Mostrando postagens com marcador Os Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Os Santos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Festa Litúrgica de Francisco e Jacinta Marto


No dia 20 de Fevereiro, celebra-se a Festa Litúrgica dos Pastorinhos de Fátima. Para assinalar esta data o Santuário de Fátima preparou um programa próprio.
As celebrações começam no dia 19 com a oração de Vésperas dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, na Capela do Santíssimo Sacramento, pelas 17:30. Neste mesmo dia, às 21:30, na Capelinha das Aparições, haverá a Vigília dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.
O dia 20 tem início às 10:00 na Capelinha das Aparições com a recitação do terço, seguido de procissão para a Basílica da Santíssima Trindade, onde será celebrada a Eucaristia, presidida por D. António Marto, bispo da Diocese de Leiria-Fátima, pelas 11:00.
A tarde será dedicada às crianças, tendo início às 14:00 com o acolhimento. Pelas 14:30, terão um momento de reflexão sob o tema “Encontro com os Pastorinhos” e terminará com a recitação do terço, pelas 15:00.
Neste mesmo dia, o Santuário de Fátima promove a realização de um concerto evocativo dos três videntes de Fátima, sob o tema “Sem amor nenhuns olhos são videntes”. Terá lugar na Sé Patriarcal de Lisboa, pelas 21:00. O ponto alto do concerto é a estreia Nacional da peça musical “Drei Hirtenkinder aus Fatima – Os Três Pastorinhos de Fátima”, da autoria de Arvo Pärt.
Para podermos compreender melhor e dar a conhecer esta Festa Litúrgica e a sua importância para nós, homens e mulheres de hoje, estivemos à conversa com a irmã Ângela Coelho, vice-postuladora da causa de Canonização de Francisco e Jacinta Marto.
Agradecemos à Irmã Ângela a disponibilidade com que nos acolheu e por nos ter ajudado a perceber melhor a mensagem envolvente destas aparições, que não é apenas um pedido para rezar mais, mas um pedido para “dispor-se a oferecer a sua vida pelos que se afastaram do amor de Deus. No fundo, é aceitar participar da missão redentora de Jesus, de congregar tudo e todos na casa de Deus”, nas palavras da Ir. Ângela.
Entrevista por Sandra Dantas, Centro de Comunicação do Santuário de Fátima.
Porquê o dia 20 de fevereiro para celebrar a Festa Litúrgica dos Pastorinhos?
Irmã Ângela Coelho - A escolha do dia 20 de fevereiro para a celebração litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta prende-se com o facto de nesse dia se recordar a morte da Jacinta, a última dos dois irmãos a falecer. As festas litúrgicas dos santos recaem muito frequentemente no dia da sua morte que, na comunidade eclesial, é tido como o dies natalis, o dia do nascimento para a vida eterna. No caso do Francisco e da Jacinta, optou-se por evocar a sua memória na data da mais nova dos dois videntes de Fátima.
Qual o sentido desta Festa para a Igreja e para o Mundo?
Irmã Ângela Coelho - Celebrar a santidade de um servo de Deus é celebrar, primeiro, a santidade de Deus, o todo Santo que santifica cada mulher e cada homem dispostos a acolher o dom da sua graça. No caso concreto da celebração litúrgica do Francisco e da Jacinta, damos graças a Deus pela forma muito particular como viveram a sua vocação à santidade. Olhando hoje a vida destas duas crianças conseguimos intuir que viveram os apelos com que Nossa Senhora os desafiou, de tal forma que olhá-los é olhar uma concretização da mensagem de Fátima.
A festa dos Beatos Francisco e Jacinta há de ser também estímulo para a nossa própria vocação à santidade, para a nossa disponibilidade para acolher com confiança a vontade de Deus e os seus desígnios de misericórdia. Ao mesmo tempo, é estímulo à oração e à confiança na intercessão destes dois amigos de Deus, através de quem confiamos as nossas alegrias e dores a Deus.
A mensagem que os Pastorinhos escutaram de Nossa Senhora e transmitiram ao mundo não está circunscrita num determinado tempo histórico?
Irmã Ângela Coelho - Os pastorinhos acolheram a mensagem de Nossa Senhora num contexto histórico particular e importa não perder este contexto de vista, na medida em que ele é o destinatário primeiro da mensagem de Fátima e a sua compreensão facilita-nos chaves de leitura para a mensagem. Tem já sido frequentemente sublinhado que Fátima, no conjunto das aparições marianas, é aquela que apresenta uma das mensagens mais proféticas e políticas. De facto, percorrer as Memórias da Irmã Lúcia é descobrir também o olhar de esperança que Deus lança sobre o século que passou: um olhar realista sobre o drama do sofrimento e do pecado, mas um olhar pleno de esperança e de misericórdia.
Isto não significa, no entanto, que esta mensagem não tenha já lugar no nosso tempo. Se Fátima não faz outra coisa que sublinhar a boa nova do Evangelho – e podemos reconhecer os muitos traços evangélicos da mensagem de Fátima: a oração, a conversão, a vivência teologal, a adoração e conformação da vida com Deus... – é, então, de esperar que a sua mensagem seja de sempre e para sempre. Ninguém ousaria desclassificar a atualidade da mensagem de Fátima quando aquilo que nela se sublinha é o apelo a encontrar-se no amor de Deus e a comprometer-se com ele.
Nas aparições, Nossa Senhora pede aos Pastorinhos que façam sacrifícios pelos pecadores. Este pedido ainda faz sentido no nosso tempo?
Irmã Ângela Coelho - Temos hoje receio da palavra «sacrifício», que nos incomoda e nos parece estranha. E, no entanto, o sacrifício é a dinâmica em que se dá a vida. Basta recordarmos o momento do nascimento de uma vida humana para compreendermos que o dom da vida implica o sacrifício pelo outro.
Sacrificar-se pelos pecadores não é outra coisa do que dispor-se a oferecer a sua vida pelos que se afastaram do amor de Deus. No fundo, é aceitar participar da missão redentora de Jesus, de congregar tudo e todos na casa de Deus.
Para além de ser a forma de assumir corajosamente a realidade da vida, o sacrifício pedido em Fátima é também um exercício com que os pastorinhos, primeiro, mas também cada um de nós, hoje, somos chamados a polir a nossa liberdade para a gratuidade e o dom de toda a nossa existência a Deus pelos irmãos.
Qual é o ponto da situação do Processo de Canonização da Irmã Lúcia? E do Francisco e da Jacinta?
Irmã Ângela Coelho - Os processos de beatificação e canonização são processos frequentemente morosos, que exigem um estudo aprofundado das vidas dos servos de Deus, e a confiança, por parte dos fiéis, na sua fama de santidade. Basta recordar que os processos de beatificação do Francisco e da Jacinta deram os seus primeiros passos em 1952 e foi apenas em 1989 que o seu decreto da heroicidade das virtudes foi assinado pelo Papa João Paulo II, abrindo caminho à beatificação que aconteceu no ano 2000, depois de comprovado um primeiro milagre alcançado pela sua intercessão.
O processo de beatificação da Lúcia encontra-se ainda na fase diocesana. Trata-se de um exigente estudo da vida da Lúcia, dos seus escritos, dos testemunhos que se recolheram, para que ela possa ser proposta como exemplo de fé cristã amadurecida. Continuamos a trabalhar neste processo.
Quanto ao processo de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta, falta apenas que um milagre se dê através da sua intercessão. Entretanto, o nosso trabalho é o de difundir o seu exemplo de vida e de suscitar nas pessoas a confiança na amizade com Deus destas duas crianças de Fátima.
Será possível definir cada um dos Pastorinhos com apenas uma palavra?
Irmã Ângela Coelho - Embora breves, as vidas de Jacinta e de Francisco são de uma tal riqueza espiritual que qualquer definição breve das suas vidas será sempre demasiado redutora. Ainda assim, se quiséssemos encontrar a palavra que melhor define cada um dos Pastorinhos, arriscaria a dizer que a Jacinta se define pela «compaixão», o Francisco pela «contemplação» e a Lúcia pela «fidelidade».

Fonte: http://www.santuario-fatima.pt

sábado, 6 de dezembro de 2014

Santuário da Beata Alexandrina de Balasar

 Quem vai a Portugal, principalmente com intuito de realizar também um turismo religioso, acaba sendo absorvido pela Peregrinação indispensável ao Santuário de Fátima, bem como aos pelos Santuários de Braga, pelos Mosteiros que são  Patrimônios da Humanidade pela UNESCO, que se distribuem por toda Portugal (como os de Batalha, Alcobaça, Lisboa, Tomar, para citar alguns), como não dar um pulo bem rápido em Santarém e contemplar o Milagre Eucarístico tão de pertinho?  
Porém...muitos passam bem longe, apesar de ser caminho de muitos locais de turismo, da vila pequenina e talvez escondida de Balasar, situada na região de Póvoa de Varzim (distando por alto 32km de Braga). Seja por desconhecimento da existência desse local (até mesmo os próprios portugueses nunca ouviram falar!!) e o que nele há, seja por difícil acesso (nada que um GPS não resolva),  e talvez o principal motivo a  falta de divulgação da vida e menssagem da Beata Alexandrina.
Balasar hoje conta com um Santuário erigido em honra a essa Beata, com um testemunho de vida cristã incrível. Não somos teólogos, mas falamos sem medo de errar que pode ser uma das grandes místicas de nossa Igreja. Compõe no Santuário uma Igreja com Adoração Eucarística perpétua, dispostos nas laterais da Igreja estão em exposição permanente os objetos usados durante a vida da Beata. Na lateral, ao lado do Altar encontramos o Túmulo de Alexandrina, local mais visitado e as Relíquias da própria e dos Beatos Jacinta e Francisco Marto, a quem tinha uma grande devoção.
Logo à frente da Igreja, a uns 50 metros temos uma minúscula Capela que protege a Cruz de Terra que apareceu naquele solo milagrosamente alguns anos antes do nascimento de Alexandrina (vide a história abaixo). Onde se reza e contempla a Via Sacra constantemente em grupos que se revezam em horários específicos.
Saíndo do Santuário, bem próximo, em uma região chamada de Calvário, subindo uma pequena colina, nos deparamos com a casa de Alexandrina, aberta a visitação do público. Onde a mesma viveu por anos acamada. Em frente a sua casa uma Construção que abriga uma Fundação que leva seu nome.
Segue algumas fotos desse lindo e singelo Santuário, que sem dúvida nenhuma ao visitá-lo, você sairá com uma bela reflexão sobre o amor de Deus.                                         

                                                          Interior da Igreja - Altar Principal








                     Túmulo da Beata Alexandrina, localizado na lateral do Altar Principal da Igreja


                      Túmulo da Beata Alexandrina, localizado na lateral do Altar Principal da Igreja






                                      Área externa do Santuário em honra a Beata Alexandrina

 Quarto da Beata Alexandrina onde ela passou longos anos de sua vida acamada e onde teve experiências místicas. O quarto apresenta-se com a mesma decoração e objetos da Beata Alexandrina tal qual eram na época de sua vida.

           Pequeno altar no interior do quarto da Beata, onde se celebra ocasionalmente a Santa Missa.

 Janela da casa de Alexandrina que ela pulou para proteger sua pureza e que a deixou paraplégica para o resto da vida.

 Familiares da Beata na escadaria que dá acesso a sua casa. Que se conserva até hoje, bem como todo o interior de sua casa, mantêm-se conservados tal qual  como eram.

             Criado mudo da sua cama, com a caneca que Alexandrina usava nos seus acessos de tosse.

Como chegar:
VIAS RODOVIÁRIAS
Auto-estrada LN A28: Porto-Viana do Castelo
• Saída 15 (Vila do Conde/Guimarães/Famalicão)
• Ligação à EN 206 (Beiriz/Touguinha) (Balasar a 12km da saída)

Auto-estrada A7: Vila do Conde-Vila Pouca de Aguiar
• Saída 3 (Rio Mau)
• Ligação à EN 206 (Balasar a 8km da saída)

Auto-estrada A3: Porto-Valença
• Saída 7 (Cruz)
• Ligação à EN 206 (Balasar a 19km da saída)

Estrada Nacional 13: Maia – Valença
• Ligação com EN 206 em Vila do Conde (Balasar a 14km da saída)

Estrada Nacional 104: Vila do Conde – Santo Tirso


CONTACTOS
AEROPORTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO (Porto)
www.ana.pt
Tel.: (00 351) 229 432 400
E-mail: flyopo@ana.pt
(Dista 32 km de Balasar.)

RODOVIÁRIA D`ENTRE DOURO E MINHO SA (Vila Nova de Famalicão)
Tel: (00 351) 252 322 820
(Dista 15km de Balasar.)

RODOVIÁRIA D`ENTRE DOURO E MINHO SA (Póvoa de Varzim)
Tel: (00 351) 252 618 400
(Dista 19km de Balasar.)

METRO DO PORTO (Póvoa de Varzim)
www.metrodoporto.pt
Tel.: 225 081 000 / 808 20 50 60
E-mail: metro@metro-porto.pt
(Dista 19km de Balasar.)

COMBOIOS DE PORTUGAL (Trofa/V.N.Famalicão)
www.cp.pt
Tel.: 808 208 208 / 00 351 707 201 280
(Dista 12km de Balasar.)

CENTRAL TAXIS (Praça do Almada, Póvoa de Varzim)
Tel.: 252 622 364
Tel.: 252 621 066
(Dista 19km de Balasar.)

TAXIS (Balasar)
Tel.: 91 754 07 45
Tel.: 91 970 59 80

Acesse o site do Santuário e saiba mais sobre a vida dessa Beata:  http://www.alexandrinadebalasar.com

Um resumo de sua vida (retirado do site do Vaticano - http://www.vatican.va):

ALEXANDRINA MARIA DA COSTA nasceu em Balasar, Póvoa de Varzim, Arquidiocese de Braga, no dia 30 de Março de 1904, e foi baptizada no dia 2 de Abril, Sábado Santo. Foi educada cristãmente pela mãe, junto com a irmã Deolinda. Alexandrina viveu em casa até aos 7 anos. Depois foi para uma pensão dum marceneiro na Póvoa de Varzim a fim de frequentar a escola primária que não existia em Balasar. Fez a primeira comunhão na sua terra natal em 1911 e no ano seguinte recebeu o sacramento da Crisma pelo Bispo do Porto.
Passados 18 meses, voltou a Balasar e foi morar com a mãe e a irmã na localidade do “Calvário”, onde irá permanecer até à morte.
Robusta de constituição física, começou a trabalhar nos campos, equiparando-se aos homens e a ganhar o mesmo que eles. A sua infância foi muito viva: dotada de temperamento feliz e comunicativo, era muito querida pelas colegas. Aos 12 anos, porém, adoeceu: uma grave infecção (uma febre tifóide, talvez) colocou-a quase à morte. Superou a doença, mas a sua saúde ficou abalada para sempre.
Aos 14 anos aconteceu um facto que seria decisivo para a sua vida.
Era Sábado Santo de 1918. Nesse dia, ela, a irmã Deolinda e mais uma mocinha aprendiz, estavam a trabalhar de costura, quando perceberam que três homens tentavam a entrar na sala onde se encontravam. Embora estivessem fechadas, os três homens forçaram as portas e conseguiram entrar. Alexandrina, para salvar a sua pureza ameaçada, não hesitou em atirar-se pela janela, de uma altura de quatro metros. As consequências foram terríveis, embora não imediatas. De facto, as várias visitas médicas a que foi sucessivamente submetida diagnosticaram, cada vez com maior clareza, um facto irreversível.
Até aos 19 anos pôde ainda arrastar-se até a igreja, onde gostava de ficar recolhida, com grande admiração das pessoas. A paralisia foi avançando cada vez mais, até que as dores se tornaram insuportáveis; as articulações perderam qualquer movimento; e ela ficou completamente paralisada. Era o dia 14 de abril de 1925 quando Alexandrina ficou definitivamente de cama. Ali haveria de passar os restantes 30 anos de sua vida.
Até 1928 não deixou de pedir a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura, prometendo que se sarasse partiria para as missões. Depois compreendeu que a sua vocação era o sofrimento. Abraçou-a prontamente. Dizia: “Nossa Senhora concedeu-me uma graça ainda maior. Depois da resignação deu-me a conformidade completa à vontade de Deus e, por fim, o desejo de sofrer”.
São desse período os primeiros fenómenos místicos: Alexandrina iniciou uma vida de grande união com Cristo nos Tabernáculos, por meio de Nossa Senhora. 
Um dia em que estava só, veio-lhe improvisamente este pensamento: “Jesus, tu és prisioneiro no Tabernáculo. E eu por tua vontade prisioneira na minha cama. Far-nos-emos companhia”. Desde então começou a primeira missão: ser como a lâmpada do Tabernáculo. Passava as noites como em peregrinação de Tabernáculo em Tabernáculo. Em cada Missa oferecia-se ao Eterno Pai como vítima pelos pecadores, junto com Jesus e segundo as suas intenções.
Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima tanto mais crescia nela o amor ao sofrimento. Comprometeu-se com voto a fazer sempre o que fosse mais perfeito.
De sexta-feira, 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, ou seja por 182 vezes, viveu, em todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão: Alexandrina, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da Via Crucis.
“Amar, sofrer, reparar” foi o programa que o Senhor lhe indicou. Desde 1934, a convite do padre jesuíta Mariano Pinho, que a dirigiu espiritualmente até 1941, Alexandrina punha por escrito tudo quanto, vez por vez, lhe dizia Jesus.
Em 1936, por ordem de Jesus, pediu ao Santo Padre, através do P. Pinho, a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. Este pedido foi renovado várias vezes até 1941, pelo que a Santa Sé interrogou três vezes o Arcebispo de Braga a respeito de Alexandrina. No dia 31 de Outubro de 1942, Pio XII consagrou o mundo ao Coração Imaculado de Maria com uma mensagem transmitida de Fátima em língua portuguesa. Este acto foi repetido em Roma na Basílica de São Pedro no dia 8 de Dezembro do mesmo ano de 1942.
Depois de 27 de Março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia. Em 1943, por quarenta dias e quarenta noites, foram rigorosamente controlados por médicos o jejum absoluto e a anúria, no hospital da Foz do Douro, no Porto.
Em 1944, o novo director espiritual, P. Umberto Pasquale, salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a continuar a ditar o seu diário; fê-lo com espírito de obediência até à morte. No mesmo ano de 1944 Alexandrina inscreveu-se na União dos Cooperadores Salesianos. E quis pôr o seu diploma de Cooperadora «em lugar bem visível a fim de o ter sempre debaixo dos olhos» e colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo juvenis. Rezou e sofreu pela santificação dos Cooperadores Salesianos de todo o mundo.
Apesar dos sofrimentos, continuava a dedicar-se aos problemas dos pobres, do bem espiritual dos paroquianos e de muitas outras pessoas que a ela recorriam. Promoveu em sua paróquia tríduos e horas de adoração.
Especialmente nos últimos anos de vida, muitas pessoas, vindas de longe, atraídas pela fama de santidade, visitavam-na; muitas atribuíam a própria conversão aos seus conselhos.
Em 1950, Alexandrina festejou o 25º ano de sua imobilidade. E em 7 de Janeiro de 1955 foi-lhe preanunciado que aquele seria o ano da sua morte. De facto, dia 12 de Outubro quis receber a unção dos enfermos. E dia 13, aniversário da última aparição de N. Sra. de Fátima, ouviram-na exclamar: “Sou feliz porque vou para o céu”. Às 19h30 expirou.
Sobre a sua campa podem ler-se estas palavras por ela tão desejadas:
“Pecadores, se as cinzas do meu corpo puderem ser úteis para a vossa salvação, aproximai-vos: passai todos por cima delas, pisai-as até desaparecerem, mas não pequeis mais! Não ofendais mais o nosso Jesus! Pecadores, queria dizer-vos tantas coisas. Não bastaria este grande cemitério para escrevê-las todas! Convertei-vos! Não queirais perder a Jesus por toda a eternidade! Ele é tão bom!... Amai-O! Amai-O! Basta de pecar!”.
É a síntese da sua vida gasta exclusivamente para salvar as almas.
No Porto, na tarde do dia 15 de Outubro, os vendedores de flores viram-se sem nenhuma flor branca: todas tinham sido vendidas para a homenagem floral a Alexandrina, que tinha sido a rosa branca de Jesus.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

As febres extraordinárias de São Pio de Pietrelcina

Das muitas histórias contadas em torno da figura do Padre Pio de Pietrelcina, aquelas relacionadas às suas febres ocupam páginas particularmente impressionantes. No período em que era forçado a abandonar o convento para cuidar de sua saúde em casa, o frade italiano experimentava febres altíssimas, sem registros em toda a história médica, de modo que, não fossem os relatos e as observações de profissionais, se pensaria que os testemunhos a este respeito tinham sido inventados.
O corpo de Pio chegava a temperaturas tão elevadas que os termômetros normais chegavam a arrebentar. Em carta enviada a uma de suas filhas espirituais, a 9 de Fevereiro de 1917, ele contava: “Sinto que melhorei. A febre tão alta, que não havia termômetro capaz de medi-la, deixou-me há já alguns dias”. Em outra de suas cartas, ele acrescentava: “O calor da febre era tão excessivo, que fazia rebentar o termômetro”.
O Padre Paolino de Casacalenda, guardião do convento de San Giovanni Rotondo, conta que, na primeira vez em que se encontrou com o Padre Pio, este estava de cama. Vendo-o “com o rosto afogueado e a respiração um pouco difícil”, decidiu tirar-lhe a febre: “Qual não foi o meu espanto quando, ao retirar o termômetro, me apercebi que o mercúrio, chegado aos 42 graus e meio, ou seja, ao ponto extremo dos termômetros vulgares, tinha feito pressão e, não podendo sair, tinha quebrado o reservatório onde estava encerrado”. Curioso para saber até onde ia a febre de Pio, Paolino pegou um termômetro de banho e ficou ainda mais assombrado quando viu “na coluna que o mercúrio tinha atingido os 52 graus”. Naquele momento, o frade ficou convencido de que se encontrava “frente a um indivíduo fora do vulgar”.
O Padre Raffaele de Sant’Elia de Pianisi, que viveu muitos anos com o Padre Pio, conta que, em 1934, quando Dom Bosco foi canonizado, o seu termômetro subiu a 53 graus de febre. “Vi-o com os meus próprios olhos. O Padre, na sua cama, parecia autêntico fogo, devido ao calor. Para lhe tirar a febre, tínhamos utilizado um termômetro de banho”. Algumas pessoas que assistiram à canonização de São João Bosco contam ter visto o Padre Pio em Roma, durante a cerimônia. “Eu sei muito bem que naquele dia o Padre Pio estava de cama, e não posso dizer até que ponto tais afirmações eram verdadeiras”, diz o Padre Raffaele. “De resto, tudo era possível ao Padre Pio, de quem se contavam tantos casos de bilocação”.
O doutor Giorgio Festa, que cuidou por muito tempo da saúde do frade de Pietrelcina, examinou regularmente a sua temperatura, duas vezes por dia, no decorrer de várias semanas. Para tanto, levou consigo “um termômetro especial, que serve para as experiências científicas e que é de uma precisão absoluta”. Os registros variavam de 36,2 graus a impressionantes 48,5 graus. “Quando era atingido por temperaturas tão elevadas,” escreveu o médico, “o Padre Pio parecia sofrer muito, sendo tomado por grande agitação na cama, mas sem delirar e sem as perturbações comuns que habitualmente acompanham alterações febris significativas. Ao fim de um ou dois dias, tudo regressava ao seu estado normal.”
Interessado pelo caso do Padre Pio, o doutor Festa correu atrás de investigações específicas e descobriu que, das temperaturas mais altas até então registradas pelos médicos, nenhuma passava dos 44 graus, tendo tais ocorrências recebido o nome de “agônicas” ou “pré-agônicas”, pois eram fatalmente seguidas de morte.
Tantos episódios, respaldados não só pelos relatos de quem convivia com São Pio de Pietrelcina, como pela própria ciência médica, são verdadeiramente milagres. Aliás, é impossível compreender a vida deste santo sacerdote sem recorrer ao auxílio sobrenatural. Toda a sua existência nesta terra foi inteiramente devotada a uma contínua e cada vez mais profunda manifestação de Deus, pela qual o santo assumiu para si as palavras do Apóstolo: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).
De fato, a vida dos santos está repleta de histórias como essas, cheias de fatos extraordinários e comoventes, capazes de mexer com o coração até do cético mais obstinado. A caridade cristã realmente supera todas as medidas humanas e, à semelhança de Cristo, que declarou ter vindo lançar fogo sobre a terra (cf. Lc 12, 49), também os santos vieram incendiar a humanidade com a chama do divino amor. 

Fonte:  Por Equipe Christo Nihil Praeponere

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Uma vida próxima de Karol



Quatro décadas ao lado de Wojtyla : o testemunho de secretário, histórica " Don Stanislaw ". Que conheceu o futuro papa , quando, aos dezoito anos , ele era um seminarista

 Conheci Karol Wojtyla no seminário, aos dezoito anos . Foi em 1957. Ele era o nosso professor de ética . Nós soubemos o seu conhecimento do assunto, bem como a sua espiritualidade e abertura aos outros . Um ano depois , foi nomeado bispo auxiliar da diocese de Cracóvia e depois de alguns anos, ele assumiu a liderança como Arcebispo Metropolitano , o herdeiro de St. Stanislaus , do mártir do século XI , padroeiro da ordem moral na Polônia. 23 de junho de 1963 recebi das mãos do jovem bispo Karol o sacramento do sacerdócio. Então, eu não imaginava que a história da minha vida e minha vocação seria tão fortemente marcado pelo serviço à Igreja ao lado dele. Literalmente .Ele chegou 16 de outubro de 1978 . Ponto de viragem para o dia do cardeal Wojtyla , um dia de ponto de viragem para mim. O Papa recém-eleito pediu-me para continuar a ajudá-lo. E assim tudo começou. Nenhum de nós sabia quanto tempo iria durar ; ninguém sabia como seria o pontificado de João Paulo II, chegou a Roma " de um país distante " longe por razões geográficas , mas também político. No país do Papa governou um sistema totalitário comunista que estava lutando contra Deus e a Igreja, e, finalmente, contra o ser humano , a fim de privá-lo de que é mais importante .Vinte e sete anos de seu pontificado . Vinte e sete anos de serviço incansável para Cristo e Sua Igreja . Você deve inserir dentro deste seu serviço também o que aconteceu na Praça de São Pedro 13 de maio de 1981 . Ele viu o sangue do Papa, o Papa veio para o martírio de sangue. Além disso, todo o seu ministério papal, dia após dia, foi marcado por uma espécie de martírio - o trabalho duro , sacrifício, consumido por Cristo e sua causa, para que ele - o Salvador da humanidade - era na terra.Finalmente chegou 2 abril de 2005. Papa João Paulo II estava morrendo diante dos olhos de todo o mundo . Ele foi para a casa do Pai às 21:37 . Acompanhei-o até o fim, até o último suspiro . Você teria pensado que era o fim de tudo. Na verdade, foi o início de uma nova história. História da santidade. Uma vez que só a morte e o funeral do Papa João Paulo II tornou-se uma catequese emocionante para todo o mundo . Só Deus sabe o que aconteceu nos corações de milhões de pessoas. A santidade do Papa começou a falar com eles naquele momento. A santidade do Papa é um resumo de quem ele era e o que ele era capaz de realizar.Como descrever a santidade de João Paulo II? Como é que se manifesta ? Como é que você foi atingido? Essas perguntas me perguntam muitas vezes . Eu chamo-lhe como a santidade colorida . Ou - por comparação com o mundo da música - o polifônico santidade . A santidade de oração. A santidade do serviço. A santidade do sofrimento ......

 Stanisław Dziwisz
 Cardeal, arcebispo de Cracóvia
  
Fonte: http://www.luoghidellinfinito.it (Traduzido do polonês por Magdalena Piekarska Paola)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Angelo de nome e de fato


 A Santidade de Roncalli foi um fato óbvio para todos, um elemento de caráter popular sintetizado pelo epíteto de "Papa bom", mas com base no relatório diário de  profunda oração.

Entre os primeiros bispos do Conselho, que surgiu no final do Concílio Vaticano II , e que sugeriu que o Papa João fosse  aclamado santo súbito, foi um jovem bispo polonês: Bohdan Bejze . A proposta foi suspensa , mas dois arcebispos desceram das cadeiras e foi para felicitar Bejze . Um era Stefan Wyszynski . O outro Karol Wojtyła : Roncalli e ele seriam proclamados santos juntos. Lembro-me do então vigário capitular de Cracóvia. Eu posso vê-lo como se fosse hoje : ágil e elegante, doce e sereno ; dois olhos azuis e um sorriso nos lábios, nos leva para o louvor do Papa Roncalli relatou: " Dois olhos e um sorriso , a bondade em pessoa. " O que realmente significa ser um santo Angelo Giuseppe Roncalli explicou ele mesmo apenas vinte e seis anos, durante uma coletiva de imprensa para o terceiro centenário da morte do cardeal Baronio : " Saber como apagar constantemente , destruindo e em torno de o que eles procuram outro tópico de louvor diante do mundo ; manter viva em seu peito a chama de um amor puro por Deus , acima do amor lânguido da terra; dar tudo, sacrificar para o bem de seus irmãos , e humilhação, no amor de Deus e do próximo fielmente seguir os caminhos marcados pela Providência , o que leva as almas eleitas para o cumprimento de sua missão : . toda a santidade está aqui " Estas regras Roncalli tem seguido ao longo de sua vida. Pública e privada. Antes e após o desembarque no serviço petrino ......


Loris Francesco Capovilla
                                             Cardeal ,ex-secretário do Papa João XXIII

Fonte:  Tradução de http://www.luoghidellinfinito.it

O milagre feito por João XXIII e que o tornou beato ocorreu há quase 50 anos

ROMA, 25 Abr. 14 / 11:58 am (ACI/EWTN Noticias).- Em 1966, Deus escutou as preces da Irmã Adele Labianca, uma religiosa Filha da Caridade, que pediu um milagre por intercessão do Papa João XXIII falecido três anos antes.

O milagre ocorreu no dia 25 de maio de 1966. Irmã Caterina Capitani, uma religiosa que sofria com uma perfuração gástrica hemorrágica com fístula externa e peritonite aguda, estava a ponto de morrer. Por ela, Irmã Adele tinha rezado em diversas ocasiões ao Papa João.

Irmã Adele está em Roma para assistir à canonização daquele que ajudou a salvar a vida de sua irmã.
Conforme explicou a religiosa em uma conferência celebrada no Escritório de Imprensa da Santa Sé, Irmã Caterina narrou que teve uma visão com o Papa João XXIII que disse que a oração da Irmã Adele tinha sido tão forte, que lhe tinha tirado o milagre do coração.

“Irmã Caterina rezou para mim, e também muitas outras religiosas. Mas especialmente uma delas, Irmã Adele. Tiraste este milagre do meu coração. Agora tudo aconteceu e te curaste”, escutou Irmã Caterina.

Irmã Caterina só tinha 23 anos quando ocorreu a cura milagrosa. O Papa João tinha morrido e era tradição rezar o terço em seu nome. Mas as coisas pioraram, uma noite teve uma febre muito alta e foi levada em ambulância ao hospital. “Estava cheia de dor e moribunda e chegou a pedir o Sacramento da Unção dos Enfermos. Agora o único que restava era confiar na providência divina”.

Irmã Adele explica que a situação era muito grave, a consternação era evidente em todos os presentes, “estávamos sem esperança” e “quando as forças físicas a tinham abandonado, ocorreu o milagre”.
Em 22 de maio de 1966 colocaram sobre as feridas do estômago umas relíquias do Papa João e mais tarde, Irmã Caterina se levantou sem nenhuma dor, era 25 de maio de 1966.

Irmã Caterina contava que estava sozinha quando sentiu uma mão apoiada no estômago e escutou uma voz. Viu o Papa João sentado na sua cama, vestido de pontífice sorridente e falando com ela. Depois se levantou anunciando a sua cura. “Ninguém acreditava no que dizia. Mas a ferida estava fechada”, afirmou Irmã Adele.

O milagre ocorreu, comprovaram-no as perícias médicas de 8 de junho de 1966 e todos os atos do processo que estabeleceram sua autenticidade. O processo de beatificação foi encerrado em 29 de março de 1971. Entretanto, sua beatificação foi celebrada apenas no dia 3 de setembro do ano 2000.

Irmã Caterina viveu o resto de sua vida uma grande devoção ao Papa João, difundiu-a e a transmitiu. Morreu em 3 de abril de 2010 deixando um imenso testemunho espiritual.

Joao XXIII será canonizado junto com o Beato João Paulo II no próximo dia 27 de abril, festa da Divina Misericórdia, em uma cerimônia dirigida pelo Papa Francisco na Praça de São Pedro do Vaticano e para a qual chegaram a Roma milhares de fiéis. O Pontífice o proclamará santo sem requerer um segundo milagre atribuído a sua intercessão.

domingo, 27 de abril de 2014

Peregrinos do amor

“Em honra da Santíssima Trindade,
para exaltação da fé católica
e incremento da vida cristã,
com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo,
dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa,
após ter longamente refletido,
invocado várias vezes o auxílio divino
e escutado o parecer dos nossos irmãos no episcopado
Declaramos e definimos como santos os beatos
João XXIII
e João Paulo II
e os inscrevemos no Catálogo dos Santos,
e estabelecemos que em toda a Igreja sejam devotamente honrados entre os Santos
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

São João Paulo , da janela do Céu  dar-nos a sua bênção ! Abençoe  Igreja , a quem tu amou e serviu e dirigiu , empurrando corajosamente os caminhos do mundo para trazer Jesus para todos. Abençoa os jovens, que foram a sua paixão. Traga-os de volta para sonhar,
  a olhar para cima para encontrar a luz , que ilumina os caminhos da vida aqui embaixo.Abençoa as famílias , abençoe todas as famílias ! Você tem afastado o ataque de Satanás contra essa centelha preciosa e vital do céu, que Deus acendeu na terra. São João Paulo, sua oração irá proteger a família e toda a vida que floresce na família.Ore por todo o mundo, ainda marcado por tensões , guerras e injustiças. Você lutou contra a guerra, pedindo diálogo e espalhando o amor , rogai por nós , somos semeadores incansáveis ​​da paz.Ó São João Paulo II , da janela do céu, onde o vemos ao lado de Maria, pedimos para  todos nós a bênção de Deus, amém .
 "O mundo espera ansiosamente o nosso testemunho de amor, um testemunho nascido
a partir de uma convicção pessoal profunda e um sincero ato de amor e fé em Cristo ressuscitado "
JOÃO PAULO II (1986)
  
  Papa João ! Demos graças à Santíssima Trindade em tê-lo enviado para nós irmão amável e sábio mestre .Você escalou o Monte das Bem-Aventuranças deixando chumbo em tudo e sempre por vontade divina , a criança do país fazenda de Sotto il Monte e Bispo da Igreja universal.Rogai por nós ao Pai de toda consolação para a graça de aceitar as boas novas e para ficar aterrado na fé inexpugnável , esperança inquebrantável , caridade sem limites ;a aceitar a pobreza feliz e abençoada ;para servir em silêncio e com perseverança ;desejar as coisas celestiais, nos separar daquelas da terras , de modo a abrir nossa mente para as necessidades da Igreja e da humanidade de hoje .Obtenha para nós a sabedoria do coração para amar a todos como irmãos ,perdoar e abraçar os que erram ,promover o que quebra as barreiras da incompreensão entre as pessoas e as nações,suprimir o auto-interesse e despertar unidade frutífera dos espíritos.Sustentados pela Mãe Celestial, estamos decididos , em particular, em nome do Reino à Vontade de Deus. Que a humildade e mansidão brilhe em nossos rostos. Entender
 que a justiça e a bondade são para ser como os santos na infância espiritual , crescendo gradualmente na medida da nossa vocação.Através de Cristo , nosso Senhor. amém

"Para promover, incentivar, aceite os diálogos em todos os níveis e em todos os momentos,
é uma regra de sabedoria e prudência, que traz a bênção do céu e da terra "
JOÃO XXIII (1962)

Santos!!!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Estamos felizes!!!

Em comemoração da Canonização de João XXIII e João Paulo II, nosso Blog estará disponibilizando uma série de reportagens e artigos sobre esses dois grandes Papas da nossa Igreja, nesse dias que precedem a Canonização. Uma forma de estarmos mais envolvidos nesse especial momento da História de nossa Igreja.
Lembre-se a Canonização se dará no dia 27 de abril, domingo próximo, as 5h ( horário de Brasília). 
Vale a pena acordar mais cedo esse dia, você não vai querer perder esse momento histórico, vai?

 Freiras, sacerdotes, anciãos e crianças dançando ... todos estão "felizes" para a próxima canonização de João XXIII e João Paulo II. Povoando a web, criado e produzido pelo grupo de jovens que estão dizendo na mídia social como a cidade de Roma se prepara para a canonização. O vídeo foi dirigido por Maila Paone; edição é Raffaele Pannozzo; a idéia de Chiara Novel, Albert Arcuri, Francesa Vertisano, Giorgia Giacomini.

Fonte: http://2papisanti.org

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Porque é Santo



Porque é Santo:
Angelo Roncali  era um homem com uma paciência serena, capaz de suportar os desafios e provações da vida .
Ele era um sacerdote de ambições de carreira livres e capazes de colaboração cordial. Como Bispo Romano, antes e depois, ele sempre soube como curar uma forma colegial no exercício da autoridade , com cuidado especial para os sacerdotes e sua formação , bem como os leigos , convidando-os a um ministério responsável. É a partir deste desejo constante de crescer a Fé se esforçado para incentivar a participação activa dos fiéis na liturgia e sempre mostrou grande sensibilidade ecumênica .Sua vida de fé se expressa em formas de religiosidade popular : o culto eucarístico nas suas diversas manifestações como a visita e adoração do Santíssimo Sacramento , a devoção ao Sagrado Coração de Jesus , a devoção à Santíssima Virgem através do Rosário e visitar muitos santuários, a veneração dos santos, a oração pelos mortos e romarias .Ele era capaz de se comunicar , preferindo formas simples e imediatas , com imagens da vida cotidiana , conseguindo entrar imediatamente o coração das pessoas . Sua santidade o levou a indicar o caminho da renovação na tradição da Igreja.

Porque é Santo: 
Beato João Paulo II era um "homem de oração". Em seu desejo de perfeição que se manifesta com tanta força que ele poderia sempre despertar o espírito através da oração constante e escuta pensativo para a palavra de Deus . A Eucaristia era o centro de sua vida. Sua profunda fé e confiança no auxílio divino em eventos de vida críticos , bem como o total abandono na ajuda materna da Virgem Maria, se manifestaram com força particular em tempos de escuridão , por exemplo, após o trágico atentado de 1981 ou durante o calvário de progressão da doença. Sempre grato a Deus e atribuído o crédito por todo o dom recebido.A infância não foi fácil e a admissão ao Seminário justo no período em que a guerra havia forçado a fechar , certamente corroboraram sua coragem.Como Arcebispo de Cracóvia nunca hesitou diante dos inúmeros obstáculos impostos pelo regime comunista polonês o direito de professar a fé em si com a força que ele aprendeu a falar em favor dos direitos das pessoas , sem ser perturbado ordem pública , assim , lutando como um bom cristão sua batalha ainda que tais obstáculos aparentemente intransponíveis .Seu primeiro slogan " Não tenham medo ! Abra bem as portas a Cristo ! " pronunciado durante a celebração de abertura marcou a agenda do ministério durante seu longo pontificado , manter-se vivo nos corações dos fiéis , mesmo depois de sua morte.Como o Papa , a 13 de maio de 1981 , o dia que marcou o início de uma segunda fase de seu pontificado , obtido a partir do Senhor a graça de derramar o próprio sangue em nome da fé , como ele disse , em referência ao que aconteceu .Ele segurou o anseio pela liberdade dos povos oprimidos por vários regimes totalitários , afirmando a dignidade inviolável de cada ser humano.Promovido e revigorado diálogo ecumênico , buscando a unidade e a paz , na esperança viva de um futuro plena comunhão com os irmãos separados .Um sinal extraordinário de esperança estava mostrando confiança no jovem esperança da Igreja de amanhã Ele deu alimentos e roupas para os necessitados , mendigos, preocupado com o destino de seus parentes idosos , compartilhou a dor do sofrimento, destinava para eles próprio dinheiro, visitava os doentes e presos. Além disso, instruiu , aconselhou coração desorientado, ofereceu perdão ao que atentou contra sua vida, suportou com paciência as pessoas que eram hostis a ele.No final dos anos 90, os primeiros sinais de " doença de Parkinson" , que lentamente o forçou a exercer o seu ministério a partir de uma " cadeira de rodas" . Viveu com a participação da força e admiração com que ele foi capaz de lidar , especialmente nos últimos anos, os deveres pastorais nessas condições difíceis.

Fonte:  http://2papisanti.org

domingo, 30 de março de 2014

O sonho de João XXIII, o Papa bom

João XXIII pedia pelo surgimento de homens sábios, que fossem capazes de iluminar com a luz de Cristo as descobertas do mundo moderno

 Depois da morte do Pastor Angelicus, a graça divina reservaria à Santa Igreja a eleição de um Papa bom. Simples, humano, intenso. Angelo Roncalli foi eleito 261º sucessor de São Pedro a 28 de outubro de 1958, assumindo o nome de João XXIII.
O pontificado de Roncalli chegou à Igreja como um improviso da história. Contam as testemunhas da época que seria apenas um Papa de transição. Não foi. Decidido a "contemplar o passado, para ir recolher, por assim dizer, as vozes, cujo eco animador queremos tornar a ouvir na recordação e nos méritos", convocou o Concílio Vaticano II, a fim de guardar e ensinar "de forma mais eficaz" o depósito sagrado da doutrina cristã.
E assim, em 11 de outubro de 1962, tinha início o 21º Concílio Ecumênico da história da Igreja. A cena era imprevisível. Chegavam à Roma bispos do mundo todo - como nunca antes acontecera -, trazendo no bojo de suas preocupações a vontade de servir com mais prontidão à causa de Cristo e de sua Noiva. Da Cátedra de Pedro, sob a sombra do imenso baldaquino de Bernini, o Sumo Pontífice dava o tom daquele encontro inaudito: "O XXI Concílio Ecumênico (...) quer transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgios, que por vinte séculos, apesar das dificuldades e das oposições, se tornou patrimônio comum dos homens."
João XXIII desejava "pôr em contacto com as energias vivificadoras e perenes do evangelho o mundo moderno". O Santo Padre havia observado, desde os tempos de nunciatura apostólica em Paris, o avanço agressivo do tecnicismo, que trazia ao homem a falsa sensação de autossuficiência, "e mais ainda - um fato inteiramente novo e desconcertante - a existência do ateísmo militante, operando em plano mundial." A Igreja precisava agir.
De fato, o perigo que o progresso técnico trazia consigo era iminente. Sem menosprezar os seus grandes benefícios, Pio XII já havia alertado em uma de suas famosas radiomensagens de natal quanto ao caráter alienante da técnica, pondo "o homem em condição desfavorável para procurar, ver e aceitar as verdades e os bens sobrenaturais". "A mente, que se deixa seduzir pela concepção da vida ditada pelo "espírito técnico", fica insensível, desinteressada e, portanto, cega diante das obras de Deus". Em termos semelhantes se expressaria, anos mais tarde, o Papa Paulo VI na Populorum Progressio. Montini diria que "se a procura do desenvolvimento pede um número cada vez maior de técnicos, exige cada vez mais sábios, capazes de reflexão profunda, em busca de humanismo novo, que permita ao homem moderno o encontro de si mesmo, assumindo os valores superiores do amor, da amizade, da oração e da contemplação."
Com efeito, o Concílio não tinha tanto a missão de discutir a Igreja. Era um Concílio para discutir os problemas do mundo e, através da "luz dos povos" que é Cristo, iluminar "todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura". João XXIII pedia pelo surgimento de sábios, que fossem audaciosos e fortes o bastante para que se humanizassem "as novas descobertas dos homens". Por isso, na formação teológica dos sacerdotes, os padres conciliares deram a Santo Tomás de Aquino a primazia dos estudos. Uma posição nunca antes dada ao Doutor Angelicus, nem mesmo no Concílio de Trento.
Esse desejo de João XXIII, que se fez presente no Concílio Vaticano II, vinha de sua visão sobrenatural. Ele estava convencido da necessidade de recristianizar o mundo, dando a todos os corações a Palavra de Deus. Católico, Roncalli dedicava a oração de seu rosário a qualquer um, cristão ou não cristão, e em especial, às crianças. Mariano, entregou aos pés da Virgem de Loreto os trabalhos do Concílio, suplicando à Mãe de Deus as graças necessárias para "entrar na sala conciliar da Basílica de São Pedro como entraram no Cenáculo os Apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus: um só coração, uma pulsação única de amor a Cristo e pelas almas, um propósito único de viver e de nos imolarmos pela salvação de cada pessoa e dos povos."
Fatalmente, na tarde de 3 de junho de 1963 falecia il Papa buono, deixando a Paulo VI a responsabilidade de encerrar o grande Concílio. No jubileu do ano 2000, ao lado de Pio IX, João XXIII foi beatificado pelo Papa João Paulo II. E agora, em 2014, será o Santo Padre Francisco a canonizá-lo, dessa vez, junto do Papa polaco.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Rolando Rivi, da morte pela batina à glória dos altares

"Estou estudando para ser padre e a batina é o sinal que eu sou de Jesus", dizia o jovem em resposta àqueles que lhe recomendavam o abandono da veste talar.


A Igreja concedeu ao seminarista Rolando Rivi - morto aos 14 anos pelos partiggiani, grupo comunista italiano - a glória dos altares. A cerimônia de beatificação, celebrada no último dia 05 de outubro, na cidade de Modena, Itália, foi presidida pelo Cardeal Angelo Amato, atual prefeito da Congregação para causa dos santos.
Rolando Rivi teve de enfrentar o ódio da ideologia marxista logo após o término da II Guerra Mundial. Devido à ocupação alemã do seminário em que estudava, em 1944, na Diocese de Reggio Emilia, Rivi e os demais seminaristas foram obrigados a abandoná-lo. Em casa, não só deu continuidade aos estudos, como também ao uso da batina, mesmo sendo recomendado pelos pais a não usá-la, por causa da hostilidade à religião que pairava naquela época. "Estou estudando para ser padre e a batina é o sinal que eu sou de Jesus", dizia o jovem.
A Itália enfrentava uma forte onda de terrorismo. O governo fascista amedrontava o país ao mesmo tempo em que brigadas vermelhas tinham a intenção de substituir o autoritarismo de Mussolini pelo totalitarismo de Stalin. No fogo cruzado, várias vidas foram ceifadas, dentre elas a de Rolando Rivi e mais 130 padres e seminaristas.
O martírio do rapaz deu-se a 10 de abril de 1945. Trajando a veste talar, Rolando foi alvo fácil da facção partiggiani. Acabou sequestrado assim que saiu da igreja, onde acabara de assistir à Santa Missa. Permanecendo três dias sob o domínio dos torturadores, de cujas mãos recebeu maus-tratos físicos e morais, Revi alcançou a coroa do martírio, de joelhos, com dois tiros à queima roupa.
A propósito da beatificação, o bispo de San Marino e presidente da Comissão de Rolando Rivi, órgão responsável pelos cuidados da canonização do seminarista, declarou que "nesta causa está em jogo não só o reconhecimento da santidade de vida e do martírio de Rolando, mas muito do destino da Igreja, não só na Itália". Para Dom Luigi Negri, o testemunho do mártir beato dá à Igreja "novo sangue". "Se no corpo da Igreja circular também o sangue de Rolando Rivi, mártir simples e puríssimo assassinado por ódio à Fé com apenas 14 anos pela violência da ideologia marxista, se circular o sangue do seu testemunho de vida e do seu amor total a Jesus, nós daremos à Igreja nova energia para voltar a ser uma Igreja fiel a Cristo e apaixonada pelo homem".
A Santa Sé incluiu o Beato Rolando Rivi no Calendário Litúrgico Italiano no dia 29 de maio. A partir de agora, o jovem beato pode ser venerado publicamente em toda a Itália, especialmente na Arquidiocese de Modena, onde foi assassinado, e na Diocese de Reggio Emilia, na qual estudou o seminário. Nos demais países, a não ser que haja autorização de Roma, os fiéis podem venerá-lo somente em culto privado, enquanto ele não for declarado santo.
Nestes tempos de laicização do clero, em que tanto se prega a desobediência e a intolerância às coisas santas, o martírio de Rolando Rivi lembra as belíssimas palavras de Dom Francisco de Aquino Correa (Arcebispo de Cuiabá entre os anos de 1922 e 1956): "Oh! Como o bravo envolto na bandeira, contigo hei de morrer, minha batina! Ó minha heróica e santa companheira."

Por Equipe Christo Nihil Praeponere / Informações: Direto da Sacristia e Fratres in unum