que faz nascer uma espontaneidade distinta: profunda, secreta, permanente”.
O respeito mútuo
  • Respeitar é acompanhar a outra pessoa no crescimento pessoal, sem entrar no mundo de sua intimidade.
  • Temos nossa própria intimidade que afeta a nosso corpo e também a nossos sentimentos, pensamentos e convicções.
  • O marido e a mulher admiram o funcionamento do corpo e permitem que siga seu curso sem manipulações.
  • Homem e mulher íntegros podem ter encontros pessoais cada vez mais profundos, estes encontros permitem serem cada vez mais os dois uma só carne.
Ajuda a descobrir a ternura e a afetividade que encerra a sexualidade
  • O domínio das manifestações genitais sobre outras mostras de afeto leva frequentemente a esquecer da ternura e todos os demais sinais de atenção recíproca.
  • O período de abstinência pode ajudar ao casal a descobrir a ampla gama de manifestações também corpóreas através das quais se podem expressar o amor.
  • Para que exista a ternura é necessário envolver-se com o outro através do espírito, a mente, o coração, o sentimento, as palavras, o gesto, o mesmo dom do corpo.
Desenvolvimento da comunicação
  • A diferença da contracepção em que um ou outro dos membros do casal utiliza um método, aqui os dois se veem levados a falar de sua sexualidade, a expressar o amor de diferente maneira, a comunicar as razões mais profundas que os podem levar a retardar uma gravidez. A utilizar a linguagem do corpo para expressar-se.
Aumento da fertilidade e da estabilidade conjugal
  • Umas virtudes apoiam sinergicamente a outras, de tal maneira que favorece o crescimento pessoal.
  • Em última instância o que cresce é o AMOR conjugal. Cada um dos valores de que estamos falando dão suporte para o amor.
  • Quando o homem e a mulher se amam, se respeitam, expressam o amor em toda sua riqueza nos diferentes momentos do ciclo. Usam as próprias energias na pessoa amada, requer tempo e muitos pequenos detalhes cotidianos que entrelaçam a construção do verdadeiro amor porem de tudo isto emana paz e serenidade no lar.
  • Os Filhos, os parentes, a sociedade  percebem essa harmonia.
Respeito à vida
  • Compreender o milagre da vida é o início ao respeito à vida nascente.
  • Constata-se como muitos casais que tinham inúmeras razões para evitar uma gravidez, depois de alguns meses de aprendizagem abrem suas portas a um novo filho porque  redimensionaram sua vida, perderam o medo à vida porque agora sabem como ocorre, porque melhoraram em sua harmonia conjugal, enriqueceram sua afetividade.
  • Não poderíamos falar da regulação natural da fertilidade sem falar do respeito à vida e as fontes da vida.
Para saber mais: http://www.cenplafam.com/portal/

 Na fidelidade ao chamado do Papa Paulo VI aos “homens (e mulheres) da ciência (e) médicos (para) serem dóceis ao chamamento do Senhor e viverem como fiéis intérpretes de Seu plano. “

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Caridade

Esse vídeo (baseado em uma história real) mostra a disponibilidade, despreendimento e amor de uma jovem estudante que em um dia encontrou abandonada em um local de lixo um bebê, sentiu compaixão e decidiu criá-la como filha, sem ninguém saber que ela não era sua  filha biológica. Sofreu preconceitos por parte de todos, pois muitos achavam que ela era mãe solteira, mas mesmo assim nunca contou a verdadeira história.Vejam que a jovem alterou toda a sua vida em função da criança, colocou a menina para estudar no mesmo colégio...
A menina já maior demonstra todo o amor pela jovem mãe dedicada. A Caridade vai muito além de doações de dinheiro ou bens materiais, o valor da caridade está em se doar pelo outro, está na disponibilidade de servir e amar, mesmo que isso lhe custe sacrifícios pessoais.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Sacrifício, o real significado do Matrimônio

O motivo de muitos casamentos não "funcionarem", por assim dizer, reside na esperança que os esposos não poucas vezes depositam no lugar errado. Muitas pessoas têm se unido com a finalidade de satisfazer a si mesmas. Assim, quando surgem as primeiras dificuldades, os primeiros desarranjos, o casal entra em crise e quer se separar. Trata-se, sem dúvida, de um problema de fé. A pessoa crê firmemente que se casou para "ser feliz". Assim, se o seu cônjuge não passa de um obstáculo no caminho rumo a esta "felicidade egoísta", nada resta senão descartar de modo definitivo esta pessoa – como se descarta um objeto mesmo.
Neste conflito, sequer os filhos constituem um empecilho para que os pais se divorciem. Afinal, se o que importa é a felicidade deles, o importante são eles, nada mais. Não é que os pais que se divorciam não se preocupem com seus filhos. É que eles estão muito preocupados consigo mesmos para pensar em outra coisa que não seja... eles mesmos.
O verdadeiro amor é totalmente o contrário deste anseio desordenado de autossatisfação. Ensina São Josemaría Escrivá:
"Às vezes, fala-se do amor como se fosse um impulso para a satisfação própria, ou um simples recurso para completarmos em moldes egoístas a nossa personalidade. E não é assim: amor verdadeiro é sair de si mesmo, entregar-se. O amor traz consigo a alegria, mas é uma alegria com as raízes em forma de cruz. Enquanto estivermos na terra e não tivermos chegado à plenitude da vida futura, não pode haver amor verdadeiro sem a experiência do sacrifício, da dor. Uma dor que se saboreia, que é amável, que é fonte de íntima alegria, mas que é dor real, porque supõe vencer o egoísmo e tomar o amor como regra de todas e cada uma de nossas ações."
Uma das passagens divinamente inspiradas mais belas é aquela em que São Paulo compara o vínculo conjugal ao amor de Cristo pela Igreja. "As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o salvador" (Ef 5, 22-23), diz o Apóstolo. "Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela" (5, 25).
"Como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela". E como Cristo amou a Igreja? "Tendo amado os seus que estavam no mundo", diz São João, "amou-os até o fim" (Jo 13, 1): não só até o fim de sua vida, mas "até o cume de toda a possibilidade de amor (...), até à extrema exigência imposta pelo amor"02. No altar do Calvário, consuma-se o sacrifício de uma vida inteira doada por amor: a entrega de Jesus pelos Seus, pela Igreja. É, sem dúvida, um amor alegre, mas revela-se "em forma de cruz".
No altar do leito conjugal e da convivência diária, do mesmo modo, consuma-se outro sacrifício de amor: a entrega matrimonial. Esta também é uma bela oferta, que "traz consigo a alegria", mas, sem dúvida, não é fácil de ser feita. Assim como foi difícil para Jesus encarar o sofrimento da Cruz, nesta vida, os filhos de Deus que se unem em matrimônio também são chamados a entrar no Getsêmani. No horto das Oliveiras, há quase dois mil anos, Jesus "entrou em agonia (...) e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra" (Lc 22, 44). No vale de lágrimas que é o mundo, hoje, os casais são chamados a doar as suas vidas, renunciando a si mesmos em prol do outro e dos seus filhos.
O matrimônio não foi feito para que um indivíduo se faça feliz. Ele foi concebido para que o homem e a mulher, fazendo-se instrumentos do amor divino, daquele amor com que Cristo amou a Sua Igreja, façam-se felizes, um ao outro. O casamento cristão não foi instituído para o egoísmo, mas para a formação da família, pela qual os pais devem se gastar, dia após dia, como Jesus se gastou pelos Seus.
Que os casais não percam de mente estas palavras, que devem moldar a verdadeira paternidade: "Não pode haver amor verdadeiro sem a experiência do sacrifício".

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Um livro especial para os pequeninos


Uma boa leitura, assim como todos os hábitos, precisa ser cultivada, pois só traz riquezas para a vida!
Por isso, as crianças precisam ter este costume, tanto para a distração e a cultura, como para a formação e a aprendizagem.
A literatura é parte integrante da formação completa do ser humano. Nela, busca-se o equilíbrio entre o desenvolvimento da inteligência e a afetividade, entre a ação e a emoção, entre o útil e o agradável e, além do mais, os livros infantis remetem os pequeninos à instrução, ao sonho, às fantasias e às crenças também.
A Bíblia é um Livro que conta histórias de pessoas de fé, que confiam em Deus, têm esperança, amor e coragem, que fazem conquistas e lutam por seus ideais. Nela está a Palavra de Deus, Jesus Cristo! E ela pode chegar às mãos das crianças nas versões infantis, que contém uma linguagem apropriada e com ilustrações, permitindo uma maior interação e inserção na história. Lemos na Constituição Dogmática Dei Verbum, do Concílio Vaticano II, que 'Deus invisível fala aos seus filhos, conversa com os homens como amigos e convive com eles'[1], e é na Bíblia que encontramos as Suas Palavras e conhecemos a Sua ação e participação, através de Jesus, junto aos homens.
As crianças, ao serem introduzidas no hábito da leitura bíblica, tornam-se mais íntimas da Palavra de Deus e dos Seus ensinamentos. As barreiras que existem, ainda hoje, com relação à leitura da Bíblia, por muitas pessoas, são pertinentes devido ao fato de elas não terem sido apresentadas a este tesouro desde pequeninas, facilitando o entendimento da História da Salvação e conhecendo a presença de Deus no mundo na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo.
Quando contamos histórias da Bíblia às crianças, elas se conectam com o transcendente de modo lúdico e adentram no contexto da evangelização de modo imaginário. Assim podemos estar plantando a semente da fé! Assim, a fé pode nascer e crescer a partir da experiência vivida na infância, através da sensibilidade da voz e da pessoa que conta a história, transmitindo confiança e seriedade na expressão, na emoção e na entonação da fala e dos gestos.
Na Bíblia está escrito, no Evangelho de Marcos 10,14, que Jesus diz aos seus discípulos: "Vinde a mim os pequeninos e não os impeçais...", por isso, precisamos ler a Bíblia para as crianças, pois assim estamos levando-as até Jesus, o Verbo de Deus que se fez Homem para estar entre nós e acolher os pequeninos em todas as suas condições.
A Lectio Divina ou 'leitura orante da Bíblia' traz os ensinamentos de Jesus para a vida, provoca um despertar para o 'Bem Maior', incita o amor entre as pessoas, compromete o cristão na sua missão de discípulo, e pode ser feita em todas as idades.
O Papa Bento XVI fez a seguinte observação num discurso de 2005: “Eu gostaria, em especial, de recordar e recomendar a antiga tradição da Lectio Divina, a leitura assídua da Sagrada Escritura, acompanhada da oração que traz um diálogo íntimo em que, na leitura se escuta Deus que fala e, rezando, responde-lhe com confiança e abertura do coração”.
A Bíblia é um livro especial para os pequeninos também! Nela, encontrarão o Amigo Jesus que estará presente durante toda a vida deles, amando-os e conduzindo seus passos pelo único e melhor Caminho.
Pais e catequistas, não deixem o tempo passar sem dedicar-se à leitura da Bíblia às suas crianças. Essas histórias ficarão gravadas para o resto da vida no coração delas!
*Rachel Lemos Abdalla é Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor e Coordenadora da Catequese de Famílias da Paróquia Nossa Senhora das Dores em Campinas, São Paulo - Brasil.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

336 milhões de abortos



MADRI, 21 Mar. 13 / 01:49 pm .- Os médicos, em cumprimento das políticas do filho único, realizaram um total de 530 milhões de abortos e esterilizações desde que começaram as políticas de planejamento familiar e do filho único em 1971, segundo os dados do Ministério de Sanidade da China citados pelo jornal Financial Times.
Desde 1971, com a entrada em vigor da política do filho único, praticaram-se 336 milhões de abortos e 196 milhões de esterilizações. Neste último caso, tanto em mulheres como em homens. Além disso, distribuíram-se um total de 403 milhões de aparelhos intrauterinos para impedir a fecundação.
O Governo calculou em ocasiões anteriores que se não tivesse começado a aplicar as políticas de controle de natalidade, o país teria 400 milhões de pessoas a mais que os atuais 1.300 milhões.
Financial Times indicou que, nos Estados Unidos, desde 1973 –quando o Tribunal Supremo legalizou o aborto– se praticaram 50 milhões de abortos, em uma população que hoje em dia supera os 315 milhões de pessoas.
Os dados mostram que as práticas na China para impedir as gravidezes se mantiveram durante a década de 1990 ante os pedidos de acabar com a política do filho único. Cada ano, praticam-se 7 milhões de abortos, esteriliza-se a dois milhões de homens e mulheres e se inserem 7 milhões de aparelhos intrauterinos.
Ante uma população que está envelhecendo rapidamente, diversos peritos advertiram que com a política do filho único, China não terá uma força trabalhista que possa substituir os trabalhadores de hoje.
Além disso, as restrições provocaram que existam mais meninos que meninas, já que as famílias preferem ter um descendente homem, o que provocou que atualmente haja 34 milhões a mais de homens que de mulheres.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Santa Maria e São José: modelo para os casais de hoje


Vamos direto ao ponto: pode-se afirmar que santa Maria, a mãe de Jesus, teve relações sexuais com são José, seu esposo? A resposta é negativa. Com efeito, a Igreja sempre ensinou que Maria permaneceu virgem antes, durante e depois do parto de seu único filho, Jesus de Nazaré. Jamais houve comércio sexual entre os cônjuges da sagrada família! Sem embargo, conforme explicou Ratzinger, “(...) a doutrina do ser divino de Jesus não sofreria nenhuma restrição, se Jesus fosse o fruto de um casamento humano convencional, porque a filiação divina, que é objeto da fé cristã, não é um fato biológico e sim ontológico (...).” (“Introdução ao Cristianismo”, p. 204).
Em que consistia a intimidade conjugal de Maria e José? É e não é difícil dizê-lo. Comecemos pelo “não é”. Certamente, como em muitos matrimônios, Maria e José nutriam entre si um amor esponsal imenso, expresso assim na caridade como em permutas afetivas honestas, para empregar as palavras dos especialistas em teologia moral. Por outro lado, é difícil delinear o pano de fundo dessas santíssimas interações entre a mãe e o pai adotivo de Jesus, porquanto não dispomos de elementos, quer escriturísticos quer oriundos da sagrada tradição.
Numa sociedade que supervaloriza o sexo, soa um tanto quanto incongruente  propor os sagrados cônjuges como modelo de casal. Afinal de contas, há quem diga,   inclusive em “curso de noivos”, que o sexo é 70% responsável pelo sucesso do casamento. No entanto, com arrimo na fé, a sagrada família é um paradigma lucipotente e insuperável dos comportamentos maduros e amorosos a serem concretizados entre esposos e filhos. Conclui-se, portanto, que o mais importante no casamento é o amor, e não o sexo. A fé dos cônjuges, também, é relevante. Bento XVI, aproveitando o Ano da Fé (2012 a 2013), sublinhou a relevância decisiva da virtude teologal da fé por parte dos casados: “(...) Cerrar-se a Deus ou rechaçar a dimensão sagrada da união conjugal e do seu valor na ordem da graça tornam árdua a vivência concreta do altíssimo modelo de matrimônio concebido pela Igreja, segundo o plano de Deus (...)” (Discurso aos auditores da Rota Romana, 26/1/2013).
Verificamos, então, que é na sagrada família, uma célula social do passado distante, prenhe de amor e de fé, que os casais católicos têm de buscar inspiração para a vivência concreta do seu respectivo conúbio, embora, conforme escrevemos acima, haja parcos dados a propósito do convívio histórico entre Maria e José. Neste momento, socorre-nos a meta-história, vez que Maria santíssima, qual arquétipo perfeito de mãe e de esposa, do céu assiste qualquer casal que a ela recorre, que lhe pede para rogar a Jesus, o único dador das graças, por luzes e forças para a vida a dois.        
Não resta dúvida de que o rosário ou terço, uma oração cristológica caríssima a nossa Senhora, é um meio exímio de os casais contemporâneos implementarem no seu casamento específico a essência do que constituiu o matrimônio terrestre entre Maria e José.
Edson Luiz Sampel é Teólogo e doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano. Membro da Academia Marial de Aparecida (AMA) e da União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp).
Fonte: zenit.org

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Participação da Família na Liturgia


Mas Jesus disse-lhes: Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham. ( Mat. 19:14) 
É comum ouvir dizer que é muito difícil participar da missa com crianças pequenas. Segurando um bebê chorando no vestíbulo não é comumente visto como uma inspiração para devoção durante a consagração. Uma criança de dois anos caindo do genuflexório, enquanto se esforça para ver Nosso Senhor elevado na Eucaristia parece chamar a atenção de um pai e afastá-lo de suas próprias orações. Uma criança de sete anos, que deve ser frequentemente lembrada para prestar atenção e não se distrair durante a Missa, faz com que o pai se distraía. 
Como os pais com filhos mais novos participam adequadamente na Missa? Eles podem participar em tudo quando constantemente são chamados à cuidar das necessidades dos seus pequeninos? Alguns pais estão tão machucados por essas demandas que são tentados a pensar que seja impossível. Talvez eles digam para si mesmos com um leve tom de auto-piedade - "Algum dia eu vou participar na missa". 
Mas o que é a participação na Missa? Certamente o sacerdote oferecendo in Persona Christi o sacrifício da Missa participa mais diretamente. Mas ele faz isso não só para a glória de Deus, mas para "servir todos os membros da Igreja." Os coroinhas e membros do coro também participam na medida em que auxiliam o culto para o corpo da Igreja. Eles muitas vezes sacrificam suas orações pessoais para que possam desempenhar as funções que lhe são exigidas. Estes serviços são a sua participação e podem ser unidos ao sacrifício de Cristo. Os pais por sua vez auxiliando seus filhos, que fazem parte do Corpo de Cristo, para que participem de forma plena e consciente quanto possível no sacrifício da Missa estão particpando dando assistência à seus filhos. Nas palavras de nosso Senhor, "aquilo que você faz à um desses meus irmãos, você está fazendo à Mim." 

À primeira vista, segurando um bebê chorando parece não ter nada a ver com a consagração de Nosso Senhor. Mas quando um pai sacrifíca sua devoção pessoal e a se inclina para frente e sussurra no ouvido do bebê para conter o choro há uma semelhança com a ação do altar. Quando a criança que cai durante a elevação da Eucaristia sente as mãos amorosa erguendo-o de forma mais rápida e atenta do que quando ela cai em casa, a ação reflete a santidade do momento. Quando a distração constante de uma criança mais velha é firme e consistente guiada com a mesma pose e esforço dos coroinhas se movimentando no altar, então o papel dos pais na assistência dos seus filhos durante a missa é a sua oferta de louvor ao Senhor. E quando algum dia, uma mãe se encontrar ajoelhada ao lado de seu filho, dois corações ao invéz de um, treinando para unir as suas intenções com as de nosso Senhor, os frutos do serviço desses pais mostrarão-se nas orações de seus filhos. Que coisa gloriosa para um pai ver seu auxílio não como distrações mas como a participação direta na Missa, ajudando a revelar a missa para os menores membros do Corpo de Cristo.

Por Kellene Goff 

Fonte: www.salvemaliturgia.com

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Último Capítulo


Certa vez um amigo já falecido, psicólogo, me disse que “as novelas fazem uma pregação sistemática de anti-valores”. Embora isso já faça bastante tempo, eu nunca esqueci esta frase. Meu amigo Franz Victor me disse uma grande verdade.
Enquanto a evangelização procura incutir nas pessoas uma vida de acordo com os valores do Evangelho, a maioria das novelas estraga o povo, incutindo nas pessoas anti-valores cristãos.
As novelas, em sua maioria, exploram as paixões humanas, muito bem espelhadas nos chamados pecados capitais: soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça; e faz delas objeto dos seus enredos, estimulando o erro e o pecado, mas de maneira requintada.
Na maioria delas vemos a exacerbação do sexo; explora-se descaradamente este ponto, desvirtuando o seu sentido e o seu uso. Em muitas cenas podem ser vistos casais não casados vivendo a vida sexual, muitas vezes de maneira explícita, acintosa e provocante; e isto em horário em que as crianças e os jovens estão na sala. Aquilo que um casal casado tem direito de viver na sua intimidade, é colocado a público de maneira despudorada, ferindo os bons costumes e os mandamentos de Deus.
Mas tudo isso é apresentado de uma maneira “inteligente”, com uma requintada técnica de imagens, som, música, e um forte aparato de belas mulheres e rapazes que prendem a atenção do telespectador e os transforma em verdadeiros viciados. Em muitas famílias já não se faz nada na hora da novela, nem mesmo se dá atenção aos que chegam, aos filhos ou aos pais.
Assim, os valores cristãos vão sendo derrubados um a um: a humildade, o desprendimento, a pureza, a continência, a mansidão, a bondade, o perdão, etc. vão sendo jogados por terra, mas de maneira homeopática; aos poucos, lentamente, para não chocar, os valores morais vão sendo suprimidos. Faz-se apologia do sexo a qualquer instante e sem compromisso familiar ou conjugal; aprova-se e estimula-se o homossexualismo como se fosse algo natural e legítimo, quando o Catecismo da Igreja chama a prática homossexual de “depravação grave” (§2357).
O roteiro e enredo dos dramas das novelas são cuidadosamente escolhidos de modo a enfocar os assuntos mais ligados às pessoas e às famílias, mas infelizmente a solução dos problemas é apresentada de maneira nada cristã. O adultério é muitas vezes incentivado de maneira sofisticada e disfarçada, buscando-se quase sempre “justificar” um triângulo amoroso ou uma traição. O telespectador é quase sempre envolvido por uma trama onde um terceiro surge na vida de um homem ou de uma mulher casados que já estão em conflito com seus cônjuges. A cena é formada de modo a que o telespectador seja levado a até desejar que o adultério se consume por causa da “maldade” do cônjuge traído.
E assim, a novela vai envolvendo e “fazendo a cabeça” até mesmo dos cristãos. A consequência disso é que as elas passaram a ser a grande formadora dos valores e da mentalidade da maioria das pessoas, de modo que os comportamentos que antes eram considerados absurdos, agora já não o são, porque as novelas tornaram o pecado palatável. O erro vai se transformando em algo comum e perdendo a sua conotação de pecado.
Por outro lado percebe-se que a novela tira o povo da realidade de sua vida difícil fazendo-o sonhar diante da telinha. Nela ele é levado a realizar o sonho que na vida real jamais terá condições de realizar: grandes viagens aéreas para lugares paradisíacos, casas super-luxuosas com todo requinte de comidas, bebidas, carros, jóias, vestidos, luxo de toda sorte; fazendas belíssimas onde mulheres e rapazes belíssimos se disputam entre si.
E esses modelos de vida recheados de falsos valores são incutidos na cabeça das pessoas. A consequência trágica disso é que a imoralidade campeia na sociedade; a família é destruída pelos divórcios, traições e adultérios; muitos filhos abandonados pelos pais carregando uma carência pode desembocar na tristeza, depressão, bebida e até coisas piores. A banalização do sexo vai produzindo uma geração de mães e pais solteiros que mal assumem os filhos… é a destruição da família.
Por tudo isso, o melhor que se pode fazer é proibir os filhos de acompanharem essas novelas; mas os pais precisam ser inteligentes e saber substituí-las por outras atividades atraentes. Não basta suprimir a novela; é preciso colocar algo melhor em seu lugar. Esta é uma missão urgente dos pais.
Professor Felipe Aquino
Este artigo deve levar-nos a refletir sobre esta cultura brasileira das novelas, hoje, dia em que vai ao ar o último capítulo da novela das 21h, o Brasil inteiro vai parar por conta dela, parece final de Copa do Mundo...

Colocamos aqui um comentário de nosso fundador:
"Eu fico meio apavorado com a questão das novelas, pois elas acabam entrando nas vidas das pessoas e fazem parte do cotidiano, ditando as regras. Eu gostaria de saber se algum dia ja foi ao ar uma novela onde famílias vivessem em comunhão se respeitando, onde filhos obedecem e respeitam seus pais, onde os casais são verdadeiramente fieis, onde a questão da dignidade humana é tratada como deveria ser... coisas deste tipos "pessoas normais"... "famílias normais"... mas infelizmente nunca foi ao ar novela assim, porque isso não dá audiência... o que dá audiencia é maldade, odio, vingança, adultério, imoralidades... coisas que lemos em Galatas 5... frutos da carne onde a biblia diz que quem pratica não herdará o Reino dos Céus. O que me apavora é que muitos "Católicos"... são os que mais assistem as novelas, deixam de ir a Santa Missa, grupo de oração, uma adoração ao Santíssimo coisas que nos dão a vida eterna... tudo deixam para segundo lugar porque tem que ver a novela... ainda se defendem dizem: "temos que ver para poder denunciar o erro"! e eu pensava que para denunciar o erro bastava saber o que diz o Catecismo da Igreja catolica e a Biblia... Paciência ..." Alex Caetano

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Anticoncepção e Aborto


O aumento de abortos  aponta para o fato de muitas mulheres  estarem engravidando no momento em que pensavam estar "protegidas".
Quarenta e nove por cento (49%!!) das 6,3 milhões de gestações anuais, nos Estados Unidos, não são programadas. E metade delas é interrompida pelo aborto. Cinquenta e quatro por cento das que abortaram estavam usando algum método anticonceptivo durante o mês em que engravidaram.
Há ampla envidência de que os anticoncepcionais hormonais podem permitir a concepção de uma criança, para logo depois ser abortada. Em 1988, a Food and Drug Administration (Administração de Alimentos e Remédios) retirou de circulação as pílulas com altas doses de hormônio estogênico, por causa dos problemas de saúde relacionados a elas. Usando doses baixas de estrogênio, a mulher ainda pode ocasionalmente liberar um ovo, um fato conhecido como "ovulação inesperada" e o ovo pode até ficar fertilizado. Contudo, não conseguirá implantar-se no útero, e será expelido.

Apesar  de o Planejamento Familiar Natural e o controle de natalidade poderem ambos ser usados para evitar uma gravidez, eles são radicalmente diferentes.

Os Anticoncepcionais com base em hormônios e aborto podem afetar desfavoravelmente a saúde da mulher e sua capacidade de ter filhos. No fim de tudo, a finalidade dos contraceptivos é incapacitar um sistema reprodutivo saudável para que não faça aquilo que, por natureza, foi projetado a fazer.
A Pílula também retarda a capacidade reprodutiva da mulher, fazendo com que o muco cervical se torne espesso. Pesquisas mostram que um prolongado uso da pílula pode atrofiar os folículos protudores de muco fértil, impedindo-os de produzir muco fértil, mesmo depois de abandonar a pílula. Pode reiniciar a ovuluação, mas o seu muco espesso impede o esperma de chegar até o óvulo.
A dificuldade é maior  entre as mulheres que usam a pílula por dez anos ou mais, sem dar à luz uma criança. O fatode gerar filhos rejuvenesce a cérvice e conserva ativo os folículos que produzem o muco cervical.

Fonte:
- 2005 Physicians´Desk Reference, Montvale, NJ.: Thomson Physician Desk Reference, 2005, p.3.338.
- Livro Planejamento Familiar Natural. Fletcher Doyle. Editora Myrian.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Livro: Planejamento Familiar Natural

Se pedirmos a um católico que nos faça uma lista de dez dicas para se contruir um casamento melhor, é bem possível que o Planejamento Familiar Natural (PFN) não apareça nela. A  maioria, se de alguma forma pensa no PFN, irá limitar-se a estas palavras desagradáveis: "Esta noite, não, querido!" Mais do que um meio para regular os nascimentos, o PFN é, em primeiro lugar, um meio para promover a comunicação, a afeição, o respeito e um sentido de liberdade jovial dentro do relacionamento sexual no casamento.

Como deixaram bem claro os dezenove casais neste livro, o PFN não só os ajudou a planejar suas famílias, como também a aperfeiçoar seus casamentos. Muitos falam numa graça regeneradora em suas vidas quando decidiram trocar os anticoncepcionais pelo PFN. Todos concordam que os benefícios sobrepujam os desafios ocasionais, e nenhum demonstra saudade dos dias em que usava meios artificiais para regular os nascimentos.

Se se deseja fortalecer o casamento, esqueçam-se os artigos das revistas e livros de autoajuda. Procure-se estudar o PFN e se verá que, em se tratando de sexo e casamento, a Igreja encontrou o melhor caminho.

Livro: Planejamento Familiar Natural - Abençoou Nosso Casamento. De Fletcher Doyler. Editora Myrian.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Anencefalia x Fé

O Conselho Federal de Medicina normatiza diagnóstico de anencefalia:

Regras são publicadas após decisão do STF que autoriza antecipação terapêutica do parto quando há anencefalia. Agora estão usando essa nomenclatura para nada mais nada menos amenizar uma só palavra, que quer dizer ABORTO, agora muitos médicos estão usando esse termo gentil: antecipação terapêutica do parto, para não dizer aborto!!! Fiquem atentos que é tudo a mesma coisa, mesmo que digam que não é. Vão tirar a vida da criança intrautero então não é aborto!? Interrupção da vida, interrupção da gravidez, assassinato....escolham o nome que preferir, na verdade vários nomes para um único fim.
Essas regras são as norteadoras para o diagnóstico de anencefalia - que permitirão à gestante optar entre a manutenção da gestação ou o aborto - foram publicadas no Diário Oficial da União de 14 de maio. As diretrizes (Resolução CFM 1.989/12) tratam da conduta ética do médico ante o diagnóstico de anencefalia, do exame adequado para o diagnóstico seguro, das informações que deverão constar no prontuário da paciente e do apoio necessário à gestante, independente de sua decisão de manutenção ou não da gravidez. O Conselho Federal de Medicina reforçou, no texto da resolução, que ante o diagnóstico de anencefalia a gestante tem o direito de, livremente, decidir manter a gravidez ou interrompê-la imediatamente, independente do tempo de gestação.
A proposta segue para a CAS e, posteriormente, para decisão terminativa da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) - também será analisada pela Câmara.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país do mundo em casos de bebês anencéfalos, com cerca de um caso para cada 700 nascimentos. Em primeiro lugar está o País de Gales, no Reino Unido, onde são registrados de 5 a 7 casos a cada mil nascimentos. Não existe cura, ou tratamento para bebês com anencefalia e a maioria não sobrevive ao nascimento. Porém, existem casos de bebês que sobreviveram até 2 anos de idade.
A sociedade sabe bem que a gestação de um bebê com anencefalia é um drama para família e, principalmente, para a mãe. Porém, retirar de cena aquilo que atrapalha, que causa dor e sofrimento, que é considerado doente e fraco, de uma vida indefesa e pobrezinha pela sua grave enfermidade, considerada um estorvo é crueldade e covardia de mais!! A pequena vida não é capaz de decidir, a vida é dom de Deus, não importa como ela venha!! É puro dom!! Não é algo humano, mas Divino. E não se pode matar as criaturas de Deus, os fins não justificam os meios. Mesmo que essa fase cause dor e sofrimento aos pais. Onde está a sacralidade da vida? A vida nasce do amor conjugal, do Sacramento do Matrimônio, outro dom de Deus. Mas o que ocorre é a falta de respeito contra essa Sacramento, a falta de entendimento do sentido dessa relação, a manipulação da vida como se bem entende e quando deseja e não mais como Deus quer. Isso é falta de amor para com Deus e respeito aos seus planos divinos e insondáveis.

Deveria ser assim....Mas...

O momento que a Medicina passa é crucial, essa vai ser uma porta de entrada para a autorização do aborto de outras más formações, não tenham dúvida, é uma questão de tempo. Por isso, temos que nos preparar e orar. Os médicos obstetras cristãos não podem compactuar com isso e nós devemos orar por eles para que tenham forças para enfrentar os pacientes que irão procurá-los para o tal  "aborto terapêutico". É claro que agora eles tem todo o respaldo legal e ético do Conselho de Medicina para fazê-lo, porém isso não é justificável perante nossa fé cristã e totalmente condenável perante a Igreja. Cabe ao médico obstetra cristão orientar a paciente de forma que ela entenda que esse não é o melhor caminho, nem físico, nem psicológico, tentar orientar na Verdade da Fé. Mas o médico tem que estar preparado, pois isso lhe vai custar muito sofrimento e desabores, mas "tome a tua cruz e siga-me".

Fonte: Adaptação de texto de : Jornal do Conselho de Medicina Ano XXVII.N°208.Maio/2012 e Revista Brasil Cristão  Ano 15.N°179.Junho de 2012

Favor citar a fonte para a reprodução: http://www.comunidadealiancaeterna.blogspot.com/

terça-feira, 12 de junho de 2012

A felicidade dos namorados está na grandeza da alma


Já vai muito longe o tempo em que os pais arranjavam os casamentos para os seus filhos. Se você quer encontrar alguém terá que procurá-lo. Normalmente, é no próprio ciclo de amizades e ambiente de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda, de certa forma, a pessoa; logo, você deverá procurar alguém naquele ambiente que há os valores que você preza. Se você é cristão, então, procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, entre outros, a pessoa que você pro cura.
O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo. Sinta primeiro, por intermédio de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à sua frente. Talvez já nesse primeiro relacionamento amigo você saberá que não é com essa pessoa que você deverá namorar. É o primeiro filtro, cuja grande vantagem é não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos.
Nem sempre será fácil para você começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura do país, logo as famílias são também envolvidas, e isso faz o namoro se tornar mais compromissado. Se você não explorar bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o seu namoro venha a terminar rapidamente porque você logo se decepcionou com o outro. Isso poderia ter sido evitado se, antes, vocês tivessem sido bons amigos. Não são poucas as vezes em que o término de um namoro envolve também os pais dos casais, e isso nem sempre é fácil de ser harmonizado.
O namoro é o encontro de duas pessoas, naquilo que elas são e não naquilo que elas possuem. Se você quiser conquistar um rapaz só por causa da sua beleza ou do seu dinheiro, pode ser que amanhã você não se satisfaça mais só com isso. Às vezes uma pessoa simpática, bem humorada, feliz supera muitos que oferecem mais beleza e perfeição física qu ela.
Infelizmente, a nossa sociedade troca a “cultura da alma” pela “cultura do corpo”. A prova disso é que nunca as cidades estiveram tão repletas de academias de ginástica, salões de beleza, cosméticos, cirurgias plásticas, etc., como hoje. Investe-se ao máximo naquilo que é a dimensão mais inferior do ser humano – embora importante – o corpo. É claro que todas as moças querem namorar um rapaz bonito, e também o mesmo vale para os jovens, mas nunca se esqueça de que o mais importante é “invisível aos olhos”.

O que é visível desaparece um dia, inexoravelmente ficará velho com o passar do tempo. Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia que se mostra sempre atrás de um sorriso fácil e gratuito, o seu bom coração, a sua tolerância com os erros dos outros, as suas boas atitudes, etc., isso tudo não passará, isso o tempo não poderá destruir. É o que vale.
Se você comprar uma pedra preciosa só por causa do seu brilho, talvez você compre uma “jóia” falsa. É preciso que você conheça a sua constituição e o seu peso. O povo diz muito bem que “nem tudo que reluz é ouro”. Se você se frustra no plano físico, poderá ainda se realizar nos planos superiores da vida: o sensível, o racional e o espiritual. Mas, se você se frustrar nos níveis superiores, não haverá compensação no nível físico, porque ele é o inferior, o mais baixo.
A sua felicidade não está na cor da pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma. Você já reparou quantos belos e belas artistas terminam de maneira trágica a vida? Nem a fama mundial, nem o dinheiro em abundância, nem os “amores” mil, foram suficientes para fazê-los felizes. Faltou cultivar o que é essencial; aquilo que é invisível aos olhos. Tenho visto muitas garotas frustradas porque não têm aquele corpinho de manequim, ou aquele cabelo das moças que fazem as propagandas dos “Shampoos” ; mas isto não é o mais importante, porque acaba.
A vida é curta – mesmo que você jovem não perceba – e, por isso, não podemos gastá-la com aquilo que acaba com o tempo. Os homens de todos os tempos sempre quiseram construir obras que vencessem os séculos. Ainda hoje você pode ver as pirâmides de 4000 anos do Egito, o Coliseu romano de 2000 anos, e tantas obras fantásticas. Mas a obra mais linda e mais duradoura é aquela que se constrói na alma, porque esta é imortal. Portanto, ao escolher o namorado (a), não se prenda nas aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.
 
Prof. Felipe Aquino
 
Dia 12 de junho comemora-se o Dia dos Namorados

sábado, 7 de janeiro de 2012

O amor vive de gratuidade


"... cada amor humano é sinal do Amor eterno que nos criou, e cuja graça santifica a escolha de um homem e de uma mulher em dar-se reciprocamente a vida no matrimônio. Vivais esse tempo do namoro na expectativa confiante de tal dom, que é acolhido percorrendo uma estrada de consciência, de respeito, de atenções que não deveis nunca ferir: somente nessa condição a linguagem do amor permanecerá significativa também ao passar dos anos. Educai-vos, pois, desde agora à liberdade da fidelidade, que leva a se proteger reciprocamente, até viver um pelo outro. Preparai-vos para escolher com convicção o "para sempre" que conota o amor: a indissolubilidade, antes que condição, é dom a ser desejado, pedido e vivido, para além de todas as mutáveis situações humanas. E não pensais, segundo uma mentalidade difusa, que a convivência seja garantia para o futuro. Queimar as etapas leva a "queimar" o amor, que, ao contrário, tem necessidade de respeitar os tempos e a gradualidade nas expressões; tem necessidade de dar espaço a Cristo, que é capaz de tornar um amor humano fiel, feliz e indissolúvel. A fidelidade e a continuidade do vosso querer-vos bem vos tornarão capazes também de ser abertos à vida, de serem pais: a estabilidade da vossa união no Sacramento do Matrimônio permitirá aos filhos que Deus desejar vos dar crescer confiantes na bondade da vida. Fidelidade, indissolubilidade e transmissão da vida são os pilares de cada família, verdadeiro bem comum, patrimônio precioso para toda a sociedade. Desde agora, fundai sobre tudo isso o vosso caminho rumo ao matrimônio e testemunhai-o também aos vossos coetâneos: é um serviço precioso! Sejais gratos a quantos, com compromisso, competência e disponibilidade vos acompanham na formação: são sinal da atenção e do cuidado que a comunidade cristã vos reserva. Não sejais sós: busqueis e acolheis por primeiro a companhia da Igreja."

(Papa Bento XVI)


quinta-feira, 3 de março de 2011

O Noivado e a Igreja

O noivado é um belo tempo que antecede o casamento; é quando o casal já decidiu que vai se casar, e estão na preparação imediata para o matrimônio. É o tempo em que tudo deve ser dialogado, tudo deve ser revelado, o mistério insondável que é cada um deve ser revelado ao outro, para que este não se case com um “desconhecido”. Infelizmente muitos casais se casam sem se conhecer; alguns colocam máscaras durante o namoro e noivado, e depois se estranham quando casados, achando que o outro mudou muito. Não mudou, é o mesmo, mas apenas não era conhecido pelo cônjuge.

Só se deve ficar noivo quando se decidiu que vão se casar; não há mais dúvida; se amam de verdade, se conhecem, sabem os defeitos e as qualidades recíprocas e estão dispostos a viverem juntos para sempre, unidos no amor de Deus, prontos para “fazer o outro crescer a cada dia”, amando-o, perdoando-o, compreendendo-o; e dispostos a “acolher os filhos que Deus lhes enviar”, educando-os na fé do Cristo e da Igreja. O casamento é para sempre; até que a morte os separe; precisam estar convictos do juramento que vão em breve fazer no Altar de Deus: “Eu te recebo como meu marido (mulher) e te prometo ser-lhe fiel na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te e respeitando-te TODOS OS DIAS de minha vida. Estão preparados?

Não se pode casar “no escuro”; e não se pode enganar-se, fingindo que não vê os problemas que estão pela frente. Se o casal não tem convicção de que estão preparados e maduros para o casamento, então, talvez seja melhor adiar o noivado. E devem saber os jovens cristãos, que o noivado não é ainda uma autorização para a vida sexual; não. Ela só deve começar depois do casamento, pois eles ainda não pertencem mutuamente. São Paulo disse: “O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido. A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa” (1Cor 7, 3-4). O Apóstolo não fala em namorados e noivos, mas marido e mulher. E o Catecismo da Igreja ensina: “2350 – Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus. Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na caridade”. Assim, vivam o noivado como Deus quer e a Igreja ensina, serão felizes.

Prof. Felipe Aquino

domingo, 16 de janeiro de 2011

O Método Natural Billings

A Igreja recomenda aos casais usarem, quando necessário, o método de controle da natalidade natural, desenvolvido pelo casal Billings. Os métodos naturais são os únicos que indiscutivelmente não prejudicam a saúde da mulher, além do que proporcionam ao casal uma cooperação que os métodos artificiais dispensam, geralmente com prejuízo para a mulher que recorre a meios artificiais.

Como a Igreja vê a questão do controle da natalidade? O Catecismo da Igreja ensina que:

§2368 – “Por razões justas (GS 50), os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral.”
§370 – “A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e nos recursos aos períodos infecundos (HV 16) estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam os corpos dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em compensação, é intrinsecamente má “toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação.” (Humanae Vitae, 14)
§2369 – “Salvaguardando esses dois aspectos essenciais, unitivo e procriativo, o ato sexual conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade” (HV 12).
§2399 – “A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização direta ou a contracepção)”.

O CENPLAFAM – CENTRO DE PLANEJAMENTO FAMILIAR, tel (11)3889-8800 begin_of_the_skype_highlighting (11)3889-8800 end_of_the_skype_highlighting / 3889-8801, em São Paulo, (R. Bernardino de Campos, 110/conj. 12 cep: 04004-040 – Fax: (011)3870 0245) dá orientações e treinamento de como os casais podem usar o método Billings. O email do CENPLAFAM: cenplafam.brasil@cenplafam.com.br – Site:cenplafam.com.br/” “>www.cenplafam.com.br

Quando se aprende a usar o método direito, ele funciona, em qualquer caso, mesmo logo após a gravidez ou para mulheres que têm o ciclo menstrual desregulado, pois ele não depende da periodicidade do ciclo da mulher. É um método garantido até pela Organização Mundial da Saúde.

A mulher aprende com este método a se conhecer e a saber os dias em que está fértil ou não. Assim, pode conceber ou evitar ter filho. Nos dias de fertilidade ela percebe o “muco uterino”, algo semelhante a uma clara de ovo, que umedece a vagina. Sem este muco o espermatozóide não consegue chegar vivo até o óvulo e fecundá-lo, porque a vagina é um canal de grande acidez que mata o esperma; o muco o deixa alcalino. Então, a mulher precisa aprender a se observar, para saber se está “seca” ou “úmida”; é como a terra, se está “úmida” a semente nasce.

Professor Felipe Aquino. http://www.cleofas.com.br/

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A educação virtuosa das crianças

«Há meninos e meninas que têm um carácter tão bom que à primeira vista fazem-se amar. Modéstia, gentileza, benevolência e ao mesmo tempo grande circunspecção que tão lindamente se entrelaçam no seu coração e que se manifestam no exterior na doce expressão do seu olhar. Basta que se apresentem para serem logo preferidos. E porque?

Porque aquele conjunto de belas qualidades que lhes adornam a alma, agrada...e eles percebem que aquela pessoa lhes convém e que podem confiar nela.
O que é que faz a índole da criança? A educação que recebe desde pequena; é então que se modela o carácter ou o que chamamos, o natural de cada um.
Entendamos bem: o natural não é virtude. O natural age expontaneamente, sem esforço, e até sem reflexão. Ao passo que a virtude custa trabalho e geralmente é necessária a reflexão. Quem possui um natural bom, mesmo sem perceber faz o bem.

Quem possui uma boa índole, está sempre tranquilo, porque possui a virtude da constância. Aquele que possui uma boa índole gozará da simpatia de todos e se fará amar por toda a gente. Ditosos os pais que se esforçam por formar nos seus filhos uma boa índole.

Mas quando é que se forma esta índole?
Em grande parte na primeira idade, antes que a criança chegue ao uso da razão...
Ficamos admirados com estas crianças quando as encontramos. Crianças tão educadas, de carácter amável, que se destacam entre cem. Pequenas como são, sabem ser generosas, benévolas, educadas...Que diferença, se as comparamos com outras tantas, que são teimosas, caprichosas e rudes mesmo sendo pequenas. Por que acontece isso? Porque não receberam boa educação em família...

Como se forma então um bom natural? É preciso rodear o ambiente da criança de paz, de correcção, de mútua benevolência entre os membros da família; numa palavra, de bons exemplos.
Quando numa família pai e mãe se amam cordialmente, quando entre os irmãos e irmãs reina a mais perfeita harmonia, quando se respeitam os velhos, quando não se fala mal de ninguém, quando com sincera caridade são socorridos os pobres, quando não se age com hipocrisia e principalmente quando na família reina o espírito religioso, ah! então a criança encontra terreno propício para, sem dificuldade, adquirir um bom carácter.

(Pe. Humberto Gaspardo, "Maternidade Cristã")
Fonte: Blog Dignidade da Mulher Católica